O protesto foi convocado pela Amnistia Internacional Portugal, pela Fundação José Saramago, pela Greenpeace Portugal, pelos Médicos Sem Fronteiras Portugal e pela Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina. A marcha pela Palestina, que vai começar às 15h30 no Rossio, em Lisboa, acabará de forma simbólica junto à oliveira do Largo José Saramago (no Campo das Cebolas) para sinalizar a vontade de paz.
Também é simbólico que a manifestação se encerre com a leitura de um manifesto feita por um judeu, numa altura em que muitas vezes os protestos em defesa do Estado da Palestina são acusados de ter raízes no antissemitismo.
Jonatan Benebgui, ativista do coletivo Judeus pela Paz e Justiça – Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, vai ler um manifesto, junto à árvore cujos ramos simbolizam a paz, em nome das entidades que organizam a marcha.
Antes disso, Susana Travassos, cantora, vai ler poemas palestinianos. E falarão a escritora e jornalista Alexandra Lucas Coelho, que tem feito nos últimos anos várias reportagens sobre a Palestina, Rita Costa, enfermeira dos Médicos Sem Fronteiras com experiência na Faixa de Gaza, Dima Mohammed, académica e ativista luso-palestiniana, e Sofia Aparício, a atriz e modelo, que discursará em representação da delegação portuguesa na flotilha humanitária Global Sumud Flotilla.
Espanha fez greve pela Palestina esta semana
Esta terça-feira, Espanha foi o palco de uma Greve Geral pela Palestina, que juntou milhares de pessoas. As mobilizações, promovidas por sindicatos e grupos sociais, incluíram marchas, concentrações, bloqueios e paralisações que afetaram os transportes, a saúde e educação, com grande adesão popular em ações disseminadas um pouco por toda a Espanha.
No dia 3 de outubro, Itália parou também por causa de uma Greve Geral pela Palestina, na altura em que a flotilha humanitária tinha sido intercetada pelas forças israelitas antes de chegar a Gaza. A paralisação afetou comboios, voos domésticos, portos e o funcionamento de muitas escolas públicas e privadas, que se viram forçadas a encerrar. Segundo a organização, cerca de 100 mil pessoas terão estado num protesto em Milão, ainda que a polícia aponte para cerca de metade.
Apesar de ter sido declarado um cessar-fogo na região, Israel e o Hamas têm trocado acusações sobre a violação desse acordo.
Esta sexta-feira, Israel anunciou que irá voltar a bloquear a entrada de ajuda humanitária em Gaza. O exército israelita anunciou mesmo que irá pintar de amarelo a linha inicial de retirada das tropas nesse território, ameaçando disparar contra quem se atrever a ultrapassar esse limite.