Menos horas de sono, mais stress durante o dia e um ritmo cardíaco mais elevado foram alguns dos dados registados junto da comunidade de utilizadores de anéis inteligentes Oura, que têm vários sensores para medir diferentes indicadores, no dia das eleições presidenciais dos EUA. A empresa publicou um relatório com dados anonimizados no qual revela as consequências psicológicas e físicas da tensão sentida no dia em que se escolheu Donald Trump para liderar os EUA.

No dia 5, entre as 11 e as 20h, no fuso-horário da hora ocidental norte-americana, o stress destes utilizadores estava acima da média, com mais 2,3% de minutos de stress e uma redução de 19,5% do tempo de recuperação. Nessa noite, o batimento cardíaco aumentou 2,8 bpm, ou mais 3,7% do que numa outra noite comparável, refere a empresa em comunicado.

Por outro lado, vários utilizadores começaram a partilhar no canal da marca no Reddit que receberam uma notificação do anel que indicava que os dados biométricos medidos estavam fora da norma. A Oura revela que houve um aumento de 2000% no número de utilizadores que receberam esta notificação.

Também no Reddit, muitos utilizadores partilharam que a pontuação do seu sono nessa noite foi inferior à que costuma ser, evidenciando-se assim que o desfecho das eleições e a incerteza do nome do próximo presidente causou muita ansiedade e stress nos cidadãos.

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O responsável financeiro da Warner Bros Discovery anunciou que o serviço de streaming Max (antiga HBO e HBO Max) vai começar a tentar mitigar o problema das partilhas de passwords. Numa primeira fase, vai ser mostrada uma mensagem aos utilizadores, conta Gunnar Wiedenfiels, que detalhou que nos anos seguintes as medidas irão aumentar progressivamente.

Esta não é a primeira vez que a Max aborda este tema. Em março, lembra o The Verge, JB Perrette, responsável pelos serviços de streaming e jogos da Warner Bros Discovery, disse que a empresa ia combater a partilha de passwords “este ano e em 2025”.

A estratégia da Max está a ser semelhante à da Disney Plus, que também começou por enviar e-mails aos clientes sobre as partilhas, antes de lançar a opção de se adicionar mais membros à conta oficialmente. A Netflix também começou por pedir aos utilizadores que pagassem por cada utilizador extra que partilha o serviço de streaming com o utilizador principal.

Já Wiedenfiels não descarta também a hipótese de a Max vir a aumentar os preços, em consequência destas partilhas. A Max conta com 110 milhões de utilizadores ativos em todo o globo, tendo aumentado em 7,2 milhões o número de assinantes no mais recente trimestre.

O VOLT Live é um programa/podcast semanal sobre mobilidade elétrica feito em parceria com a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE).

Em destaque no VOLT Live, episódio 87, gravado a 7 de novembro de 2024:

– O novo modelo para a rede de carregamento proposto pela UVE (Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos);
– Em Polo Positivo e Polo Negativo comentamos o impacto que os novos incentivos à aquisição de veículos elétricos estão a ter no mercado;
– Em Produto da Semana partilhamos a experiência de condução em pista do Alpine A290;
– Em Carrega Aqui revelamos as novidades mais importantes na rede de carregamento, incluído novos hubs da Ionity;
– Em eDicas explicamos o que é o V2L e porque deve considerar esta funcionalidade quando escolher o seu próximo automóvel elétrico.

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A cada dia chegam às escolas alunos de todos os contextos, com sonhos e desafios únicos, mas é, muitas vezes, a sua condição socioeconómica, e não o seu potencial, que mais define o seu futuro. Esta é uma realidade que não podemos ignorar.

A relação entre pobreza e educação é bidirecional: a pobreza limita o acesso à educação e a falta de acesso amplia a pobreza. Estudos da UNESCO de 2020, da OCDE de 2018 e do Banco Mundial do mesmo ano, mostram que a pobreza impacta fortemente o sucesso escolar, desde o acesso a recursos até ao bem-estar emocional.

A colaboração entre escolas, serviços sociais e organizações comunitárias é essencial, mas as escolas, por si só, podem ajudar a garantir que os sonhos e competências dos alunos prevalecem sobre a sua condição socioeconómica. É, portanto, crucial implementar estratégias para mitigar o impacto da pobreza na educação, garantindo a todos oportunidades de sucesso.

Assim, rastrear precocemente é importante para identificar vulnerabilidades impostas por situações de pobreza. Se as escolas detetarem, logo nas primeiras idades, as barreiras à aprendizagem (de ordem económica, social ou cultural) isso irá permitir-lhes ajustar os apoios às necessidades específicas de cada aluno, desde respostas básicas, como a alimentação, até intervenções dirigidas para o desenvolvimento de competências subdesenvolvidas. Este apoio personalizado é essencial para que todos os alunos superem as suas limitações.

O sucesso académico não depende apenas do que acontece na escola, mas também do envolvimento familiar e do apoio que os alunos recebem em casa. As escolas podem facilitar a participação ativa das famílias com horários flexíveis para reuniões, comunicação clara dos progressos dos alunos e workshops que abordem a importância do acompanhamento escolar e estratégias práticas que as ajudem a apoiar as aprendizagens em casa. Podem ainda expor os alunos a modelos positivos (como ex-alunos e figuras inspiradoras da comunidade) que superaram desafios e alcançaram o sucesso. Estas ações vão inspirar alunos e ajudar famílias a olhar para a escola como um elevador social, o único capaz de transformar vidas e quebrar ciclos de pobreza.

O poder transformador dos professores está no seu olhar atento, que vê para além das circunstâncias socioeconómicas de cada aluno, acredita no seu potencial e o ajuda a acreditar também. Esta intervenção e convicção de capacitação cria ambientes onde cada um se sente valorizado e encorajado a sonhar e perseguir metas que, de outra forma, poderiam parecer inalcançáveis. É crucial que as escolas ajudem os professores a refletir sobre preconceitos inconscientes e a evitar a armadilha do efeito pigmaleão. A capacitação vai para além do conhecimento académico. Envolve o desenvolvimento de competências para a vida (curiosidade intelectual, pensamento crítico, resolução de problemas, autocontrolo, resistência à frustração, tomada de decisão, etc.) que vão preparar os alunos para enfrentar os desafios, atuais e futuros, e permitir-lhes pensar num projeto de vida que inclua o valor instrumental da escola, enquanto alavanca para a ascensão social.

A educação é o único caminho para quebrar o ciclo de pobreza e construir cidadãos capazes de transformar as suas comunidades. Quando uma criança é deixada para trás, perdemos todos. Se queremos uma sociedade justa, investir na educação e transformá-la num elevador social, garantindo que todos os alunos realizem o seu máximo potencial, é uma prioridade.

+ Carta aos diretores de escolas sobre a importância do bem-estar mental

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

Este ano, muitas das mensagens de aniversário chegaram com desabafos de desalento. “Coragem! Este mundo está do avesso”, escrevia uma amiga. “Estou preocupado com o mundo”, acrescentava um amigo. E sempre esta ideia de que o que está à frente é pior, mesmo que o que se deseje seja celebrar esse ano que aí vem. Talvez esteja a ficar velha, pensei. Os velhos sempre acreditaram que o fim do mundo está próximo. E está. A cada morte há um mundo que se acaba. E talvez a proximidade desse final nos faça acreditar que tudo se deslassa e desaba, talvez para que nos custe menos a partida de um lugar que já não é bom.

Sim, estou a ficar velha. Mas o mundo também. O mundo envelhece quando perde a esperança. Deixar de sonhar é o primeiro sinal de degenerescência, de desistência e, enfim, de falência.

Como continuar se não acreditamos que o que aí vem é melhor? E não me refiro ao punhado de amigos que envelhece comigo, mas a esta ideia que se foi instalando no âmago de todos de que não há alternativas. A ideia de que a utopia deixou de ser o lugar com que se sonha para se esfumar num riso de escárnio descrente. A ideia de que tudo o que está mal não tem remédio e de que não há nada que possamos fazer para o mudar.

A desistência é a pior de todas as derrotas. O desânimo é o pior de todos os venenos. Deixa-nos a apodrecer lentamente. Faz com que todas as coisas se equivalham. Não há bem nem há mal. Há um encolher de ombros perpétuo e desalentado.

E é no meio disso que melhor nasce a raiva. A raiva é o que sobra quando acreditamos que não há um movimento que nos leve para um lugar melhor. A raiva faz-nos esbracejar. E esbracejar parece ser o único movimento que nos resta. Por isso, esbracejamos. Enraivecemo-nos.

Mas a raiva precisa de combustível. Para a manter acesa é preciso o ódio. É preciso encontrar inimigos. Não temos para onde ir, mas encontramos um objetivo neste ódio que alimenta a raiva e nos dá a ilusão de estarmos a fazer alguma coisa, quando nada mais parece possível.

A nossa raiva parece-nos justificada. Mas e a dos outros? A dos outros causa-nos medo. Porque sabemos que também nós seremos um dia incinerados nessa pira de raiva e ódio. Mesmo quando fingimos achar que estamos a salvo, tememos secretamente esta raiva que nos rodeia. Sabemos que é cega e tem fome de vítimas.

É por o sabermos que tememos o mundo. Vemos ao longe, como uma vaga que se agiganta, essa tempestade que sabemos que virá para nos engolir.

Chegou-me por estes dias, por mensagem, uma frase atribuída a Hannah Arendt. “Vivemos tempos sombrios. As piores pessoas perderam o medo e as melhores a esperança”. E é nesta mensagem, aparentemente desalentada, que podemos encontrar essa esperança que se diz perdida.

É que Arendt viu o horror e sobreviveu-lhe. Os que, como eu, nasceram muito depois pisaram esse chão aberto e limpo de promessa e liberdade, construído sobre os escombros da derrota do que há de pior na Humanidade.

E é por aí que temos de ir, sabendo que a cada onda de medo e opressão que se aproxima, cabe-nos dar o peito e mostrar o caminho, porque ele existe, mas apenas se acreditarmos nele. Quando o começarmos a imaginar, ele começará a aparecer. E, então, estas frases de desalento parecerão apenas a memória de umas trevas que já deixámos (outra vez) para trás.