Todos nós precisamos de ajuda e protecção.

Uma das responsabilidades mais importantes atribuída, pelos cidadãos, ao Estado e aos governos é proteger. Proteger as pessoas, as famílias e o seu meio ambiente. Proteger deveria implicar que o Estado e os governos se informassem, consultassem, negociassem consensos, legislassem com seriedade, competência e celeridade, regulamentassem, implementassem, controlassem, inspecionassem efetivamente, avaliassem e decidissem proteger melhor.

Consultar e negociar consensos, por exemplo, devia levar a criar mecanismos para ouvir e falar com todas as pessoas, com todas as famílias, com os cidadãos, particularmente com aqueles que não estão organizados, nem têm lóbis, como é o caso da grande maioria das pessoas: as crianças e os jovens, as mulheres, os homens, os séniores, os doentes, os presidiários, etc.

Os cidadãos, as crianças, os jovens e as mulheres, os trabalhadores e os empreendedores não sentem que vivem numa sociedade onde o Estado e os governos os protegem.

As pessoas vivem com receio e angustiadas.

Uma outra obrigação atribuída, pelos cidadãos, ao Estado e aos governos é servir. Servir as pessoas, individualmente, os cidadãos, as famílias e os diferentes grupos que constituem a sociedade. No entanto os governos não ouvem nem veem. O Estado e os seus serviços públicos estão muito longe, estão separados da sociedade. O descontentamento com a não resposta dos governos e do Estado é estrutural.

Não só o Estado e os governos falham no cumprimento das suas atribuições mais básicas, como os cidadãos, as pessoas e a sociedade não dispõem de mecanismos eficazes para intervir junto do Estado e dos governos. O sistema só funciona de cima para baixo – o estado e os governos afastaram os cidadãos e estes retraem-se.

A qualidade da democracia depende (da qualidade) da participação dos cidadãos na gestão e na vida do país.

Em período eleitoral o isolamento e a não resposta do Estado e dos governos, assim como a desilusão e o cansaço dos cidadãos, parecem mais evidentes. Os candidatos, nomeados pelas suas organizações, fazem declarações, discutem e debatem entre si tentando cada um demonstrar ser o mais hábil, o mais inteligente, o mais perspicaz, o mais incisivo, o mais convincente, sorridente e simpático. Ao mesmo tempo cada um tenta denegrir, rebaixar e humilhar todos os outros. Nada disto é particularmente interessante e deprime-nos.

A democracia morre quando o cidadão não faz nada por ela, nem com ela.

Ninguém fala ou ouve as pessoas, os cidadãos e as famílias. E porque o fariam? Independentemente do que cada um vai fazer durante os próximos quatro anos, os membros dos governos e da Assembleia da República são inimputáveis, a não ser em casos de polícia.

A democracia morre, quando o cidadão a deixa morrer e se entrega à ditadura.

A inação, a frustração, a angústia e a raiva contidas fragilizam o nosso sistema imunitário e, a prazo, deterioram, irremediavelmente, a nossa saúde.

No entanto, em democracia tudo é possível. Os cidadãos podem dar mais qualidade à democracia. As pessoas, as famílias, todos os cidadãos podem, por exemplo, decidir ser mais abertos e intervenientes nos seus locais de trabalho, onde vivem e onde estudam. Nada os impede de tomarem a iniciativa e criarem uma sociedade mais humanista, onde todas as pessoas se sintam bem, onde os pais tenham tempo e as condições de vida que lhes permitam estar e brincar com as suas crianças, acompanhar os adolescentes. Precisamos de falar uns com os outros e de assumir as nossas responsabilidades como seres humanos e como cidadãos. Votar, uma vez de quatro em quatro anos, não chega.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

Robert Francis Prevost, o homem eleito esta tarde para ser o novo Papa, nasceu em Chicago há 69 anos, é norte-americano e, como andava nas inúmeras listas de papabili que circularam nos últimos dias, não se pode dizer que o seu nome seja propriamente uma surpresa. Afirmar que se trata do “primeiro Papa norte-americano” também diz pouco acerca de si, já que o agora sucessor de Francisco passou uma boa parte da vida fora dos Estados Unidos da América.

Nomeado cardeal em 2023, Robert Prevost foi muito próximo de Francisco. Assumiu, nos últimos dois anos, o cargo de prefeito do Dicastério para os Bispos, o “ministério” da Santa Sé responsável pela nomeação de bispos e cardeais de todo o mundo. Num conclave onde uma parte significativa dos cardeais não se conheciam, o cargo deu-lhe certamente alguma visibilidade.

Nascido numa família com raízes italianas, francesas e espanholas, Prevost chegou, recentemente, a ser apelidado de “o menos americano dos americanos” pelo correspondente no Vaticano do La Reppublica, Iacopo Scaramuzzi. Trata-se de um homem “cosmopolita e reservado”, escreveu Scaramuzzi, acrescentando ainda que o novo pontífice foi “apreciado por conservadores e progressistas” durante o conclave. No discurso lido a partir da Basílica de São Pedro, o 267º líder da Igreja Católica apresentou-se como agostiniano e proferiu: “Somos discípulos de Cristo. Cristo precede-nos. O mundo precisa da sua luz, a humanidade precisa dele para ser alcançada por Deus e pelo seu amor. Construamos pontes com diálogo, unamo-nos para sermos um só povo em paz.”

O novo Papa – que escolheu ser chamado Leão XIV, numa clara alusão a Leão XIII, autor da encíclica Rerum Novarum (1891), fundadora do pensamento social católico – é formado pela Universidade de Villanova, na Pensilvânia, pela União Teológica Católica, em Chicago, e pela Universidade Pontíficia de São Tomás de Aquino, em Roma. Visto como um homem global, foi missionário no Peru durante mais de duas décadas e, em 2015, o Papa Francisco nomeou-o bispo de Chiclayo, no norte do Peru.

Em 2023, Prevost mudou-se para o Vaticano, para integrar a Cúria Romana. Numa das poucas entrevistas que concedeu, ao Vatican News, afirmou: “Preocupamo-nos, muitas vezes, em ensinar a doutrina, mas corremos o risco de esquecer que o nosso primeiro dever é comunicar a beleza e a alegria de conhecer Jesus”. A declaração foi lida como um sinal de que Prevost iria privilegiar sobretudo as qualidades pastorais dos novos bispos e cardeais.

Palavras-chave:

À quarta votação, no segundo dia do conclave, o cardeal Robert Francis Prevost foi eleito pelos seus pares como o sucessor de Francisco.

O primeiro Papa norte-americano da História, antigo prefeito do Dicastério para os Bispos, com 69 anos, escolheu o nome de Leão XIV. 

Com opiniões próximas das do seu antecessor, o agora Sumo Pontífice nasceu em Chicago e foi missionário no Peru antes de ser eleito chefe dos Agostinianos por dois mandatos consecutivos.

Robert Prevost apareceu sorridente perante a multidão entusiasta e comovida que o esperava na Praça de São Pedro, deixando um agradecimento ao Papa Francisco, o que também arrancou uma onda de aplausos.

O recém-eleito focou o seu primeiro discurso no que classificou como a “necessidade de construir pontes. “Ajudem-nos também, a uns e outros, a construir pontes com diálogo, encontro, unindo-nos todos para sermos um só povo sempre em paz”. 

“Queremos ser uma Igreja sinodal, que caminha, que procura sempre a paz, estar perto especialmente dos que sofrem”, sublinhou.

Depois de uma primeira e única votação na quarta-feira, os 133 cardeais eleitores voltaram a reunir-se esta quinta-feira na capela Sistina, para escolher um novo líder da Igreja Católica. Depois de mais duas votações sem chegar a um eleito, passavam 10 minutos das 17h00 (hora de Lisboa), quando saiu fumo branco da chaminé na qual todos os olhos estiveram postos ao longo do dia. Isto quer dizer que um nome obteve, pelo menos, dois terços, ou 89 votos.

Os sinos da basílica de São Pedro tocaram a repique, anunciando a escolha do novo chefe da Igreja Católica. Está escolhido o sucessor de Francisco, que morreu a 21 de abril com 88 anos.

Foram precisos dois dias para eleger Bento XVI em 2005 e Francisco em 2013.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, saudou esta quinta-feira o acordo de comércio com os Estados Unidos, considerando que é “um dia histórico” na história da cooperação bilateral entre os dois países.

“Este é um dia realmente fantástico e histórico, em que podemos anunciar este acordo entre os nossos dois grandes países. Penso que é um verdadeiro tributo à nossa história de trabalho tão estreito”, disse por telefone ao Presidente dos EUA, Donald Trump, em declarações transmitidas pela televisão. 

Segundo Starmer, o acordo “vai impulsionar o comércio” entre ambos e “proteger postos de trabalho, mas também criá-los, abrindo o acesso ao mercado”.

O primeiro-ministro salientou ainda que “não podia ser mais oportuno” o anúncio coincidir com as celebrações do 80.º aniversario do Dia da Vitória, data do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.

Numa conferência de imprensa mais tarde, Starmer adiantou que o acordo o vai eliminar as tarifas aduaneiras sobre o aço e o alumínio britânicos de 25% para 0% e do setor automóvel de 27,5% para 10%. 

O acordo vai abrir o mercado britânico à carne bovina pela primeira vez, mas o Governo garante que não comprometeu as normas alimentares.

O Presidente norte-americano congratulou-se pela eliminação de “numerosas barreiras” que permitirão um maior acesso ao mercado britânico de produtos agrícolas ou químicos norte-americanos.

“O Reino Unido vai reduzir ou eliminar numerosas barreiras que, infelizmente, discriminam injustamente os produtos americanos”, disse Trump.

O acordo representa uma vitória política para o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que consegue reduzir as tarifas antes de outros países e da União Europeia em particular, mas também para Trump, que argumentou que o aumento de tarifas iria forçar países a renegociarem. 

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, tem publicado anúncios pagos na Meta, classificados como “não sendo de natureza política”, o que “viola a proibição de publicidade política paga em campanha”, conclui o MediaLab do ISCTE.

A indicação consta de um relatório divulgado esta quinta-feira pelo MediaLab do ISCTE, em parceria com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), para monitorizar a desinformação durante a campanha para as eleições legislativas de 18 de maio.

Neste relatório, que visa o período entre 28 de abril e 4 de maio (dia que marcou o arranque oficial da campanha eleitoral), e que a agência Lusa analisou, os investigadores identificaram cinco casos de publicidade política paga em plataformas como Facebook e Instagram, “promovendo candidatos, ações de campanha ou conteúdos de interpretação política”.

“As situações envolvem tanto figuras locais como nacionais, de diferentes partidos, com alguns casos classificados incorretamente como não políticos para contornar os filtros de transparência”, sustentam.

No entanto, nesta análise, não foram identificados anúncios “provenientes de origem partidária associados diretamente com candidaturas às eleições legislativas”, acrescentam.

Entre os casos identificados pelos investigadores consta o perfil oficial de Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras e recandidato ao cargo nas próximas autárquicas, que, segundo o relatório, “tem publicado anúncios pagos na plataforma Meta classificados como “não sendo de natureza política” (Issues, elections or politics)”.

“Esta subclassificação incorreta do conteúdo impede a aplicação dos mecanismos de transparência e supervisão adequados, ao mesmo tempo que viola a proibição de publicidade política paga em campanha, mesmo em contexto de autárquicas antecipadas ou recandidaturas”, alertam os investigadores, notando que o caso “é particularmente relevante por envolver a ocultação da natureza política do conteúdo”.

Também Pedro Duarte, ministro dos Assuntos Parlamentares e candidato à Câmara Municipal do Porto, tem investido em publicidade, “com vista às eleições autárquicas”, refere o relatório, sustentando que “pareceu relevante a sua sinalização por se tratar de um membro do atual executivo, com impacto possível, mesmo que limitado, na campanha para as eleições legislativas”.

Ainda no plano autárquico, os investigadores dão ainda nota que a vereadora da Câmara Municipal da Amadora, Suzana Garcia, publicou “três anúncios pagos na plataforma Meta, iniciados a 2 de maio de 2025”, refere o relatório, sublinhando que apesar de o conteúdo remeter “simbolicamente para o 25 de Abril, a sua publicação e promoção ocorrem fora do contexto da data comemorativa”.

Foi ainda identificado o caso da página da CDU de Castro Verde que iniciou a 30 de abril de 2025, “a promoção paga de um anúncio relacionado com atividade partidária e críticas ao executivo camarário que ocorreram na última Assembleia Municipal”.

Os investigadores identificaram ainda a divulgação de um anúncio político pago na rede Meta, promovido por um investigador, através da sua conta de Facebook, que visa “transcrever, analisar e compilar todos os debates das eleições legislativas de maio de 2025”.

“Apesar de não se tratar de propaganda partidária explícita, a promoção paga de conteúdos com interpretação política em período de campanha configura uma violação da legislação eleitoral portuguesa, que proíbe publicidade política durante esse período”, sublinham os investigadores, notando que o caso “agrava-se pelo uso da imagética oficial diretamente relacionada com a campanha eleitoral, conferindo-lhe um grau de institucionalidade e credibilidade que não tem fundamento”.

Os investigadores identificaram ainda dois alertas recebidos pela Linha CNE: um sobre um vídeo “com impacto muito significativo com informações enganadoras sobre a comunidade imigrante e a sua relevância como eleitores, e outra sobre uma notícia que acusa o PS de financiar uma rede de perfis falsos”, bem como “um caso de manipulação informativa com perfis coordenados e uso de IA, mas com impacto limitado, e um caso de desinformação com motivação comercial, envolvendo um candidato nas listas”.

No último dia 28, a Península Ibérica enfrentou um apagão sem precedentes, afetando milhões de pessoas em Portugal e Espanha. Este evento trouxe para a discussão pública a necessidade urgente de investimentos na modernização da rede elétrica de distribuição para garantir uma transição energética segura e eficiente.

As primeiras notícias davam conta que o apagão tinha sido causado por uma oscilação de tensões na rede elétrica espanhola, no entanto, as verdadeiras causas ainda estão a ser apuradas.

O impacto desta falha de energia foi grande e afetou uma série de serviços essenciais, como transporte público, telecomunicações e hospitais.

Dada a gravidade da situação, é também de salientar a rápida atuação da equipa da REN (Redes Energéticas Nacionais) que foi fundamental para restabelecer a normalidade na vida dos portugueses em tempo recorde.

Este apagão serve como um lembrete da necessidade contínua de investimentos em infraestrutura energética. Garantir um plano de investimentos que abranja as infraestruturas críticas e a implementação de tecnologias avançadas de monitorização e controlo da rede é fundamental para que possamos evitar situações semelhantes no futuro.

Somente com uma rede elétrica moderna e eficiente poderemos garantir uma transição energética bem-sucedida e um futuro sustentável para a Península Ibérica.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

A rede Mobi.E registou, novamente, um aumento no número de carregamentos em abril. Foram efetuados 665 mil carregamentos, um aumento de 48% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este crescimento é acompanhado por um aumento no número de utilizadores e na energia consumida.

Em abril de 2025, a rede Mobi.E registou 665 mil carregamentos, realizados por mais de 115.500 utilizadores distintos. Este valor representa um aumento de 52% no número de utilizadores em relação ao mesmo período do ano passado. A energia consumida foi de 14,7 GWh, um acréscio de 63% face a abril de 2024.  

A média diária de carregamentos foi de 22.176, superando o registo do mês anterior, de 21.602 carregamentos por dia. Nos primeiros quatro meses do ano, a Mobi.E registou mais de 2,5 milhões de carregamentos, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2024. Estes carregamentos foram efetuados por cerca de 200 mil utilizadores diferentes, mais 52% do que nos primeiros quatro meses do ano passado.  

No final de abril, a rede pública de carregamento tinha 6.193 postos, totalizando 11.517 pontos de carregamento. Destes, mais de 2.360 são postos de carregamento rápido ou ultrarrápido (com potência superior a 22 kW), representando 38,1% do total da rede.  

Em termos de impacto ambiental, o comunicado indica que, em abril de 2025, a utilização da rede Mobi.E evitou a emissão de mais de 11.800 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Segundo o comunicado, seriam necessárias cerca de 195 mil árvores, em ambiente urbano com 10 anos, para reter a mesma quantidade de CO2.  

A rede Mobi.E oferece 94 tomadas por 100 quilómetros de estrada e 127 tomadas por 100 mil habitantes. A rede integra 33 Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e 100 Operadores de Pontos de Carregamento (OPC).  

A MOBI.E, S.A., empresa pública desde 2015, é responsável pela gestão e monitorização da rede de postos de carregamento elétrico, atuando como Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME).

Palavras-chave:

Com um total de 26 participantes, a etapa organizada por Luís Brito destaca-se este ano pela presença inédita de quatro equipas femininas, um sinal do crescente interesse na competição, segundo o comunicado. Os pilotos enfrentarão mais de 233 km de percurso, dos quais 110,04 km serão cronometrados, testando as suas habilidades em regularidade e eficiência na condução de veículos elétricos. O objetivo é manter as médias de circulação o mais próximo possível dos valores estipulados pela organização.

A prova desenrola-se em duas secções, com um total de 11 setores de regularidade e uma Power Stage agendada para o Circuito de Lousada. No sábado, dia 10, a competição arranca oficialmente às 14h30 no Cais de Gaia, com a partida da primeira seção, que terminará nas instalações da Carby, em Avintes, pelas 18h08. O dia será preenchido com as verificações administrativas e técnicas que decorrerão entre as 09h30 e as 11h00, culminando com a cerimónia de partida às 14h00, todas no Cais de Gaia.

No domingo, dia 11, a segunda seção terá início às 09h00, novamente no Cais de Gaia, com chegada prevista ao Circuito de Lousada às 11h40. A Power Stage está marcada para as 12h00 no mesmo local. O evento encerra com a cerimónia do pódio e a consagração dos vencedores, agendada para as 13h15, no Cais de Gaia.

Venha conhecer a equipa PRIO – Exame Informática – PEUGEOT e ganhe um brinde

A a equipa PRIO – Exame Informática – PEUGEOT voltar a marcar presença nesta prova com dois carros. O Peugeot e-3008, com o número 8, será pilotado por Sérgio Magno e navegado por Ana Joaquim, enquanto o Peugeot e-208, com o número 18, será conduzido por João Paulo Martins e navegado por Nuno Machado da Costa. Os fãs e entusiastas estão convidados a visitar a nossa equipa para obter mais informações sobre os Peugeot e estas provas, e terão a oportunidade de receber um pequeno brinde.

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Calendário da Prova (Resumo)

  • 10 de maio (Sábado):
    • 09h30-11h00: Verificações Administrativas e Técnicas (Cais de Gaia)  
    • 14h00: Cerimónia de Partida (Cais de Gaia)  
    • 14h30: Partida 1ª Seção (Cais de Gaia)  
    • 18h08: Chegada 1ª Seção (Carby, Avintes)  
  • 11 de maio (Domingo):
    • 09h00: Partida 2ª Seção (Cais de Gaia)  
    • 11h40: Chegada 2ª Seção (Circuito de Lousada)  
    • 12h00: Power Stage (Circuito de Lousada)  
    • 13h15: Cerimónia do Pódio (Cais de Gaia)  

Habitar uma cidade não é só residir nela. É também viver os seus edifícios e infraestruturas, um sistema complexo de camadas de que nem sempre temos consciência, mas que determina o nosso dia a dia.

A ideia de cidade enquanto invenção humana está por detrás da 14ª edição da Open House Lisboa. Serão dois dias que nos convidam a olhar com olhos de ver para edifícios públicos, monumentos, palácios, casas particulares – e a pensar sobre aquilo que faz Lisboa ser Lisboa, desafiam os comissários desta edição, os arquitetos Daniela Sá e João Carmo Simões, convidados pela Trienal de Arquitectura de Lisboa. “A arquitetura não se resume a edifícios excecionais, vistosos”, diz Daniela Sá, “é um sistema que liga tudo e todos, que permite viver em comunidade”.

Sob o mote A Invenção de Lisboa, neste fim de semana, dias 10 e 11, as pistas são lançadas em visitas gratuitas (livres, acompanhadas por voluntários ou comentadas por especialistas ou pelos próprios autores dos projetos).

Gasómetros da Matinha, um dos locais abertos a visitas nesta edição da Open House Lisboa. Foto: Ricardo Oliveira Alves

Entre os 23 edifícios estreantes nesta edição estão o Panteão Nacional, o Palácio Vilalva – Provedoria da Justiça e a Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo. O programa inclui ainda quatro percursos urbanos, em novos trajetos temáticos guiados por especialistas, visitas a 21 locais para pessoas com necessidades especiais e um programa de atividades dirigidas a crianças e jovens (visitas, passeios, jogos e oficinas).

Olhando atentamente para Lisboa, uma cidade em permanente desnível, fica evidente que fomos bastante inventivos. Dos grandes planos urbanos – a zona ribeirinha conquistada ao Tejo ou a Baixa pombalina, por exemplo – aos pequenos sinais que se repetem pelas ruas – veja-se a Rua do Alecrim construída sobre arcos. O Aqueduto das Águas Livres é o exemplo da ambição de um rei (D. João V) em modernizar a capital, equiparando-a às demais europeias, enquanto os ascensores do final do século XIX vieram suavizar as colinas.

João Carmo Simões sublinha: “O modo como desenhamos as cidades tem um impacto decisivo na qualidade de vida de quem as habita. Pensar sobre aquilo que constrói Lisboa é pensar como queremos viver em conjunto.”

Open House Lisboa > 10-11 mai, sáb-dom > grátis, sem marcação > programa em trienaldelisboa.com/ohl

Três destaques a não perder

Casa Ásia – Coleção Francisco Capelo

Foto: Sofia Silva

Às portas do Bairro Alto, o Palácio de São Roque – Portugal da Gama foi recuperado e musealizado para expor um importante acervo de arte asiática, do século III a.C. ao início do século XX, reunido pelo colecionador Francisco Capelo ao longo de mais de 20 anos. João Pedro Falcão de Campos, autor do projeto de reabilitação, e Filipe Alarcão, responsável pelo design expositivo, conduzem duas visitas guiadas em dias diferentes. Lg. Trindade Coelho, 22 > sáb-dom 10h-17h > visitas guiadas por João Pedro Falcão de Campos (sáb 11h), equipa do museu (sáb 15h) e Filipe Alarcão (dom 15h)

Percurso A Colina Acessível

Foto: DR

O arquiteto João Favila Menezes ajudará a vencer a colina do Castelo, desde a Rua dos Douradores ao Miradouro da Graça, através das ligações de acesso que foram sendo criadas de forma a suavizar o trajeto. A Colina Acessível é um dos quatro percursos desta edição da Open House. O historiador Anísio Franco será o guia do percurso Do Arco ao Rossio, uma Viagem pela Racionalidade Pombalina (11 mai, dom 15h); os arquitetos paisagistas João Gomes da Silva e Inês Norton conduzem o passeio A Ribeira de Lisboa, entre o Mosteiro de São Vicente de Fora e a Ribeira das Naus (10 mai, sáb 14h30); e Mara Fava e Margarida Filipe, da EPAL, levam os curiosos pelo Aqueduto de Lisboa (10 mai, sáb 10h), um percurso de 3,5 km entre o vale de Alcântara e o Miradouro de São Pedro de Alcântara. Ponto de partida: R. dos Douradores, 192 > 11 mai, dom 10h > duração 1h15 > 30 pessoas

Palácio Vilalva – Provedoria da Justiça

Foto: Francisco Nogueira

A cada edição, a Open House abre a possibilidade de entrar em edifícios que não são visitáveis. Uma das novidades nesta 14.ª edição, o palacete de José Maria Eugénio de Almeida definia os limites de Lisboa no século XVIII. A propriedade incluía o Parque de Santa Gertrudes, um jardim particular com cocheiras e cavalariças, que hoje acolhe a Fundação Calouste Gulbenkian. O Palácio Vilalva, como também era conhecido, desenvolve-se a partir de uma escadaria central que liga os dois pisos onde se concentravam as salas e os salões sociais, decorados com estuques e soalhos de parquet que o grande capitalista de oitocentos tratou pessoalmente de escolher e encomendar em Paris. Entre 1946 e 2006, o Governo Militar de Lisboa estava aqui sediado. Desde 2023, é a morada da Provedoria da Justiça. R. Marquês de Fronteira, 1 > sáb-dom 10h-13h, 14h-17h > visitas guiadas por especialistas sáb-dom 10h e 14h