Revisitar a prática, o património e si mesmo, que é como quem diz refletir sobre “histórias pessoais e culturais – histórias de migração, trabalho, género e propósito”. São estas as linhas orientadoras da 9.ª edição do Festival DDD – Dias da Dança, a decorrer até 4 de maio, no Porto, em Matosinhos e Vila Nova de Gaia.
Hoje, 30 de abril, às 19h30, sobe ao palco do Teatro Rivoli, no Porto, C. C. (Crematística e Contraforça), uma peça de Vera Mantero e Cúmplices que explora as contra-forças da vida e um universo no limiar do sonho enquanto lugar onde se ensaia a nossa capacidade de mudança.
À mesma hora, na black-box da CRL – Central Elétrica, no Porto, apresenta-se também e nunca as minhas mãos estão vazias, nova criação de Cristian Duarte em companhia, que, num Brasil de constantes transformações, “propõe um olhar sobre como estar junto na diferença e reafirmar a vida diante das adversidades”, diz o coreógrafo paulista.
No Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, Sónia Baptista apresenta, às 21h30, KING SIZE, espetáculo que confronta os dispositivos de criação de performances drag contemporâneas com os códigos rígidos de representação de género na dança e no teatro tradicionais. Por fim, às 21h30, no Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre, William Forsythe explora as raízes e as origens da dança folclórica, do hip-hop e do ballet através de Friends of Forsythe.
A 2 de maio, às 17h, no Parque das Águas, no Porto, Aboreus, da Ordem do O de Pedro Ramos, faz da árvore cosmos, casa, caminho, um portal para o sistema nervoso, um livro, uma biblioteca ou uma catedral. O mercado do Bulhão recebe a companhia Demolition Incorporada, de Marcelo Evelin, com a ópera Bananada: OPERANTÍPODA (parte I) (2 e 3, às 19h30), primeiro momento de Bananada, uma criação para 24 intérpretes. Ana Isabel Castro leva o seu Adoçar ao palco do Auditório Municipal de Gaia, dia 2, às 21h30, e dia 3, às 15h.

A única regra da Festa que as Fylhas do Dragão dão, dia 3 de maio, no palco do Teatro Rivoli, às 22h30, é não parar de dançar. Já Marco Oliveira funde as danças urbanas com a riqueza da música tradicional portuguesa e os ritmos do breakbeat em P_Z_L_S, às 15h, no Parque da Pasteleira, no Porto.
Nos últimos dois dias, no Auditório de Serralves, às 17h, André Uerba, investiga estruturas, políticas e práticas de intimidade, em Æffective Choreography, enquanto Eisa Jocson e Venuri Perera sobem ao palco do Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre com Magic Maids, uma luta contra as estruturas que desprezam as mulheres, dia 3, às 19h30, e 4, às 15h.
Nos mesmos dias às mesmas horas, no Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, Camilo Mejía analisa a relação intrincada entre o seu corpo e a salsa, no esptáculo VAIVÉN.

Vagabundus, uma performance de Ídio Chichava, no Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre, dia 3, às 21h30 e 4, às 17h, junta 13 intérpretes que dançam e cantam músicas moçambicanas antigas e atuais, gospel e motivos barrocos. Com Mont Ventoux, o coletivo KOR’SIA revisita Ascesa al monte Ventoso, de Petrarca, no Teatro Rivoli, dia 3, às 21h30, e 4, às 19h30.
A 4 de maio, às 16h, Elisa Miravalles realizará a performance Encontros instáveis, especificamente criada para o espaço situado na Rua Sra. das Dores, no Porto, onde se encontra o complexo habitacional projetado por Álvaro Siza.

