O crescimento exponencial das situações de teletrabalho provocadas pela pandemia do Covid-19 gerou um aumento da dependência de plataformas online e essa realidade repercute-se até nas soluções de transferências de ficheiros. Rémi Gouedard-Comte, cofundador da Smash, revela em entrevista à Exame Informática que a sua empresa passou a ter mais 100 mil utilizadores novos desde 16 de março deste ano. “80% [desses utilizadores] vêm da Europa e cerca de 15% chegam de Portugal”, revela.
Recorde-se que o Smash começou por ser um site de transferência de ficheiros semelhante ao popular WeTransfer no método de funcionamento, pois basta arrastar/largar ficheiros e colocar os endereços de email do remetente e dos destinatários. Contudo, este serviço permite enviar ficheiros sem qualquer limite de tamanho mesmo na versão gratuita, sendo que eles ficam disponíveis durante sete dias. É igualmente possível pré-visualizar os ficheiros enviados (imagem, vídeo e áudio) e personalizar o link para os ficheiros.
Para fornecer uma nova ferramenta aos utilizadores, a empresa francesa lançou também uma app para dispositivos móveis, que está disponível para Android e iOS. Na fase beta, a Smash percebeu que havia problemas com o processamento de múltiplos ficheiros em mobile que podiam conduzir a crashes, pelo que avançaram para o desenvolvimento de aplicações nativas em vez de web apps. Saliente-se que a qualidade original dos ficheiros transferidos é mantida.

Mesmo com estas funcionalidades, a Smash continua inalterável na sua política de não colocar publicidade na plataforma nem impor limites no tamanho dos ficheiros a transferir. Rémi Gouedard-Comte explica que o modelo de negócio da empresa continua a assentar na disponibilização de uma versão Premium à qual se veio juntar um modelo específico vocacionado para grandes organizações.