Figura habitualmente discreta para a maioria dos adeptos de futebol, mesmo os do seu próprio clube, José Pereira da Costa, 46 anos, casado, especialista em Direito Administrativo, do Desporto e do Trabalho, advogado do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, é ainda presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Benfica, cargo ao qual se recandidata na Lista G, liderada por Rui Costa. As funções que ocupa fizeram-no estar no olho do furacão no último ano e meio, primeiro na coordenação do processo de aprovação dos novos estatutos do clube e, mais recentemente, na condução do processo eleitoral mais concorrido da história do desporto mundial. Depois de uma primeira volta na qual participaram 85 710 sócios, o dirigente acredita que, neste sábado, 8, serão muitos mais os associados a acorrer às urnas.

Como se sentiu após aquela primeira volta histórica das eleições para os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica?
A resposta certa não é bem a verdadeira. Devia sentir-me cansado, pois foram mais de 36 horas, além de todo o processo que já tinha existido nos dias anteriores, da parte de toda uma equipa de extraordinários trabalhadores do Benfica. Mas estava sobretudo preocupado em perceber rapidamente o que teria corrido menos bem, por forma a alterar os procedimentos para organizar ainda melhor a segunda volta. Foi o que começámos a fazer logo na segunda-feira seguinte, às 7h da manhã.
