Era uma casa junto a Vila Nova de Poiares, Coimbra, construída devagar, à medida das suas possibilidades e das suas próprias mãos. Dois pisos, os quartos em cima, em baixo a sala com cozinha, a casa de banho e um grande terraço com vista para os montes que a rodeiam e que, neste verão de 2025, estão já de novo cobertos de eucaliptos.
A câmara municipal bem se esforça por convencer os proprietários de que a “diversificação de espécies não significa perda de rendimento, desde que realizada de forma equilibrada”, como diz o presidente da autarquia, João Miguel Henriques. E tem um programa para quebrar a monocultura do concelho, feita de “espécies exóticas de rápido crescimento, como o eucalipto e a acácia”, que em tempos substituíram as espécies nativas, como os carvalhos, os castanheiros ou os sobreiros. Já pouco se vê disso em Poiares – nas serras e nos campos reina o eucaliptal.