A Polícia Judiciária deteve esta terça-feira, 26, cinco homens e duas mulheres suspeitos de extorsão sexual. O esquema passava por, através de identidades falsas, envolverem-se com as vítimas nas redes sociais Facebook e WhatsApp e convencê-las “a partilhar imagens de cariz íntimo e do foro sexual”, segundo explica a PJ, em comunicado. Depois, exigiam-lhes “elevadas quantias monetárias” para não divulgarem esses conteúdos, “considerados comprometedores”.
Perante a chantagem e as ameaças de revelação pública das imagens, as vítimas, cujo número total ainda está por apurar, terão pagado do grupo “centenas de milhares de euros”. De acordo com a polícia de investigação criminal, “a maioria dos detidos dedicava-se exclusivamente a este esquema ilícito, que constitui o seu principal meio de subsistência”. Os sete detidos têm idades compreendidas entre os 20 e os 46 anos.
A operação “Eleutherios”, coordenada pela diretoria do centro da PJ, em colaboração com a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica e a diretoria do sul, realizou hoje 14 buscas domiciliárias e não domiciliárias em Albufeira, Almada, Aveiro, Moita, Montijo, Setúbal e Sintra, no cumprimento de mandados emitidos pelo DIAP de Coimbra. Nas buscas, foram ainda apreendidos “equipamento informático, documentação bancária e outros elementos de prova relevantes”. Estão em causa os crimes de extorsão agravada e de branqueamento de capitais.
Enquanto a “PJ continua a desenvolver diligências de investigação no sentido de apurar a extensão da atividade criminosa dos arguidos”, a força policial “alerta para que o uso das redes sociais não envolva a exposição íntima e sexual dos seus utilizadores e para uma utilização prudente frente a uma webcam, evitando consequências de devassa grave da vida pessoal e profissional”, além do perigo de se tornarem vítimas “de extorsão e de humilhação”.