Os tiroteios começaram por volta do anoitecer em Golestan, o coração comercial de Ahvaz, capital da província do Khuzistão, rica em petróleo. Durante horas, os moradores relataram o som de armas automáticas perto da sede do Departamento de Informações da cidade, para onde, segundo os meios de comunicação estatais, os manifestantes detidos são inicialmente levados.
Por essa altura, a internet do Irão estava em baixo há três dias. Ninguém conseguia enviar vídeos. Ninguém conseguia telefonar a pedir ajuda. Mesmo assim, em toda a província do Khuzistão, milhares continuavam a desaguar nas ruas.
