Em Chaves, houve um bar (houve mais, mas um pelo menos) que deixou saudades. Chamava-se T-Bar, ficava perto das Termas, mesmo virado para o rio, tinha um pequeno jardim e uma casinha de madeira (como as da montanha), com parte interior e exterior. Boas memórias ficaram apesar de, do T, não ter restado nem uma haste. Fechou há seis anos, mas logo então começou a germinar outro projeto, este de que aqui se fala. Não fica muito longe do outro, mas está ligeiramente mais afastado do rio. Em compensação tem mais valências e a música (da discoteca) não perturba os vizinhos.
Um dos três mentores do recém-inaugurado Platz é responsável por algum dos mais emblemáticos espaços noturnos da movida flaviense: para além do T-Bar, fundou o 1/4 Escuro e ainda explorou o célebre Àmiça-Bar durante uns tempos. Bom augúrio, portanto, para este Platz: “Quisemos dar um caráter cosmopolita ao espaço. Podia estar aqui como em qualquer lugar do mundo”, diz Luís Alberto para justificar o nome. “É um conceito que existe Europa fora, um lugar onde se pode passar o dia inteiro, com vários serviços”, acrescenta. Sabe do que fala – viveu na Holanda, na Argentina e tem dezenas de carimbos no passaporte.
De facto, o Platz só de manhã está fechado. Já as noites são longas… e animadas. O primeiro a abrir é o café/esplanada. A barra entre os dois é propositada. A sala grande, com pé direito gigante, tem vidros no lugar das paredes e, quase todas, se abrem, criando um espaço que não é totalmente aberto nem totalmente fechado, com várias entradas. “Uma esplanada interior”, resume Luís. Mas, colado a esta, há uma esplanada a sério, com céu aberto e contrasta com o ar claro e europeu que reina no café.
A verdadeira, com sombrinhas de palha remete mais para paragens quentes, para a América do Sul, Brasil, Cuba talvez, porque o Norte de África já é evocado no bar que abre portas às oito da noite. Fica numa mezzanine, entalado entre o café e a discoteca e com vista para os dois espaços: “Começa com música ambiente e vai crescendo, a meio da noite é uma música que mexe já com as pessoas e, no final (o vidro que separa o bar da disco abre-se) e forma uma grande discoteca”. Antes do vidro abrir, ouvem-se aqui sons dos anos 60, 70 e 80, exceto às sextas em que os ritmos latinos se apoderam do espaço.
Na metade oposta do café está, então, a discoteca, com a cabine do dj colocada em cima do balcão das bebidas. A música é direcionada para um público mais jovem e o painel de leds que dá quase uma volta completa ao espaço promete efeitos surpreendentes, verdadeiras explosões de cor. Noite alta, quando a fome começar a atacar, há pastéis de Chaves quentinhos.
Platz
Rua do Tabolado, 83
T. 276 342 120
Café Seg-Dom 13h-01h
Bar Ter-Sáb 20h-04h
Disco Qui-Sáb 23h-04h