Culturando na Lusofonia

Goya Lopes, e a tessitura das identidades

Goya Lopes, artista baiana consagrada na área do têxtil, é o rosto mais sólido do trabalho lento que procura cerzir a investigação com a criatividade, dando material contemporâneo a quem queira beber no leite materno da cultura africana que construiu o Brasil

Culturando na Lusofonia

A sede da perda, ou o “Co[r]po Vazio” de Natália Timerman

O copo vazio é a perfeita síntese deste livro de Natália Timerman, a história de uma perda, do fim de uma relação amorosa, que deixa esse vazio imenso que é um copo sem nada. Mas é uma perda, e esse é o drama da narrativa, que vai além da perda em si

Culturando na Lusofonia

"António Gedeão. Príncipe Perfeito", de Cristina Carvalho. Ensaios biográficos com “registo de interesse”

Nos mais pequenos detalhes do quotidiano, Cristina Carvalho procura encontrar os traços do génio, aquilo que o suportava, com rigor e exigência, num constante ritmo de trabalho

Culturando na Lusofonia

Pompeu Martins, e a voragem de se ser

Pompeu Martins, neste seu livro A Utopia do Não Ser, presenteia cada um dos seus leitores com um arrojado exercício do confronto interior com o tempo, com a criança e com a materialidade do tempo dentro de nós, com os limites do nosso ser, e com a busca do que, afinal, somos

Culturando na Lusofonia

A urgência da Fraternidade

No imaginário de muitos intelectuais, políticos e humanistas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é vista como fortemente inspirada pelos princípios iluministas e humanistas.

Culturando na Lusofonia

A Cegueira a que nos convoca Mia Couto

Mia Couto coloca-nos perante a ironia de a abissal fratura entre uma civilização da escrita, com o que isso tem de controle, e uma outra do oral, com o que isso tem de ancestralidade e, em certa medida, de liberdade, terminar com uma situação em que ficam analfabetos os europeus cultos e poderosos, e dominam a escrita os africanos

Culturando na Lusofonia

Os “Becos da Memória” que nos traz Conceição Evaristo

Ler o Becos da Memória é um exercício que implica humildade e ser capaz de reconhecer que o coletivo se construiu em cima de muita desgraça, de muita dor. Uma dor de humanos que apenas queriam ser humanos como nós

Culturando na Lusofonia

As “Pobres Criaturas” e o desejo de imagem de Lisboa

Interessante imaginar que é esta a Lisboa que circula um pouco por todo o mundo, resultado de muitos turistas, de muitos Erasmus, de muita diversão. Pena se for apenas isso

Culturando na Lusofonia

Descolonizar as mentes e a cultura

A História, como instrumento de gestão e consignação da memória coletiva, de uma identidade, é subtil e trabalha as mentes através do que parece óbvio, da criação de senso-comum