Há algum tempo, um mês no mínimo, que os dados já estavam lançados a favor de Donald Trump como 47.º presidente dos Estados Unidos. E de tal maneira que, afinal, nunca houve um empate nas votações nacionais e nos estados decisivos. Quem descesse ontem à Terra, antes do encerramento das votações, apostaria tudo em Kamala, com comentários efervescentes a dar uma vitória indiscutível à vice-presidente. Mas não foi. Nem seria.

Muitos dos melhores analistas americanos, de todas as tendências, perderam-se na confusão das sondagens, dos palpites avulsos e das tolices políticas. Todos queriam fazer boa figura caso Kamala ganhasse, e muito poucos, ou quase nenhuns, arriscaram prever que Trump voltaria à Casa Branca, e com um resultado inquestionável no Colégio Eleitoral e na votação nacional.

Há, nas sondagens americanas dos últimos dez anos, uma distorção que desfavorece um dos candidatos, e com Trump isso aconteceu em 2016 e agora. Por isso, nunca a maioria dos estados decisivos esteve perto de dar a vitória a Kamala, e esse padrão eleitoral começou a tornar-se evidente muito cedo na noite eleitoral.

É Trump que vamos ter. Estava escrito. Estava determinado. Estava fechado. Há semanas, ou meses.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

Faye Driscoll descreve Weathering como uma “escultura de carne multissensorial feita de corpos, sons, cheiros, líquidos e objetos”. Um pequeno palco móvel, semelhante a uma jangada, é ocupado de forma periclitante pelos dez intérpretes. Embarcam numa jornada que se torna cada vez mais turbulenta, com a assistência muito próxima, ao seu redor, a acompanhar cada transição. Os performers cantam e repetem palavras, uivam, gemem e suspiram, como um coro em crescendo. Parecem estar à beira de um precipício, e não se percebe se se agarram ou empurram mutuamente, naquela coreografia de microeventos.

“Como sentimos o impacto de acontecimentos que nos atravessam e são muito maiores?”, questiona no texto de apresentação a aclamada artista norte-americana, classificada pelo The New York Times como um “talento surpreendentemente original”. Driscoll costuma levar os seus elencos ao limite, assim como o público, mas nesta peça é particularmente eficaz nesse propósito, criando uma experiência imersiva e intensa. Vapor, água e plumas pairam no ar, envolvendo a todos.

Foto: Maria Baranova

Os movimentos tornam-se mais acelerados e não há um porto seguro para esta equipa. O que motivou o cataclismo fica por esclarecer – embora as pistas sugiram uma ligação com a crise climática. Seja qual for o entendimento, o quadro vivo concebido em Weathering dificilmente cairá no esquecimento, tal foi o despertar dos sentidos.

Weathering > Teatro Municipal Rivoli > Pç. D. João I, Porto > T. 22 339 2201 > 8-9 nov, sex-sáb 19h30 > €9

Ainda não se tinha passado uma hora desde o fim da audição de Maria Luís Albuquerque no Parlamento Europeu e já o PPE saudava a sua indigitação como comissária europeia dos serviços financeiros, da união das poupanças e investimentos. Maria Luís tinha conseguido uma maioria de dois terços para ser eleita e, para isso, contribuíram os votos dos eurodeputados do PS.

Para trás das costas ficaram as críticas feitas por Marta Temido que, quando foi conhecida a indicação de Maria Luís por Luís Montenegro, suscitou dúvidas sobre o passado da ministra das Finanças de Passos Coelho, que desta vez apenas os deputados do PCP e do BE trouxeram para a audição. “É evidente que o nome da Dra. Maria Luís Albuquerque recorda a todos os portugueses políticas de austeridade que são para todos de má memória. Que são políticas muito distintas daquelas que a União Europeia seguiu nos últimos cinco anos, com bons resultados. Também nos recorda algumas polémicas, desde o caso dos ‘swap’ a questões relacionadas com bancos e de objetivos inalcançados ao nível de políticas, por exemplo, de redução da dívida”, dizia na altura Marta Temido.

“Temos de construir a Europa na base dos consensos”, diz Assis

Agora, no rescaldo da audição no Parlamento Europeu, Francisco Assis dizia aos jornalistas que “quando entramos na desqualificação moral dos nossos adversários prestamos um péssimo serviço à democracia”.

“Temos de construir a Europa na base dos consensos. A democracia faz-se de divergências e de confrontos”, defendia o eurodeputado, vincando que não estava em causa uma avaliação ao passado de Albuquerque.

Quanto ao futuro, Assis gostou de ouvir da boca de Maria Luís Albuquerque aquilo que considera ter sido “um grande compromisso no que diz respeito ao reforço do mecanismo de supervisão dos mercados”, ainda que essa declaração tenha suscitado algumas dúvidas por ter sido acompanhada por uma resposta sobre a necessidade de aliviar a burocracia na regulação.

De qualquer forma, os socialistas europeus querem voltar a ouvir Maria Luís e é por proposta deste grupo político que a agora comissária “voltará a comissão para falar mais detalhadamente do seu programa”.

Maria Luís Albuquerque deixou várias perguntas sem resposta foi muito genérica em algumas das respostas que deu, mas Francisco Assis não valoriza isso, sublinhando ser normal os comissários voltarem a ser ouvidos depois de já segura a sua indigitação.

Catarina Martins “preocupada” com alinhamento de PS com PPE

Este alinhamento entre os socialistas portugueses, que fazem parte do Grupo dos Sociais-Democratas da Europa, e o PPE, que aqui também se alinhou com os Patriotas pela Europa (onde está o Chega) foi alvo de críticas pela eurodeputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda.

“Estou muito preocupada com o consenso que se gerou aqui. É mais uma prova do absoluto apagamento dos sociais-democratas e dos verdes”, atacou, notando que este alinhamento constitui “uma rampa deslizante para a extrema-direita” na Europa.

Também contra este alinhamento esteve João Oliveira, eleito pela CDU. O eurodeputado comunista está preocupado com o que Maria Luís Albuquerque quer fazer e vai ao seu passado para mostrar o que pode ser o seu futuro como comissária.

João Oliveira vai ao passado para falar do que o preocupa no futuro

“Demos exemplos concretos que ilustram bem o que queremos dizer”, notou João Oliveira aos jornalistas, explicando que o caso do BES “mostrou as consequências de concentração do sistema bancário e financeiro” que agora Maria Luís quer reforçar com a defesa de um mercado financeiro maior e um sistema bancário mais concentrado.

Para João Oliveira, o caso dos swaps – contratos altamente especulativos celebrados pela Refer quando Maria Luís era diretora financeira – mostra a “roleta da especulação” a que a nova comissária se propõe submeter as poupanças dos pensionistas nos fundos de pensões, aumentando a sua exposição ao mercado de capitais. Uma decisão que Oliveira considera perigosa, “tendo em conta os exemplos que vêm dos EUA” e do que acontece quando as apostas especulativas se revelam erradas pondo em causa as pensões.

“Temos uma lobista na Comissão”

“Perguntem aos lesados da banca se acham bem confiar as poupanças de toda a Europa aos mercados”, questiona Catarina Martins, que ataca fortemente a forma como Maria Luís Albuquerque vem diretamente da Morgan Stanley para uma pasta na Comissão Europeia que tutela os mercados financeiros. “Temos uma lobista na Comissão”, conclui.

“Alguém que vem de um dos maiores grupos financeiros do mundo, depois vai escrever as regras para esses grupos”, aponta a eurodeputada bloquista, que considera que Maria Luís tem conflitos de interesses “com todo o portefólio que tem” e não apenas em algumas matérias e que a avaliação que lhe foi feita para o cargo tem falhas graves.

“As regras devem ser mais apertadas. É preciso avaliar a idoneidade dos candidatos a comissários”, defende Catarina Martins, que está preocupada também a intenção de reforçar a concentração na banca, “é o regresso do too big por fail”, e com “o regresso da titularização” que diz ter estado na origem da grande crise financeira de 2011, que teve consequências trágicas para Portugal.

Cotrim quer mudar forma de nomeação da Comissão

João Cotrim Figueiredo, eleito pela IL, acha que a Europa precisa de reformular a forma como nomeia os comissários europeus. “Esta forma de escolher a comissão não é a ideal”, defendeu aos jornalistas, notando que não faz sentido cada país indicar os seus candidatos a comissários sem fazer ideia da pasta a que se destinam e, por isso, sem adequar os perfis às pastas que lhes irão calhar.

Cotrim também tem críticas à forma como são feitas as audições. “Este sistema de audições não favorece o esclarecimento”, diz, apesar de ter elogios a fazer à forma “segura e calma” como Maria Luís respondeu durante três horas aos eurodeputados.

Cotrim Figueiredo acha até que a audição de Maria Luís Albuquerque “está acima da média”, o que “por um lado é bom, por outro não diz bem da bitola” de uma série de audições em que os candidatos, ao contrário da portuguesa, nem sempre têm domínio prévio das matérias que vão tutelar.

As maiores críticas do liberal foram mesmo para a bloquista Catarina Martins, que João Cotrim Figueiredo considerou “deselegante” pela forma como confrontou Maria Luís com o seu passado.

“Estou chocado com a pergunta feita por Catarina Martins”, disse aos jornalistas, explicando esse choque com a “utilização da demagogia e da mentira” nas referências aos casos dos swaps e do BES, nos quais Cotrim considera que não podem ser imputadas culpas a Maria Luís.

“A direita aqui na Europa está pouco habituada a ter oposição, mas estou cá eu”, ripostou a bloquista, na reação ao ataque feito pelo eurodeputado da IL.

Bem-vindo à nova série do podcast Tech Flow, que será inteiramente dedicada à cibersegurança. Ao longo de cinco episódios, exploramos a segurança informática de forma descomplicada – dos conceitos gerais que definem esta área, às novas tecnologias que estão a transformar a forma como utilizadores, empresas e organizações devem abordar a segurança digital. Este é um podcast que tem como objetivo sensibilizar os utilizadores e os decisores – porque no fim de contas, todos usamos tecnologia – para a importância da cibersegurança no dia-a-dia.

Veja o terceiro episódio do Tech Flow:
Como a Inteligência Artificial está a mudar a cibersegurança

Quais as técnicas mais comuns usadas pelos piratas informáticos? Sabe o que é o smishing? Devemos ser proativos ou reativos perante o número crescente de ameaças informáticas? E quais as consequências dos ciberataques para as empresas portuguesas?

As respostas a estas e outras perguntas são dadas por Júlio César, coordenador do CERT.PT e do departamento de operações do Centro Nacional de Ciberseguraça, e André Alves, gestor do centro de operações de segurança da Warpcom. Pode ver o segundo episódio do Tech Flow na versão vídeo no início deste artigo ou ouvir aqui a versão em áudio:

Tech Flow, episódio 2

Veja ou reveja os outros episódios já publicados do podcast Tech Flow:

A nova série do podcast Tech Flow, dedicada à cibersegurança, é feita pela Exame Informática em parceria com a Warpcom. 

Todos secretamente sabemos que os dias internacionais disto e daquilo, mais do que uma comemoração ou lembrete do que parece importante e acreditamos que não deve ser esquecido, escorregam, de hashtag em hashtag, para uma zona de Black Friday, em que as grandes causas motivam pequenos descontos tão solidários quanto atrativos em pipocas, ramos de flores, peluches, pacotes de escapadinhas insólitas, todo o tipo de bugigangas alusivas e temáticas. O cinema, como não podia deixar de ser, não escapa a esta febre da celebração sem que saibamos muito bem o que estamos exatamente a comemorar. Esta é a primeira questão que se impõe: o que celebra o dia internacional do cinema? A frequência das salas, numa era em que a maior parte de nós vê filmes em casa? A capacidade que o cinema tem de nos emocionar, quando vemos dilemas das nossas vidas ou do nosso tempo a serem projetados contra uma parede?

Seja qual for a pergunta ou a resposta, no que nos diz diretamente respeito, se quisermos que o cinema português continue a existir, a ser capaz de produzir uma cinematografia a que possamos chamar própria, é necessário apoiá-lo. Se ainda há quem se pergunte porque é que vale a pena continuarmos a ter financiamento público numa área que dificilmente poderá garantir, pelo menos diretamente, o retorno financeiro do investimento, o problema – e a questão – não deveria colocar-se no plano económico, mas político. Por que razão deve o cinema responder a exigências diferentes daquelas estabelecidas e aceites para outras áreas sob a égide do Ministério da Cultura, relativamente às quais o benefício público jamais é questionado sob o prisma da mera rendibilidade ou, se preferirmos, do lucro?

Admitindo que o cinema é uma arte que existe para ser vista, a visão de que o seu valor equivale aos resultados de bilheteira, invertendo os termos, somos obrigados a constatar que ela não é só económica, como também política. Não se trata, pois, de um balanço de mercearia, mas daquilo que acreditamos ser necessário proteger e fomentar. Garantir que podemos continuar a construir uma imagem de nós próprios, inversa, portanto, aos padrões da generalização, a assegurar a possibilidade de existência de uma diversidade de visões críticas, por consideramos que a construção de pontos de vista à margem do pensamento único, consensual e unidirecional é um valor fundamental para a nossa cultura – melhor seria dizer, para a democracia –, implica podermos ver-nos ao espelho da complexidade de possibilidades humanas e culturais.

É por isso que, se não quisermos transformar o cinema português numa agência de prestação de serviços para grandes produções internacionais, num décor solarengo com mão de obra barata, é preciso saber resistir ao canto das sereias que vem reavivar no imaginário de muitos, novos e velhos, o antigo (e curioso) sonho de poder haver uma indústria de cinema em Portugal, um safari ou campo de tiro onde todos seríamos operários ou figurantes. O que parecia ter ficado claro desde o início, ainda no século XIX, é que a afirmação internacional do cinema português dificilmente poderia acontecer pela via do mercado: foi esse sonho que levou Aurélio da Paz dos Reis ao Rio de Janeiro e, tendo fracassado, a regressar ao Porto para desistir de uma vez por todas do cinema e voltar a dedicar-se ao negócio mais próspero da floricultura. Abria-se e fechava-se, porventura, aí a pretensão económico-industrial do cinema português, de um modo que não diferia substancialmente – como não difere ainda hoje – do que é regra na maior parte das filmografias europeias.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

A vitória do republicano foi mais clara. Apesar de ainda estarem a decorrer as contagens de voto em alguns estados (que pode acompanhar aqui) – Donald Trump é o vencedor da corrida pela Presidência dos Estados Unidos, garantindo assim o seu regresso à Casa Branca para um segundo mandato.

Enquanto esperavam pelos resultados vários apoiantes republicanos juntaram-se para acompanhar a contagem de votos, à espera de saber quem seria o próximo líder da Casa Branca, sucedendo a Joe Biden.

Ao longo da noite eleitoral, Trump esteve sempre à frente da candidata democrata Kamala Harris, vencendo na grande maioria dos Estados norte-americanos, incluindo em “Swing States“, como a Pensilvânia, Carolina do Norte e Wisconsin.

Marcelo Rebelo de Sousa felicitou o novo líder dos Estados Unidos da América através de uma nota publicada no site da presidência. O Presidente da República desejou “felicidades no novo mandato”, fazendo votos “na afirmação da relação transatlântica, da Democracia e os Direitos Humanos, na construção da Paz e do Progresso sustentáveis”. Marcelo lembrou ainda “que Portugal foi o primeiro país neutral a reconhecer a independência dos EUA, a importância da Comunidade Portuguesa neste país, bem como a colaboração durante o seu primeiro mandato, nomeadamente a reunião na Casa Branca em 2018 e durante a pandemia”.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, também deu os parabéns ao republicano pela vitória nas Presidenciais norte-americanas, através de uma publicação na rede social X. “Estou empenhado em trabalharmos em colaboração estreita, no espírito da longa e sólida relação entre Portugal e os Estados Unidos, a nível bilateral, da NATAO, e multilateral”, escreveu.

Já Paulo Rangel referiu à agência Lusa que “fosse para que candidato fosse, em nada alteraria, por um lado, a nossa relação institucional (…), multissecular de aliado, preferencial e, designadamente, de aliado na matéria de segurança e defesa dos Estados Unidos”. O ministro dos Negócios Estrangeiros acrescentou que o Executivo português está a “preparar um novo ciclo de relacionamento”, com os EUA, aproveitando a “tradição multissecular de segurança e defesa, nomeadamente no quadro da NATO e a nível multilateral”.

André Ventura, também comentou o que chamou de “grande vitória de Donald Trump nos EUA”. Numa publicação na rede social X, Ventura sublinhou a vitória republicana “contra os interesses do sistema instalado, contra os meios de comunicação social tradicionais, contra o globalismo woke”. “A América mudou hoje e virou à direita. A Europa tem de fazer o mesmo”, acrescentou.

A eurodeputada Catarina Martins também se manifestou nas redes sociais dizendo estar “muito preocupada, mas não surpreendida” com os resultados da noite eleitoral norte-americana. “Os democratas ignoraram a pobreza em casa e o genocídio em Gaza. Quando os progressistas abraçam o liberalismo e a guerra, a extrema-direita ganha”, escreveu.

No mundo

O presidente francês Emmanuel Macron também felicitou o novo presidente norte-americano nas redes sociais. “Com as suas convicções e com as minhas. Com respeito e ambição. Por mais paz e prosperidade”, acrescentou o chefe de Estado francês que garantiu ainda estar “pronto para trabalhar” com Donald Trump.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, utilizou a mesma plataforma para felicitar Trump pela sua vitória, sublinhando que a “UE e os EUA são mais do que apenas aliados”. “Estamos unidos por uma verdadeira parceria entre os nossos povos, unindo 800 milhões de cidadãos”, sublinhou.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer disse estar “ansioso” por trabalhar com Donald Trump nos próximos anos após uma vitória que classificou como “histórica”. “Do crescimento e da segurança à inovação e à tecnologia, sei que a relação especial entre o Reino Unido e os EUA continuará a prosperar em ambos os lados do Atlântico nos próximos anos”, escreveu.

Também Recep Erdoğan, presidente da Turquia, felicitou o republicano que “venceu as eleições presidenciais nos Estados Unidos depois de uma grande luta e foi reeleito Presidente”. “Nesta nova era, que começará com a eleição do povo americano, esperamos que as relações Turquia-EUA se fortaleçam e que as crises e guerras regionais e globais, especialmente a questão da Palestina e a guerra Rússia-Ucrânia, terminem”, escreveu no X.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também felicitou Trump pela vitória eleitoral “impressionante”, afirmando estar “esperançoso” com a “abordagem ‘paz pela força'” de Trump. “Estamos ansiosos por uma era de Estados Unidos da América fortes sob a liderança decisiva do presidente Trump”, referiu.

Zelensky recordou ainda uma “longa conversa” que teve com o Presidente norte-americano eleito, durante uma visita a Nova Iorque, em setembro passado, sobre os caminhos possíveis para a paz, as relações bilaterais e o “Plano de Vitória de Zelensky”.

No Brasil, Lula da Silva recorreu às redes sociais para também congratular Donald Trump pelo “retorno à presidência dos Estados Unidos”. O líder brasileio sublinhou a importância da democracia, “a voz do povo”, e referiu que o “mundo precisa de diálogo e trabalho conjunto para termos mais paz, desenvolvimento e prosperidade”, acrescentou.

Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, escreveu no X que a vitória de Trump foi “a maior volta por cima na história política dos EUA!”, felicitando o republicano pela sua “enorme” e “muito necessária para o mundo” vitória.

Em Israel, Benjamin Netanyahu afirmou que o “retorno histórico” dos republicanos à Casa Branca “oferece um novo começo” para os EUA e “um poderoso compromisso com a grande aliança entre Israel e a América”.

Em declarações à Reuters, Sami Abu Zuhri, um dos responsáveis do grupo Hamas, disse que as promessas feitas por Trump durante a sua campanha eleitoral – incluindo a afirmação de que conseguiria acabar com a conflito no Médio Oriente numa questão de “horas” – serão “testadas” agora. “Encorajamos Trump a aprender com os erros de Biden”, referiu.

Para o governo iraniano, o resultados das Presidenciais norte-americanas “não tem qualquer ligação clara com o Irão”. “As políticas gerais dos Estados Unidos e do Irão são políticas fixas”, disse Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo de Teerão. Mohajerani acrescentou que as relações entre os dois países não vão mudar. “Considerando a história das sanções nas últimas quatro décadas, o Irão enfrentou-as e não está preocupado com uma reeleição de Trump, pois não houve qualquer diferença com a outra pessoa”, disse, numa referência a Joe Biden, atual presidente dos EUA.

Na Rússia, o Kremlin afirma que Vladimir Putin não tem intenções de felicitar Trump. “Não sei nada sobre um plano do presidente para felicitar Trump pela eleição. Não esqueçamos que estamos a falar de um país hostil que está direta e indiretamente envolvido numa guerra contra o nosso Estado”, disse Dmitri Pesko, porta-voz de Moscovo.

Elon Musk, dono da SpaceX e da rede social X, também congratulou o novo líder pela sua vitória. “O povo da América deu a Donald Trump um mandato cristalino para a mudança”, disse o multimilionário, acrescentando ainda que o “futuro vai ser fantástico”.

A Sony Interactive Entertainment (SIE) anunciou a chegada de Back Then à PlayStation 5, o vencedor do Prémio PlayStation Talents para Melhor Jogo de 2019. Desenvolvido pelo estúdio Octopus Embrace, o videojogo é uma experiência narrativa de exploração na primeira pessoa, que transporta os jogadores para o interior da mente de um doente com Alzheimer, permitindo-lhes viver a experiência através dos próprios olhos enquanto exploram as instalações de um lar de idosos.

O videojogo tem uma abordagem sensível e profunda sobre a doença de Alzheimer, permitindo aos jogadores vivenciar os desafios diários e as memórias fragmentadas de um idoso em cadeira de rodas. Através da narrativa, o jogo cria um ambiente imersivo e reflexivo, promovendo uma maior compreensão sobre as dificuldades enfrentadas por todas aquelas pessoas que sofrem com a doença.

Pode visualizar o trailer abaixo da versão para PS5:

Além de ter sido premiado como Melhor Jogo de 2019 dos Prémios PlayStation, Back Then recebeu também o Prémio PlayStation Talents Especial Games for Good, um reconhecimento pela incorporação de temáticas de responsabilidade social e por contribuir para o debate sobre questões como o envelhecimento e a saúde mental. O jogo destaca-se como um exemplo de como os videojogos podem ser uma plataforma eficaz para abordar questões sociais de grande relevância.

Esta versão para PlayStation 5 promete aprimorar ainda mais a experiência imersiva, com gráficos melhorados e um desempenho otimizado.

Palavras-chave:

Usar a tecnologia para chegar ao cliente é algo que no mundo competitivo de hoje nenhuma empresa que se preze pode menosprezar. Apesar das desvantagens ou contrariedades, frequentemente apontados por especialistas em relação à Inteligência Artificial, o quotidiano empresarial tem demonstrado que as potencialidades desta tecnologia são incontornáveis.

O retalho é um dos setores que (e em boa hora) se rendeu à IA e à inovação que esta traz associada. As empresas têm redefinido os seus modelos de negócio e a forma como se relacionam com os consumidores. Na minha opinião, cada vez, faz menos sentido falar em “e”, “q” ou “m” commerce. É de todo dispensável a ideia de segmentar a experiência do cliente. Digital ou não, o que importa é servir o cliente, de preferência, que este nem sequer perceba a transição entre os diferentes canais. E a IA abre um leque de oportunidades, a começar por aumentar a capacidade, a velocidade e a qualidade na tomada de decisão.

Aliás, as organizações centradas no cliente já não falam em “loja física ou virtual”. Tudo é commerce, sendo o objetivo entregar ao cliente algo que ele precisa com a melhor proposta de valor possível. Assim, Unified Commerce é o conceito que agrega tudo isto: Buy online, pickup in store, ship from store. E se há algum tempo falávamos em multicanal ou omnicanal ou, ainda, digital e figital (phygital), pensar centrado no cliente significa revisitar estes conceitos.

Neste cenário, a IA entra em campo para aumentar a capacidade de prover ao canal (físico e digital) informação relevante, personalizada e atempada que ajude na atividade de “servir o cliente”. Quem não se lembra das anuais Black Fridays que, depois dos sites irem abaixo, passavam a ter problemas com a logística e entrega?

É importante cada vez mais perceber que, na perspetiva do negócio, a IA é mais um “meio”, não um “fim” em si mesmo. Tendo isto em mente, a IA pode potenciar, acelerar e aumentar a capacidade de resposta em partes críticas da cadeia de valor do retalho.

Quando falamos de CRM e relacionamento, os modelos de IA ajudam a elaborar ofertas personalizadas para o cliente de acordo com o seu perfil de consumo. Esta mesma dinâmica pode ser aplicada à loja. Ao dispor de uma ferramenta de Clienteling com IA, um vendedor pode recomendar ao cliente produtos que façam sentido para ele e que estejam disponíveis no stock da loja. Na experiência de compra online, os recursos e apps de IA conectados à navegação, abrem portas a um conhecimento mais efetivo do comportamento do consumidor, do seu histórico de compras e as suas preferências.

A mesma lógica vale para o pricing. Seja por meio da geração de recomendações para os gestores do canal online, seja com alguma liberdade de intervenção automática, as ferramentas baseadas em IA ajudam a vender mais e melhor.

E há mais. Ao nível da otimização logística, a IA é capaz de fazer “magia”. Em operações 1P, pode fazer previsões confiáveis sobre procura de produtos e otimização da frequência de compras junto dos fornecedores. Além de evitar roturas de stock, esta abordagem permite um melhor emprego do capital da companhia e do fluxo de caixa.

E numa altura em que a cibersegurança é um tema crítico para continuidade e reputação dos negócios, também aqui a IA desempenha uma função relevante na deteção e prevenção de fraudes.

Usar com inteligência o potencial desta nova fronteira tecnológica é algo que está ao alcance de todas as empresas. Para as PMEs, implementar uma ferramenta de IA pode materializar-se em diferenciação, aceleração das vendas e crescimento sustentado. Para as grandes empresas, além destes contributos, também um toque adicional de eficiência operacional, tão necessária num ambiente em que é mais desafiante contratar, capacitar e fidelizar colaboradores.