Quando falamos de comunidades, e partindo da sua própria etimologia (do latim communitates – relativo ao que é comum; participação conjunta), falamos de grupos de pessoas que partilham algo em comum (ou porque vivem na mesma área ou porque partilham interesses ou nacionalidade), capazes de construir uma narrativa conjunta.

Em Sapiens: A Brief History of Humankind, Yuval Noah Harari fala, a determinado momento, na cooperação social enquanto fator-chave para a nossa sobrevivência e reprodução. Neste contexto, as comunidades, na qualidade de modelo de cooperação social e de passagem de conhecimento, têm desempenhado um papel importante.

Com o tempo, o termo “comunidade” tem vindo a ganhar força, tanto no meio social como no meio político e corporativo. Isso não se dá por mero acaso: com a globalização e a entrada em força das novas tecnologias (só para enumerar alguns pontos que, de alguma forma, contribuíram para que tal acontecesse), é apenas natural assistirmos, por um lado, a uma maior facilidade de comunicação e alargamento das nossas redes, criando novas oportunidades de partilha de conhecimento, e, por outro, a uma alteração do paradigma da forma como nos relacionamos, levando a uma crescente necessidade de proximidade, interações reais e de sentido de pertença.

Se queremos fomentar uma cultura que valoriza a diversidade e a cooperação (e é imperativo que o façamos), então temos de criar uma cultura inclusiva

E é com o reconhecimento desta inerente necessidade humana de interações sociais ‒ e da cooperação enquanto caminho para o desenvolvimento e resolução de problemas (temos o caso recente da cooperação internacional para fazer frente à Covid) ‒ que, além das comunidades naturais, derivadas do nosso contexto geográfico e cultural, começamos cada vez mais a ver nascer novos tipos de comunidades, como é o caso das comunidades de aprendizagem e das comunidades de inovação, temas para os quais a colaboração é indispensável. Considerando a velocidade de mudança que vivemos atualmente e o envelhecimento da população (em Portugal, os dados obtidos pelos Censos 2021, publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, I. P., revelam um aumento expressivo da população idosa, com 100 jovens portugueses para 182 idosos), assistimos à necessidade crescente de uma constante requalificação e de uma aprendizagem contínua ao longo da vida. Torna-se, assim, cada vez mais premente que a educação tradicional abra espaço a outros formatos, como as comunidades de aprendizagem, onde a partilha de experiências e práticas permita alargar o conhecimento coletivo, melhorar competências e acelerar o impacto dessas aprendizagens e conhecimento na sociedade.

Neste contexto, a partilha, a colaboração e a diversidade são premissas inegociáveis. No entanto, quando nos propomos juntar diferentes atores, sabemos que isso pode ser um desafio. Por isso, se queremos fomentar uma cultura que valoriza a diversidade e a cooperação (e é imperativo que o façamos), então temos de criar uma cultura inclusiva, encorajando a participação de um leque mais alargado de participantes.

No caso da comunidade do Ecossistema de Inovação da Nova SBE, que junta empresas, alunos, investigadores e inovadores “nativos”, procuramos constantemente criar espaços colaborativos que incentivam interação e a troca de ideias, proporcionando oportunidades de trabalho em rede e momentos que facilitem as ligações entre os membros da comunidade, dando voz a diferentes protagonistas com um interesse comum ‒ a inovação e o seu impacto na sociedade.

Numa era em que estamos sobrecarregados com conteúdos e informações, mantém-se intacta a preocupação em garantir que somos relevantes para a nossa comunidade, na medida em que queremos que esta encontre um espaço para refletir sobre questões prementes. É através do debate aberto, em que intencionalmente se juntam pessoas que podem divergir entre si, que cada um pode ser construtivamente “provocado” pela oposição do outro, permitindo a ambos os lados obter conhecimentos profundos que possam realmente contribuir para um mundo mais sustentável.

Por outras palavras, procuramos constantemente reforçar o papel da Academia enquanto catalisador de uma abertura intelectual e pensamento cruzado que permita um desenvolvimento da inovação mais inclusivo e ponderado. De outra forma, estamos apenas a estreitar o nosso campo de ação e, assim, acabamos a tender para as mesmas soluções, que não dão resposta aos problemas coletivos que queremos ver resolvidos. E é precisamente esta profunda base de existência coletiva, desde que o Homo é Sapiens, que torna incontornável um olhar atento ao papel das comunidades.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

Num mundo empresarial cada vez mais dinâmico e competitivo, as organizações estão constantemente à procura de novas formas de alcançar os seus objetivos estratégicos de maneira sustentada. Contudo, muitas vezes subestimam um dos fatores mais críticos para o sucesso a longo prazo: o envolvimento e o comprometimento dos seus colaboradores. Esta lacuna na gestão estratégica pode ser fatal, pois sem uma força de trabalho verdadeiramente envolvida, qualquer plano, por mais bem elaborado que seja, corre o risco de se desmoronar.

A cultura organizacional de excelência
Quanto maior for o envolvimento dos colaboradores, mais fácil se torna criar uma cultura organizacional de excelência. Esta cultura, que se traduz num ambiente de trabalho positivo, inovador e produtivo, é o alicerce para que as organizações não só alcancem os seus objetivos, mas o façam de forma continuada e sustentável.

Pensemos, por exemplo, em práticas como o feedback contínuo e o reconhecimento genuíno do trabalho bem feito. Estas não são apenas “boas práticas” — são essenciais. Quando os colaboradores se sentem valorizados e reconhecidos, o seu alinhamento com os valores e objetivos da empresa fortalece-se, com a criação de uma sinergia que se reflete diretamente na qualidade do trabalho produzido.

Por outro lado, o investimento no desenvolvimento profissional é uma declaração clara de que a organização se preocupa com o futuro dos seus colaboradores. Empresas que priorizam a formação e o crescimento interno não só promovem uma cultura de excelência como também demonstram um compromisso real com o bem-estar e o sucesso dos seus talentos.

Retenção e atração de talentos: uma consequência natural
Empresas que cultivam um alto nível de envolvimento entre os seus colaboradores colhem os frutos na forma de uma maior retenção de talentos. Mais do que isso, tornam-se atrativas para novos talentos, que, cada vez mais, procuram ambientes de trabalho onde possam crescer e contribuir de forma significativa.

A reputação de uma empresa como um excelente lugar para trabalhar é uma das mais poderosas ferramentas de atração. Porém, não se constrói com slogans de marketing, mas com a experiência real e tangível dos colaboradores. Num mundo onde as redes sociais e plataformas de emprego permitem uma partilha constante de experiências, uma má prática pode rapidamente arruinar a imagem de uma empresa no mercado de trabalho.

O valor da comparação com o mercado
Comparar-se com o mercado não é apenas uma questão de competitividade; é uma necessidade estratégica. Ao medir o envolvimento dos seus colaboradores face ao de outras empresas, as organizações podem identificar lacunas e oportunidades de melhoria. Esta prática de benchmarking permite posicionar a empresa num contexto mais amplo, ajudando a definir prioridades e a tomar decisões mais informadas.

As organizações que adotam este enfoque conseguem não só melhorar internamente, mas também adaptar e implementar práticas que já provaram ser eficazes noutros contextos. Através deste processo, é possível, não só alcançar uma melhor performance interna, mas também reforçar a posição competitiva da empresa no mercado.

Quando os colaboradores se sentem valorizados e reconhecidos, o seu alinhamento com os valores e objetivos da empresa fortalece-se

A influência das novas tecnologias
No entanto, no panorama atual, não podemos falar de envolvimento dos colaboradores sem abordar o papel das novas tecnologias. Ferramentas digitais têm o poder de transformar a forma como os colaboradores experienciam o seu ambiente de trabalho, desde plataformas de comunicação interna que promovem transparência, até aplicações que monitorizam e veiculam o bem-estar físico e mental.

A tecnologia, quando bem utilizada, pode criar um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado, algo que é crítico para a produtividade. Por exemplo, a implementação de sistemas de feedback em tempo real permite que problemas sejam identificados e resolvidos rapidamente, antes de se transformarem em barreiras significativas ao sucesso.

A importância da análise de clima organizacional
Finalmente, é essencial reconhecer o valor de realizar análises regulares do clima organizacional. Estes estudos oferecem insights fundamentais para a definição de estratégias e prioridades de ação. Compreender o estado atual do envolvimento e da satisfação dos colaboradores permite que as organizações façam ajustes direcionados, que não só melhoram o ambiente de trabalho, mas também têm um impacto direto nos resultados da empresa.

Através da análise de dados de clima organizacional, é possível identificar áreas que necessitam de intervenção e, com base nessas informações, implementar mudanças que aumentem o envolvimento e a produtividade.

A tecnologia, quando bem utilizada, pode criar um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado, algo que é crítico para a produtividade

Tendências internacionais: o futuro do envolvimento dos colaboradores
Ao olharmos para o futuro, é imperativo estarmos atentos às tendências internacionais que moldam a forma como o envolvimento dos colaboradores é gerido. Desde programas de bem-estar global que promovem o equilíbrio/integração entre vida pessoal e vida profissional até à flexibilidade no local de trabalho e à promoção da diversidade e da inclusão, as melhores práticas estão constantemente a evoluir. Empresas que se mantêm atualizadas com estas tendências têm uma vantagem competitiva significativa, pois conseguem adaptar-se rapidamente às mudanças nas expectativas dos colaboradores.

Conclusão
O envolvimento dos colaboradores não é um simples “nice to have”; é um pilar fundamental para o sucesso organizacional. Lideranças que ignoram este facto correm o risco de ver os seus planos estratégicos fracassarem. Por outro lado, aquelas que reconhecem a importância do envolvimento e do comprometimento dos seus colaboradores estarão mais bem posicionadas para alcançar os seus objetivos de forma sustentada, enquanto criam uma cultura organizacional de excelência que atrai e retém os melhores talentos.

Os dados que constam do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2024 são preocupantes, sobretudo no que diz respeito à delinquência juvenil, com destaque para a predominância de casos ligados à criminalidade sexual e o agravamento dos crimes entre os jovens.

A delinquência juvenil mantém a tendência de subida desde 2021, registando no ano passado um aumento de 12,5% em relação a 2023, continuando também a aumentar a criminalidade grupal, que registou um acréscimo de 7,7 por cento. Segundo uma versão preliminar do documento, a que a agência Lusa teve acesso, no ano passado manteve-se “a predominância de casos ligados à criminalidade sexual, nomeadamente o abuso sexual de crianças cometido por ofensores menores, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos”, além de merecer “igualmente destaque o crime de pornografia de menores com recurso a aplicações como Discord e Whatsapp, utilizadas para partilha de ficheiros de cariz sexual e pornográfico”.

Esta versão preliminar destaca que, apesar de se ter verificado no ano passado “uma certa acalmia” nos crimes graves contra a vida e integridade física por jovens em contexto grupal, os crimes “são cada vez mais graves e são praticados por indivíduos cada vez mais novos, em que o valor da vida humana não tem qualquer relevância”. “Facilmente se utiliza uma arma de fogo ou uma arma branca para agredir e estes episódios de violência ocorrem muitas vezes apenas tendo como base discussões fúteis”, refere o relatório, dando conta que a violência associada a grupos juvenis, cujos suspeitos têm entre os 15 e 25 anos, tem tido “uma considerável expressão na Área Metropolitana de Lisboa”.

Segundo o RASI, continuam a verificar-se algumas dinâmicas associadas a rivalidades entre grupos oriundos de diferentes zonas ou bairros da área metropolitana de Lisboa, conflitos que costumam ser referidos “em músicas e videoclips de subculturas musicais que apresentam referências hiperlocais e hiperpessoais (especificamente a uma área geográfica, ocorrência em particular, indivíduo ou data específica)”.

O relatório indica que as redes sociais são uma “extensão do grupo e do próprio bairro”.

Ressalvando que deve existir “um número considerável de cifras negras” (crimes não reportados), o relatório refere que estes grupos também utilizam o Youtube como principal veículo de publicação dos conteúdos e sublinha que, na área metropolitana de Lisboa, registam-se algumas ocorrências em centros comerciais e junto de estações de comboios e metro, o que potencia “a repercussão de notícias em órgãos de comunicação social e consequente sentimento de insegurança”.

O RASI salienta igualmente uma outra tendência de episódios (alguns não denunciados) junto a escolas, “provavelmente porque os autores conhecem algumas rotinas das vítimas e os estabelecimentos que frequentam”.

É já esta terça-feira que será escolhido um novo juiz para ocupar o Supremo Tribunal do Wisconsin. Com a saída de uma juíza democrata, o órgão de justiça – que desde 2023 conta com quatro democratas contra três republicanos – , fica com o futuro em aberto, num estado decisivo nos Estados Unidos. Para Elon Musk, o próximo ato eleitoral é “crítico” para a agenda republicana de Donald Trump e para o “futuro da civilização”. O dono da Space X e conselheiro da Casa Branca ofereceu este domingo cheques no valor de um milhão de dólares – cerca de 900 mil euros – a dois eleitores do estado.

“Penso que isto será importante para o futuro da civilização. Isso é significativo”, referiu o bilionário, num evento em Green Bay, assegurando às 200 pessoas presentes que, caso alcancem a vitória, os democratas vão “tentar impedir todas as reformas governamentais” realizadas pela administração atual.

O bilionário – que dirige o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) – e os grupos a que está associado doaram 20 milhões de dólares – cerca de 18,5 milhões de euros – para a campanha do juiz conservador Brad Schimel, que prometeu “rejeitar os juízes ativistas”.

Josh Kaul, democrata e procurador-geral do estado, ainda tentou impedir que os pagamentos de Musk fossem realizados, sublinhando que as leis estaduais proíbem “oferecer qualquer coisa de valor para induzir alguém a votar”, mas não foi bem sucedido.

Esta não é a primeira vez que o empresário norte-americano oferece dinheiro a eleitores. Durante as eleições para a presidência dos Estados Unidos, Musk lançou um sorteio oferecendo um milhão de dólares por dia aos eleitores que se registassem nos estados decisivos e assinassem uma petição conservadora.  

A Samsung não parece estar para brincadeiras quando o assunto é casa inteligente. Em Frankfurt, no World of Samsung 2025, ficou bem patente a aposta da gigante tecnológica em levar a inteligência artificial a todos os cantos do lar. E a cozinha, claro, não podia ficar de fora. A nova linha de frigoríficos apresentada pela marca expande a estratégia “Screens Everywhere”, integrando ecrãs AI Home de nove polegadas nos modelos de quatro portas e Side-by-Side. Além disso, alguns modelos Side-by-Side exibem um Family Hub ainda mais completo.

Controlo dos alimentos

Mas as novidades não se ficam pelos ecrãs. A tecnologia AI Vision Inside, que tivemos a oportunidade de experimentar, presente em alguns modelos de quatro portas, recebeu um upgrade significativo. A precisão na identificação dos alimentos impressiona, tornando a gestão das refeições muito mais intuitiva. Já não se trata apenas de armazenar alimentos, mas de ter um verdadeiro assistente na cozinha. Por exemplo, a identificação dos itens dentro do frigorífico pode ser usada para sugerir receitas ou avisar para o aproximar do fim da validade dos produtos.

Os novos frigoríficos integram ecrãs de nove e 21,5 polegadas que potenciam quatro aspetos cruciais do dia a dia: alimentação, casa, comunicação familiar e entretenimento. No que toca à alimentação, o AI Vision Inside agora reconhece mais quatro tipos de alimentos, elevando o total para 37. O sistema aprende com os nossos hábitos, sugere receitas e auxilia no planeamento das refeições.

A integração com o ecossistema de casa inteligente também evoluiu. Através do Map View é possível controlar dispositivos Samsung e de terceiros, como luzes e tomadas. O SmartThings Energy ajuda a otimizar o consumo energético. E a Bixby, o assistente de voz da Samsung, permite aceder a informações e funcionalidades com comandos de voz.

A comunicação familiar ganha um novo aliado com a funcionalidade Daily Board, que mantém todos informados com atualizações em tempo real. A Bixby reconhece a voz de cada membro da família, oferecendo respostas personalizadas. Além disso, há uma galeria partilhada para memórias e um calendário familiar integrado.

E porque a cozinha também é espaço de convívio, a Samsung integrou o Spotify nos frigoríficos. O SmartView Mirroring permite espelhar o ecrã do smartphone ou da TV, e a galeria integrada transforma o frigorífico num expositor digital de fotos.

Destaque ainda para o frigorífico de quarto portas RM90F, com o ecrã AI Home de nove polegadas e a tecnologia AI Hybrid Cooling. Esta tecnologia, que combina um compressor convencional com um módulo Peltier, mantém os alimentos frescos por mais tempo, liberta espaço interior e permite elevadas poupanças energéticas. O design “Kitchen Fit” facilita a instalação, e as portas SpaceMax oferecem mais capacidade de armazenamento.

Os modelos Side-by-Side RS90F também não desapontam, com opções de ecrã Family Hub de 21,5 polegadas e AI Home de nove polegadas. A abertura automática da porta é uma funcionalidade que valoriza a acessibilidade e a organização.

Todos os modelos, tanto os quatro portas como os Side-by-Side, contam com o Modo de Energia IA, que promete reduzir o consumo energético em até 10%.

Os Side by Side chegam ao mercado na segunda semana de abril, com preços a partir de €1.849. O modelo quatro portas com ecrã de nove polegadas estará disponível em junho, com um preço recomendado de €3.699.

Palavras-chave:

PSD e CDS não chegaram a acordo com o PPM para repetir a coligação, mas Hugo Soares tinha anunciado que os dois partidos do Governo queriam manter a designação no boletim de votos nas eleições legislativas de 18 de maio. O problema é que o TC não vai deixar.

Ao que a VISÃO apurou, a juíza relatora que redigiu o acórdão entendia que manter a sigla AD era susceptível de induzir em erro o eleitor, fazendo-o acreditar estar perante a mesma coligação que incluía os monárquicos.

A decisão de Dora Lucas Neto suscitou um debate intenso entre os Juízes do Tribunal Constitucional, mas a maioria acabou por aprovar o projeto de acórdão que impede PSD e CDS de voltarem a ser AD no dia 18 de maio.

O vice-presidente do TC terá votado vencido contra este acórdão.

Os partidos terão agora de encontrar outra designação, sendo que todas as sondagens têm sido feitas usando o nome AD para apurar o sentido do voto dos inquiridos.

Uma História de Tradição e Visão Estratégica

A Terras do Demo nasceu em 2000 com uma base familiar e valores enraizados na tradição. A empresa cresceu gradualmente, apostando em produtos regionais e enchidos tradicionais, apostando na qualidade dos seus produtos e na relação de proximidade com os clientes.

Em 2017, com a aquisição da nova Unidade Industrial de Armamar marcou um ponto de viragem, permitindo um aumento significativo da capacidade de produção e uma maior diversificação de oferta. 

Foi um passo decisivo na nossa história. Com esta aquisição, conseguimos verticalizar o nosso processo, garantindo maior controlo sobre a qualidade da matéria-prima e otimizando a nossa eficiência operacional.

Diogo Cardoso, Administrador  da Terras do Demo

Inovação e Crescimento Sustentado

A expansão da empresa foi acompanhada por investimentos em tecnologia e modernização das instalações. Hoje, a Terras do Demo conta com mais de 13.000 m² de área de produção, 15 linhas de produção e uma capacidade de desmancha de 200 toneladas semanais.

A Certificação IFS, conquistada em 2013, numa das nossas unidades fabris, consolidou a posição da empresa no mercado nacional e internacional, garantindo aos clientes um padrão de qualidade e segurança alimentar de referência. Além disso, a entrada no segmento de produtos fatiados e cuvetizados e carnes frescas e congeladas, em 2019, permitiu responder às novas tendências do mercado, oferecendo soluções mais práticas e adaptadas às exigências dos consumidores modernos. Este movimento revelou-se um dos grandes impulsionadores do crescimento da empresa. 

Uma Empresa de Pessoas para Pessoas

Atualmente, com mais de 250 colaboradores, de 11 nacionalidades, a Terras do Demo destaca-se também pelo seu compromisso com o bem-estar dos seus trabalhadores.

“O nosso crescimento só é possível porque temos uma equipa dedicada e motivada. Criar um ambiente de trabalho positivo, onde as pessoas sintam que fazem parte de algo maior, é essencial.”, afirma Joana Pinto, Administradora/Diretora de Recursos Humanos da Terras do Demo, que, ao lado do marido, Diogo Cardoso, partilha não só a vida pessoal, mas também o desafio de liderar uma das empresas mais dinâmicas do setor alimentar. A implementação de iniciativas como horários flexíveis e a opção de 36 horas semanais distribuídas em 3 dias são medidas que refletem a preocupação com a qualidade de vida dos colaboradores. O refeitório que serve, diariamente, 150 refeições adaptadas às diferentes culturas presentes na empresa, é outro exemplo do compromisso com a inclusão e o bem-estar.

Vemos famílias que chegam de longe e que decidem ficar porque encontram aqui um ambiente de trabalho e de vida que as faz sentir bem. Isso é motivo de grande orgulho para nós!

Joana Pinto

O Futuro: Mais Crescimento e Novas Oportunidades

Com presença em mais de 20 países e um crescimento sustentado, a Terras do Demo continua a olhar para o futuro com ambição. A empresa está a apostar na diversificação do portefólio e na exploração de novos mercados, sempre com um compromisso inabalável com a qualidade e a inovação. “Queremos continuar a crescer, mas sem perder a nossa identidade. Acreditamos no potencial do interior e queremos mostrar que é possível criar emprego, desenvolvimento e riqueza em regiões que muitas vezes são esquecidas.”, sublinha Diogo Cardoso. A empresa também defende a necessidade de mais incentivos para a fixação de empresas no interior.  “Precisamos de políticas que estimulem o investimento e criem condições para que mais empresas possam prosperar fora dos grandes centros urbanos. Estamos prontos para continuar a mostrar que o interior é, sim, um território de oportunidades.”, conclui Diogo Cardoso.

Unidade Vila Nova de Paiva

O percurso da Terras do Demo é um exemplo de como a tradição e a inovação podem andar de mãos dadas para gerar crescimento e impacto económico. Com uma estratégia bem definida e um compromisso firme com a qualidade e as pessoas, a empresa reafirma-se como uma referência no setor agroalimentar, levando o nome de Vila Nova de Paiva, de Armamar e do interior de Portugal cada vez mais longe.

A proposta de revisão do Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (NRJME) está a gerar ondas de preocupação entre a UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos e a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável. As duas associações uniram-se para expressar a posição crítica em relação às alterações em discussão, cujo período de consulta pública terminou a 29 de março.

Em causa está, principalmente, o futuro do modelo de mobilidade elétrica em Portugal, que as associações consideram estar em risco. “O presente projeto de Decreto-lei termina com uma das características diferenciadoras do chamado modelo de mobilidade elétrica português”, pode ler-se no comunicado. A interoperabilidade obrigatória, vista como um dos pilares do sucesso da mobilidade elétrica no país, é apontada como estando ameaçada. “A particularidade da interoperabilidade obrigatória é responsável por grande parte do sucesso da mobilidade elétrica em Portugal”, frisa o documento.

As associações temem que a promoção de modelos fechados de carregamento resulte em preços mais elevados para os utilizadores. A eliminação da figura do Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e o incentivo à criação de redes isoladas são apontados como fatores que podem reduzir a concorrência e favorecer oligopólios. “A proposta acarreta riscos significativos para os utilizadores, impondo a necessidade de múltiplas fidelizações com diferentes operadores para acesso a melhores condições de preço”, alertam a UVE e a ZERO. Esta situação, segundo as associações, limita a liberdade de escolha dos utilizadores e vai contra o princípio da universalidade de acesso.

Outro ponto de discórdia é o desmembramento da Mobi.e. A UVE e a ZERO consideram “indispensável a existência de uma entidade global de gestão da mobilidade elétrica”. As associações questionam a lógica de dividir a Mobi.e em várias entidades, para depois criar uma outra para as agregar, defendendo que a Mobi.e tem um papel crucial no desenvolvimento da mobilidade elétrica em Portugal, especialmente no que toca à eletrificação de frotas de pesados e à criação de hubs de carregamento.

O impacto nas frotas de uso intensivo é outra preocupação levantada. A UVE e a ZERO alertam para o potencial impacto negativo da eliminação do modelo de Detentor de Ponto de Carregamento, que consideram vital para empresas com grandes volumes de quilometragem elétrica. “A sua descontinuação pode gerar incertezas nos investimentos e comprometer a transição elétrica das frotas, criando instabilidade num setor em rápido crescimento”, afirmam.

As associações apelam a uma análise cuidadosa das respostas à consulta pública e defendem que não deve haver precipitação na elaboração e aprovação do documento final. “É essencial que não haja precipitação na elaboração e aprovação desse documento, permitindo o seu aprimoramento de forma a atender às preocupações e sugestões levantadas por todos os intervenientes no setor”, defendem. A UVE e a ZERO sublinham a importância de manter a qualidade e a disponibilidade da informação sobre a rede de carregamento, que referem como “uma das melhores do mundo”.

A dialética hegeliana é marcante, consistindo num processo de desenvolvimento do pensamento e a realidade através de três etapas:

– A tese: afirmação inicial;

– A antítese: a negação;

– A síntese: a resolução do conflito entre ambas, resultando em nova tese.

Tentarei exemplificar:

– Tese: a liberdade de expressão é o valor mais importante e deve ser preservado a todo o custo;

– Antítese: a liberdade deve ser limitada para evitar discursos de ódio e respeitar a vida em sociedade;

– Síntese: a liberdade de expressão é essencial para uma sociedade de direito democrático, porém deve respeitar direitos relativos à integridade moral das pessoas, como a honra e a reputação, consoante contexto, autor e destinatário.

Se uma tese ou uma síntese contém afirmações incorretas, é necessária uma nova proposição para tentar corrigir eventuais lapsos e integrar aspetos válidos para a síntese.

De acordo com a divisão efetuada por Montesquieu:

– O poder executivo tem como função governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo fielmente a lei e propondo alterações, gerir a política externa, assegurar a defesa nacional, elaborar e executar orçamento do governo, gerir finanças públicas, supervisionar e gerir serviços públicos e administração do Estado bem como regular e supervisionar diversas atividades económicas (mais haveria por dizer, mas convém evidenciar que a sua legitimidade resulta do voto).

– O poder judicial interpreta e aplica as leis em casos concretos, assegurando a Justiça de acordo com a lei em vigor, seja na resolução de conflitos, fiscalização de constitucionalidade e proteção de direitos fundamentais.

Em Portugal, a Constituição da República refere expressamente que, “ao Ministério Público, compete representar o Estado e defender os interesses que a lei determinar, bem como, nos termos da lei, participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exercer a ação penal orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática”.

Da conjunção deste princípio e norma constitucional, resulta que:

– Não é possível nem desejável o Ministério Público governar;

– O Ministério Pública não pode ser eleito,  pelo que não é vencedor nem perdedor em qualquer tipo de eleições.

A judicialização da vida política é tão antiga como a própria Pólis. Já no tempo dos romanos a Justitia era utilizada para afastar rivais. Porém, no contexto atual, não nos podemos perder em distrações – o Ministério Público não pode ser arma de arremesso a favor ou contra qualquer tipo de discurso, pessoa ou opção política. 

Espero que alguém, com melhor capacidade de arguição consiga explicar à sociedade civil a relevância da temática. Hegel já não pode ir à Madeira…

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

A Exame Informática foi conhecer POD- Point of Disruption, uma novidade da consultora global de negócio e tecnologia, NTT DATA. Trata-se de um laboratório de inovação, instalado nos espaços de trabalho da companhia, em Lisboa, que pretende inspirar as organizações a adotarem soluções suportadas por Inteligência Artificial (IA) e tecnologias emergentes. Integrado na rede internacional de laboratórios digitais da NTT DATA, este espaço é um reflexo da aposta da companhia na investigação e desenvolvimento de soluções de base tecnológica.

Cocriação de soluções transformadoras

Como o nome indica, o POD posiciona-se como um ponto de partida para as organizações construírem o futuro com tecnologia. Ali, os decisores têm acesso a um conjunto de casos de uso que podem ser experimentados para inspirar novas abordagens aos desafios de negócio. É um espaço imersivo, dedicado à inovação e a tecnologias emergentes, como a IA e GenAI, no qual a NTT DATA dá aos seus clientes a possibilidade de desenharem e cocriarem soluções transformadoras de negócio.

Orientado para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial, inclui ainda tecnologias inovadoras como Internet of Things, Extended Reality e Metaverse.

Recentemente, um estudo da Forrester deu conta de que oito em cada 10 líderes entendem que a colaboração com parceiros tecnológicos facilita a adoção de IA generativa em escala, demonstrando a relevância de estruturas como o POD – Point of Disruption para promover a democratização desta tecnologia.

Futuro digital sustentável

A NTT DATA é parte integrante do Grupo NTT, sedeado em Tóquio, e é uma consultora global de negócio e tecnologia com receitas de aproximadamente 30  mil milhões de  dólares resultantes da prestação de serviços a 75% das empresas do Fortune Global 100.

Anualmente, investe cerca de 3,6 mil milhões de dólares  em I&D, de modo a apoiar as organizações e a sociedade a avançar com confiança e de forma sustentável para o futuro digital.
Enquanto Global Top Employer, distinção atribuída à empresa no início de 2025 e que certifica as boas práticas em matéria de RH, conta com especialistas em várias áreas e em mais de 50 países, a que se soma um vasto ecossistema de parceiros e startups.

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