A substituição do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras) pela AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) foi uma decisão do anterior governo do PS que tinha como objetivo modernizar e humanizar os serviços de imigração em Portugal. No entanto, a realidade tem demonstrado uma transição repleta de problemas e insatisfações. Desde outubro de 2023, quando a AIMA iniciou funções, as reclamações têm sido uma constante e os números são alarmantes.

De acordo com dados recentes do Portal da Queixa, a AIMA acumulou mais de mil reclamações desde a sua criação, só nesta plataforma. Somente no primeiro quadrimestre de 2024, registaram-se mais de 750 reclamações e no período em que o novo Governo do PSD assumiu funções (de 2 de abril a 2 de maio) forma mais de 200 as queixas apresentadas. A maioria das reclamações centra-se na demora dos processos, uma questão que continua a atormentar os cidadãos estrangeiros que procuram uma vida melhor em Portugal.

As reclamações destacam-se pela sua diversidade geográfica e demográfica. Os principais reclamantes são cidadãos de nacionalidade brasileira, angolana e nepalesa, com uma faixa etária predominantemente entre os 25 e os 45 anos. Estes dados são um indicativo claro de que a AIMA não está a cumprir o seu propósito de proporcionar um serviço eficiente e humanizado, tal como referiu a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, que assegurou que o novo Governo do PSD está empenhado em resolver estes problemas o mais rapidamente possível, referindo que a situação da AIMA é “uma questão humana” que deve preocupar todos. No entanto, as palavras da ministra contrastam com a realidade enfrentada pelos imigrantes, que continuam a sofrer com a ineficiência e burocracia dos serviços.

Os problemas informáticos que afetaram o sistema de controlo de fronteiras nos últimos dias, conforme noticiado, apenas agravaram a situação. A paralisação dos serviços no Data Center da AIMA demonstra uma grave falta de preparação e organização. Estes incidentes refletem uma falha estrutural na implementação da nova agência, que deveria ser a solução para as deficiências do SEF, mas acabou por se tornar numa nova fonte de problemas.

Por outro lado, a oposição, liderada pelo partido Chega, já classificou a AIMA como um fracasso e pediu o regresso do SEF. Embora seja necessário evitar uma visão simplista e reacionária, é indiscutível que a transição para a AIMA foi mal-executada e os resultados são desastrosos.

Para além dos problemas intrínsecos à AIMA, o grande problema continua a residir na enorme burocracia que caracteriza o país. O IRN (Instituto dos Registos e do Notariado), que ficou com parte da responsabilidade de gerir as centenas de milhares de processos herdados do SEF, tem-se mostrado incapaz de lidar com o volume e complexidade dos mesmos. Esta transferência de responsabilidades não resolveu a questão, apenas a deslocou, perpetuando os atrasos e a frustração dos utentes.

A imagem que Portugal está a transmitir ao exterior é de um país incapaz de acolher e integrar adequadamente os imigrantes. Esta falta de organização e resposta por parte dos serviços públicos não só prejudica aqueles que vêm em busca de uma vida melhor, mas também denigre a reputação internacional de Portugal.

Em suma, a mudança do SEF para a AIMA, prometida como uma melhoria significativa, revelou-se um verdadeiro desastre. A burocracia excessiva, os atrasos intermináveis e a falta de resposta eficiente são questões que não podem ser ignoradas. O Governo deve tomar medidas urgentes para corrigir estas falhas e garantir que a dignidade e os direitos dos imigrantes sejam respeitados.

No entanto, é crucial refletir sobre a incapacidade deste novo governo em resolver o problema da imigração de uma vez por todas. Apesar das promessas e do empenho declarado, a falta de ação eficaz continua a ser um entrave significativo.

O futuro da política de imigração em Portugal depende da capacidade de aprender com estes erros e de implementar soluções verdadeiramente eficazes e humanizadas. A confiança dos cidadãos, nacionais e estrangeiros, na capacidade do Estado de gerir estas questões está em jogo, e é urgente que se adotem medidas que transformem esta realidade caótica num sistema que funcione para todos.

Todos os partidos, à exceção do Chega, votaram contra, pondo termo definitivamente à proposta de André Ventura para abrir um processo contra Marcelo Rebelo de Sousa por traição à pátria.

A iniciativa teve apenas 50 votos favoráveis, precisamente o número de deputados do partido liderado por André Ventura.

Todos os restantes partidos (PS, PSD, CDS-PP, IL, BE, PCP, Livre e PAN) recusaram a proposta, tendo-se registado 164 votos contra.

Para avançar, seriam necessários os votos favoráveis de pelo menos dois terços dos deputados em efetividade de funções, ou seja, 154.

FM // JPS

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“A audiência está prevista para 18 de maio”, declarou uma porta-voz do tribunal de Pezinok, em comunicado, acrescentando que o Ministério Público tinha pedido a detenção do suspeito, acusado de tentativa de homicídio premeditado.

O primeiro-ministro da Eslováquia foi submetido a uma nova cirurgia e continua em estado grave, anunciou hoje o ministro da Defesa, Robert Kalinak.

“Foi submetido a uma operação que durou quase duas horas”, disse Kalinak durante uma conferência de imprensa no hospital de Banska Bystrica (centro da Eslováquia).

“O seu estado é ainda muito grave. É provável que sejam necessários alguns dias para ver como as coisas evoluem”, acrescentou, citado pela agência francesa AFP.

Robert Fico, 59 anos, foi atingido na quarta-feira com vários tiros à saída de uma reunião do Governo na cidade de Handlová por um homem de 71 anos que justificou o ataque com o facto de não gostar das políticas do executivo.

PL (PNG)// SCA

Lusa/Fim

O VOLT Live é um programa/podcast semanal sobre mobilidade elétrica feito em parceria com a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE).

Neste episódio falamos com Pedro Luz da Ayvens, empresa conhecida anteriormente por Leaseplan, para percebermos se os carros elétricos são a melhor opção para as empresas.

Analisamos ainda a atualidade, com destaque para a próxima edição do Encontro Nacional de Veículos Elétricos, o mau desempenho da Toyota na transição energética, a chegada de novos Mini Cooper elétricos e a expansão da rede de postos de carregamento ultrarrápido.

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Na informação, o Estado Universitário de Lisboa (EULisboa) precisa que os resultados foram positivos em alguns dos balneários dos Pavilhões 1 e 3 e balneários do Rugby, tendo por isso decidido manter suspensa a utilização dos chuveiros nestes espaços.

A instituição prevê que a situação esteja resolvida até meados de junho, tempo necessário para adotar novos procedimentos e até ter “três resultados negativos sucessivos, tal como é determinado pelas entidades de saúde competentes”.

Na informação, assinada pelo presidente do EULisboa, João Roquette, a instituição esclarece que os referidos balneários se mantêm abertos para os utentes se poderem equipar ou trocarem de roupa, assegurando que não há “quaisquer riscos de saúde pública na sua utilização, estando unicamente suspensa a utilização dos respetivos chuveiros cujo acesso se mantém interdito para banhos”.

Como alternativa os utentes destes balneários podem continuar a tomar banho nos balneários do piso 1 do Complexo de Piscinas, adianta a direção do Estádio Universitário, que pede desculpa “pelo incómodo causado” e compromete-se “a manter os seus utentes informados sobre a resolução desta situação”.

Os utentes já tinha recebido um email no dia 08 de março a informar que tinha sido detetada a presença de legionella nos balneários do Pavilhão 1, tendo suspendido de imediato a utilização dos chuveiros destes balneários, “de forma poderem ser efetuados os procedimentos de desinfeção térmica e química recomendados pelas entidades de saúde competentes”.

Mais tarde, no dia 08 de abril, o EULisboa informava que os resultados das análises à legionella efetuadas em 26 de março de 2024 tinham sido todos negativos.

“De qualquer forma, teremos de manter a suspensão da utilização dos chuveiros dos balneários dos Pavilhões 1 e 3, Academia de Fitness e balneários do Rugby, até termos três resultados negativos sucessivos, tal como é determinado pelas entidades de saúde competentes”, referia na ocasião.

HN // ZO

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A presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), Ana Vasques, apresentou esta sexta-feira a demissão à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social por entender que o atual Governo demonstrou “falta de confiança”, na sequência da questão da retenção do IRS nas pensões.

Na carta enviada à ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, a que a Lusa teve acesso, a presidente do Instituto da segurança Social afirma que tomou a decisão de se demitir depois da “posição pública assumida pelo Governo a propósito dos acertos à retenção na fonte de IRS das pensões pagas pelo ISS no mês de abril e maio”.

Em causa, estão acertos na retenção na fonte realizados pela Segurança Social nas prestações de abril e maio e que afetaram 328 mil pensionistas. Os pensionistas receberam mais ou menos para compensar os descontos de janeiro, mês em que ainda não tinha sido aplicada a nova tabela de retenção na fonte. Os reformados com menor prestação manifestaram-se indignados.

Em comunicado, publicado no dia 29 de abril, a Segurança Social explicou que “procedeu a acertos na retenção de IRS nas pensões de abril e maio a 328 mil pensionistas, com o objetivo de corrigir as retenções de IRS efetuadas no mês de janeiro de 2024”. O Governo chegou a referir que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho tinha reunido com Ana Vasques, apenas sete dias antes de divulgado este comunicado, mas que a dirigente nada referiu sobre o assunto.

O Executivo de Luís Montenegro não ficou satisfeito com as explicações, mostrando-se “surpreendido” com a ação. “Foi com estupefação que o Governo teve conhecimento de que o Instituto da Segurança Social procedeu a um acerto do valor das pensões pagas em abril, por força da alteração das tabelas de retenção na fonte de IRS”, declarou o Ministério do Trabalho, numa nota enviada à comunicação social.

O gabinete de Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu que a medida foi processada depois das legislativas, mas esclareceu que a situação resultou “exclusivamente de orientação política do Governo do Partido Socialista“. O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foi ainda mais longe, acusando o anterior Executivo de ter decidido “dar uma ideia artificial de aumento aos pensionistas com menos retenção de IRS para vir depois fazer-se este acerto, após as eleições, no período de transição”.

“O povo de Gaza continua a ser deslocado à força. Desde o início da ofensiva militar contra Rafah em 06 de maio, uma cidade situada na fronteira da Faixa de Gaza e o Egito, mais de 630.000 pessoas foram forçadas a abandonar a zona”, afirmou a UNRWA na rede social X, acrescentando que “muitos procuraram refúgio em Deir al-Balah, agora insuportavelmente apinhada de pessoas em más condições”.

Israel intensificou os seus ataques contra Rafah durante os últimos dias, numa ação descrita pelo ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, como uma “operação precisa” contra “batalhões” do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Na cidade encontravam-se 1,4 milhões de pessoas antes do recrudescimento da ofensiva, na maioria deslocados de outras zonas do enclave palestiniano.

A ofensiva contra Rafah também implicou o controlo do lado palestiniano da passagem fronteiriça com o Egito, implicando a interrupção das operações de ajuda, o que intensificou a já grave crise humanitária no enclave devido à quase total ausência de fornecimentos após vários meses de guerra.

A ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza provocou mais de 35 mil mortos e perto de 80.000 feridos em sete meses, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas desde 2007.

O atual conflito foi desencadeado por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, de acordo com as autoridades israelitas.

PCR // SCA

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O exoplaneta WASP-193 b tem 1,5 vezes o tamanho de Júpiter, mas apenas um décimo da massa deste planeta, sendo o segundo mais leve a ser descoberto, numa lista que já tem mais de 5400 registos. Apenas o exoplaneta Kepler 51 d se destaca por ser mais leve. O WASP-193 b está na órbita de uma estrela a uma distância 0,07 vezes a distância da Terra ao Sol, a mais de 1200 anos-luz do nosso planeta, completando uma órbita em apenas 6,2 dias terrestres.

“Descobrir estes gigantes com uma densidade tão pequena é muito, muito raro”, conta Khalid Barkaoui, do MIT, revelando que o WASP é um casos extremos da classe de planetas conhecidos por ‘puffy Jupiter’.

A descoberta deste exoplaneta foi possível com recurso ao Wide Angle Search for Planets (WASP), que consiste em dois observatórios robotizados e telescópios, um no hemisfério norte e outro no hemisfério sul, explica o Space.com.

O cálculo da massa do planeta foi feito com a observação do efeito gravitacional que exerce sobre a sua estrela, com a magnitude desta distorção a permitir aferir a massa. “Geralmente, os planetas grandes são fáceis de detetar porque são massivos e levam a um grande efeito puxão nas estrelas. O que foi difícil neste planeta foi que, mesmo sendo grande, a sua massa e densidade eram tão baixas que se tornou difícil de detetar com a técnica da velocidade radial”, revelam Julien de Wit, professor assistente no MIT.

A equipa necessitou de analisar quatro anos de observações do WASP para conseguir fazer esta descoberta. “Não conseguimos explicar como este planeta se formou baseando-nos nos modelos clássicos de evolução”, assume Francisco Pozuelos, investigador do Instituto de Astrofísica da Andaluzia.

Na Terra, a densidade é de 5,5 gramas por centímetro cúbico, em Júpiter desce para as 1,3 gramas e no WASP-193 b é de apenas 0,05 gramas por centímetro cúbico. “O planeta é tão leve que é difícil pensar em material sólido análogo. A razão pela qual dizemos que é parecido com algodão doce é porque ambos são feitos maioritariamente de gases leves em vez de sólidos. Este planeta é, basicamente, super-fofo”, explica Barkaoui.

A equipa vai continuar a investigar este exoplaneta, para descobrir mais sobre a sua composição e outras características.

Anton e James Peraire-Bueno têm 24 e 28 anos, respetivamente, e enfrentam queixas de fraude e de lavagem de dinheiro, depois de terem roubado 25 milhões de dólares (cerca de 23 milhões de euros ao câmbio atual) em Ethereum e em pouco segundos. A procuradora-geral americana deste caso, Lisa Monaco, afirma que “os irmãos Peraire-Bueno roubaram 25 milhões de dólares em criptomoeda Ethereum através de um esquema avançado, tecnologicamente sofisticado, que gisaram durante meses e executaram em segundos”.

As autoridades acreditam que os cibercriminosos tiraram partido de capacidades especializadas que desenvolveram enquanto frequentaram “uma das universidades mais prestigiadas do mundo”, referindo-se ao MIT. Os irmãos estudaram aí matemática e ciência informática, apreendendo conhecimentos que terão sido fundamentais para o golpe, feito em abril de 2023.

As autoridades acusam-nos de terem roubado Ethereum de comerciantes ao ganhar acesso de forma fraudulenta a transações privadas pendentes e mudando-as, para ficaram com as criptomoedas, explica a BBC.

Depois de terem sido confrontados por representantes da Ethereum, os irmãos recusaram devolver os fundos e avançaram com o esquema para lavar o dinheiro e esconder os proveitos. Agora, enfrentam uma possível pena de prisão de 20 anos, se forem considerados culpados.