Sem qualquer controlo de idade, foram encontradas várias armas à venda na aplicação chinesa Temu. O alerta foi dado pela organização de defesa ao consumidor “Which?”, no Reino Unido, com alguns consumidores a revelarem ter comprado facas na popular aplicação de compras por cerca de cinco euros.
Da lista de armas disponíveis na aplicação fazem parte vários tipos facas, machados e bastões cujo porte é ilegal no Reino Unido – sendo a sua posse punível com pena de prisão. O grupo “Which?” apela agora à aplicação que reforce os controlos de restrição de idade e remova os artigos perigosos colocados à venda. “Os problemas com os produtos perigosos só vão piorar se os novos gigantes da tecnologia, como a Temu, continuarem a ter padrões mais fracos do que o comércio de rua. O mercado online tem de melhorar os seus processos de controlo, monitorização e retirada de produtos e garantir que os vendedores não possam listar estes artigos perigosos, em especial para os jovens com menos de 18 anos”, defende Sue Davies, diretora de proteção dos consumidores da “Which?”.
A Temu, de origem chinesa, é uma aplicação de compras online, lançada em setembro de 2022, que rapidamente se tornou uma das mais populares do mundo, rivalizando com a também popular Shein. Os baixos preços e forte marketing feito através das redes sociais, como o TikTok ou Instagram, tem expandido a plataforma que já é uma das mais descarregadas do mundo – com cerca de 38,8 milhões de downloads até à data.
A plataforma já se pronunciou pelo assunto, assumindo o erro e prometendo retirar de circulação todos os produtos considerados perigosos. “A Temu está empenhada em cumprir integralmente as regras e regulamentos relevantes em todos os mercados em que opera e leva muito a sério todos os relatórios de violações. Depois de recebermos uma queixa de uma pessoa com menos de 18 anos que comprou um artigo com lâmina na nossa plataforma, removemos imediatamente todas as listagens de produtos relacionados. Também iniciámos uma investigação abrangente e uma revisão dos nossos processos para reforçar ainda mais as nossas salvaguardas e evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer”, explicou um porta-voz da Temu.