O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, sublinha determinação em continuar a ofensiva na Faixa de Gaza, após os intensos ataques aéreos do exército israelita na Cidade de Gaza e arredores durante esta noite.
“Gaza está em chamas. As Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] estão a atacar com punho de ferro as infraestruturas terroristas”, disse o ministro, acrescentando, na rede social X, que “os soldados [das IDF] estão a lutar bravamente para criar as condições necessárias para a libertação dos reféns e a derrota do [movimento islamita palestiniano] Hamas”.
“Não cederemos nem recuaremos até que a missão esteja concluída”, garantiu.
O Exército israelita lançou na segunda-feira à noite uma série de intensos ataques aéreos contra a Cidade de Gaza, enquanto os seus tanques avançam lentamente em direção para uma invasão terrestre da capital, segundo informaram fontes locais.
Os ataques mataram pelo menos quatro pessoas no sul da Cidade de Gaza e pelo menos outras oito no norte da capital do enclave, ferindo mais de 40, segundo o jornal Filastin, controlado pelo Hamas.
As forças israelitas estão a atacar com dureza a cidade, já sitiada, com helicópteros, drones e robots carregados de explosivos, enquanto as suas tropas vão ganhando terreno em diferentes zonas em redor da urbe, especialmente pelo noroeste, descrevem fontes à agência de notícias espanhola EFE.
Nessa zona, os tanques israelitas vão avançando e recuando para ganhar terreno pouco a pouco, indicaram as mesmas fontes, embora não seja claro se conseguiram cruzar os limites da cidade.
“Relatos de fortes ataques aéreos israelitas no noroeste da Cidade de Gaza surgem enquanto se aproxima uma operação terrestre”, informou o jornal israelita Times Of Israel.
Já o jornal Haaretz afirmou que “milhares [de pessoas] fogem de Gaza enquanto as Forças de Defesa de Israel, realizam extensos ataques.
Estima-se que na cidade restem pelo menos 650 mil pessoas – segundo os últimos números do Exército israelita – de cerca de um milhão que viviam naquela em meados de agosto, quando Israel anunciou a sua intenção de invadir a capital.