Os jurados estavam reunidos num tribunal da cidade de Minneapolis e deliberaram que Derek Chauvin é culpado de todas as acusações. O polícia, de 45 anos, é acusado de homicídio em segundo e terceiro graus e homicídio involuntário, pela morte de George Floyd, que o agente deteve por um crime menor, em 25 de maio do ano passado. Floyd foi declarado morto após o ex-polícia ter pressionado o joelho contra o seu pescoço durante cerca de nove minutos.
Já esta tarde, o Presidente dos EUA, Joe Biden, considerou as provas “esmagadoras”. “Rezo para que o veredito seja justo. Na minha opinião, é esmagador. Eu não diria isto se o júri não se tivesse já retirado para deliberar”, disse Biden, em declarações na Casa Branca, acrescentando que percebe a “angústia” enquanto se espera por uma sentença.
Minutos antes, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, tinha informado que o Presidente falara com a família do afro-americano morto por um agente, em Minneapolis, em maio passado, depois de ter sido asfixiado enquanto estava sob escolta policial.
“O Presidente Biden falou ontem (segunda-feira) com familiares de George Floyd para ouvi-los e dizer-lhe que está a rezar por eles”, disse Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca, numa mensagem na rede social Twitter.
A morte de Floyd, capturada num vídeo amplamente divulgado nos ‘media’ e nas redes sociais, provocou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial e o julgamento de Chauvin, em Minneapolis, decorre sob um forte dispositivo de segurança, especialmente depois da recente morte de um jovem negro abatido a tiro por um outro agente policial.
com Lusa