As conversas em surdina nos bastidores e os aplausos tímidos à primeira declaração oficial (do diretor de campanha, Emídio Guerreiro, a elogiar a descida da abstenção), pelas 19h30, já davam a entender que a noite não arrancaria com champanhe, o que se confirmou meia hora mais tarde, quando todas as projeções das televisões avançaram com um empate técnico, mas com o PS ligeiramente à frente (entre 0,3% e 1,7%).
Na sede de campanha da AD, no Hotel EPIC Sana Marquês, no centro de Lisboa, o ambiente é de calma ansiedade. A única reação dos poucos apoiantes que chegaram a tempo de apanhar as projeções foram olhares inexpressivos e o silêncio absoluto de quem se prepara para uma longa noite de nervos, sabendo que parte em desvantagem. Há quem esteja literalmente a roer as unhas, enquanto olha para os ecrãs.
Às 21h, ainda não aparecera ninguém com uma reação oficial aos resultados.
Seja qual for o resultado, é certo que Luís Montenegro não vai acompanhar Macron, que já anunciou a dissolução da Assembleia Nacional francesa e a convocação de eleições: quando, à entrada na sede de campanha da AD, pelas 19h, os jornalistas lhe perguntaram se a demissão estava em cima da mesa, em caso de derrota, a resposta foi “isso é mesmo para rir”.