Everjets
Cartéis, esquemas e estado dos helicópteros. Os "negócios do fogo" revelados nesta entrevista
O presidente da empresa que gere a maior frota aérea a combater incêndios no País revela, em entrevista à VISÃO, o que sabe sobre os negócios do fogo. Ricardo Dias diz que Portugal sempre funcionou “num esquema de consórcio cartelizado” e que o Estado andou a pagar 20% a 30% mais porque as empresas se juntavam e “faziam o que queriam”
Negócio dos Kamov custou 348 milhões de euros… e uma cabeça
O Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) demitiu-se na sequência do relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre os helicópteros Kamov. Esse documento, classificado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) como “reservado”, foi enviado para o Ministério Público. Foram detetadas violações graves de deveres no processo de transferência de seis Kamov para a empresa Everjets – com enormes custos para o Estado, mas também na gestão da extinção da Empresa de Meios Aéreos (EMA), apurou a VISÃO
Cada hora de voo de um Kamov custou 35 mil euros
O negócio dos helicópteros de combate aos incêndios já vai numa fatura de pelo menos 348 milhões de euros, 17 vezes mais do que se investe anualmente na prevenção dos incêndios. Apesar do investimento, só três estão a voar. Para onde foi o dinheiro?
Macedo recebeu de empresa beneficiada no concurso dos helicópteros
Macedo enviou caderno de encargos do concurso público dos helicópteros para Jaime Gomes, que por sua vez tinha relações empresariais com empresa que viria a ser subcontratada pela Everjets (que viria a vencer o concurso). Essa empresa intermediária, a Fitonovo, também já tinha tido relações comerciais com a JMF, empresa de que Miguel Macedo foi sócio e da qual terá recebido pelo menos 7 mil euros