É que é muito fácil perder Malta de vista: afinal, com o mundo inteiro para desbravar, a tendência é deixar para depois o que está mesmo aqui ao lado. Aqui entre nós: sabia que não precisa de sujeitar-se a muitas horas dentro de um avião para encontrar o paraíso?

Com mais de sete mil anos de história, o arquipélago de Malta é um tesouro escondido em águas mediterrâneas. Basta uma viagem de três horas para aterrar naquele que é considerado um dos destinos com melhor clima da Europa. Com 315 quilómetros quadrados – três vezes o tamanho de Lisboa -, pode muito bem ser o destino perfeito que procura para este as próximas férias Eis 7 razões para colocar Malta na lista de países a não perder.


1. História, história, história

Vista aérea de Mdina, uma das principais cidades maltesas

Pela sua localização geográfica, Malta sempre teve muita importância estratégica. Este país – que alcançou a sua independência do Reino Unido, em 1964 -, a ilha foi disputada por muitas potências: desde fenícios, gregos, romanos, bizantinos, depois vieram os árabes, os normandos, os aragoneses.

Os espanhóis Habsburgos também colocaram aqui um pézinho, os famosíssimos Cavaleiros de São João, depois os franceses e finalmente os britânicos. Uf! Consegue imaginar a influência (e riqueza) de tantos povos diferentes, num território tão pequeno?

Além disso, e com uma herança católica de muitos séculos, não ficará surpreendido se lhe dissermos que Malta é casa de mais de 300 igrejas, o que a torna uma das nações do mundo com mais lugares de culto católico do mundo. Não só pelas belíssimas igrejas mas por reunir, até ao momento, três locais que fazem parte do Património Mundial da UNESCO: Ħal Saflieni Hypogeum, cidade de La Valletta e os Templos Megalíticos de Malta.

Faça check:

  • La Valletta;
  • Mdina;
  • Sliema;
  • e a belíssima aldeia de pescadores Marsaxlokk.

2. Uma capital de contrastes

A capital La Valletta

Considerada em 2018 Capital Europeia da Cultura, La Valletta é uma cidade-fortaleza imperdível. Capaz de cativar qualquer viajante, o contraste entre a cor ocre dos edifícios e o azul do Mediterraâneo, é o ponto de partida para descobrir os recantos de uma cidade repleta de históra e resiliência. Sem dúvida que uma das melhores formas de percorrer a cidade é fazê-lo a pé, deixando que cada momento oriente o próximo passo; aqui, onde o passado se funde com o presente, há muito por conhecer.

Fundada pelos Cavaleiros da Ordem de Malta, no século XVI, La Valletta sobreviveu ao tempo e às suas intempéries – terramotos, invasões -, mantendo até hoje o seu aspeto original: ruas e fachadas de pedra, varandinhas de ferro e pátios escondidos.

Faça check:

  • Cocatedral de São João;
  • Palácio do Grão Mestre;
  • Panorâmica da cidade perto da Praça de São Jorge, Upper e Lower Barrakka Gardens;
  • Casa Rocca Piccola – o único palácio habitado da cidade.

3. Autenticidade digna de filme em Gozo

Victoria (ou Rabat), a antiga cidade fortificada de Gozo, é um dos ex-líbris de Malta

É na ilha de Gozo que podemos mergulhar na autêntica cultura e história maltesas, num território praticamente intacto. As ruas estreitas de Victoria, a antiga cidade fortificada, as suas fortelezas e as aldeias pitorescas fazem desta uma paragem imperdível numa visita ao arquipélago de Malta.

É em Gozo que vai encontrar as falésias de Dwejra, de uma beleza natural impressionante, e um dos cenários da mítica série televisiva A Guerra dos Tronos. Ou o Templo de Ggantija, construído há 5000 anos, que nos leva numa viagem ao passado e a imaginar a vida dos primeiros habitantes da ilha.

Faça check:

  • Cidadela Victoria (ou Rabat);
  • Catedral da Assunção.

4. Atividades náuticas em águas cristalinas

Caiaque, mergulho ou windsurf são algumas dos desportos náuticos que pode desfrutar na água azul-turquesa de Malta.

Para os apaixonados das atividades náuticas, as Ilhas Maltesas – Malta, Gozo e Comino – são também sinónimo de pequenos paraísos. Descubra a riqueza marinha do arquipélago nas suas águas cristalinas com um mergulho mais profundo ou numa sessão de snorkeling à superfície. Ou então explore, sem pressas, as várias ilhas num barco à vela ou de caiaque e descubra grutas escondidas, a piscina natural mais famosa de Malta – St. Peters Pool – e uma das praias mais bonitas do arquipélago, a Lagoa Azul.

Para quem prefere um pouco mais de adrenalina, tem à sua espera um rol de desportos náuticos como windsurf, jetski, SUP ou, para os mais ousados, o subwing.

Faça check:

  • Experimente “voar” debaixo de água com o subwing;
  • Mergulhe no Blue Hole, na Ilha de Gozo;
  • Visite de caiaque a bonita Gruta Azul a sul da ilha de Malta ou a piscina natural St. Peters Pool.

5. Riqueza cultural o ano todo

Antes de rumar a Malta, consulte a agenda de eventos e enriqueça a viagem com experiências culturais, da música à arte.

Arte, música, gastronomia, competições desportivas… O programa cultural de Malta é extenso e eclético, enriquecendo os dias passados no arquilélogo.

Até ao final de 2024, será palco de importantes eventos que juntam história e contemporaneidade, como é o caso da Bienal de Arte, que se realiza a cada dois anos, ou o Festival Internacional de Gastronomia. Um festival de jazz, um festival de luzes de rua e uma das regatas mais competitivas do mundo da vela são outros pontos altos da oferta cultural anual de Malta.

Faça check:

  • Primeira Bienal de Arte (ainda a decorrer em maio);
  • Festival Internacional de Gastronomia de Malta (de 8 a 14 de julho);
  • Festival “Mdina Night of Lights” (de 12 a 15 de julho);
  • Rolex Middle Sea Race 2024 (outubro);
  •  Valletta Baroque Festival (janeiro).

6. Deixe-se encantar por paisagens únicas

Suba até aos Penhascos de Mtahleb, um dos cenários de gravação da mítica série A Guerra dos Tronos.

Malta é por excelência um dos destinos europeus com maior potencial de atividades para fazer ao ar livre durante todo o ano, muito graças aos mais de 300 dias de sol, mas não só.

Além dos desportos aquáticos, dá a possibilidade de fazer caminhadas com paisagens deslumbrantes, meditar ou fazer sessões de ioga no exterior, ao som do suave bater das ondas do mar.

Aproveite para conhecer o Caminho maltês de Santiago, a nova rota de peregrinação com mais de 1000 anos de história que liga Santiago de Compostela a Malta. Com ponto de partida na Gruta de São Paulo, em Mdina, a etapa irá guiá-lo por aldeias que remontam aos séculos XVI e XVII até ao Forte de Santo Ângelo, seguindo-se depois uma viagem de barco até Sicília, ligando o Caminho Italiano, o Catalão e o Francês.

Faça check:

  • Percorra o Circuito em redor da Ilha de Comino, que começa em Imġarr
  • O Caminho maltês de Santiago;
  • Ou a Rota das Torres de Vigia de Marfa.

7. Iguarias sem fim

Na pequena vila de pescadores Marsaxlokk, os produtos frescos de mar são irresistíveis.

A última razão para não perder Malta de vista? Ter a possibilidade de explorar as suas iguarias gastronómicas. Trata-se de uma das cozinhas mais variadas do mundo, com muitas influências britânicas, árabes e turcas. Aqui o queijo, o tomate e o azeite são os reis da maioria dos pratos, pela sua utilização regular.

Entre numa pastizzeria e experimente os famosos pastizzi, de origem turca, para um pequeno-almoço completo e reforçado (uma espécie de empada folhada com ricotta e carne). Obrigatório também é provar o coelho assado maltês – Stuffat tal-fenek – que se tornou um dos pratos de assinatura da ilha, e o lampuki, um peixe típico que se encontra nas águas de Malta.

Faça check:

Em La Valletta, procure o Mercado gastronómico Is-Suq tal-Belt, onde terá muito por onde escolher; e em Marsaxlokk, uma pequena aldeia de pescadores com muito charme, arrisque no peixe e nos produtos frescos de mar.

  • Timpana, uma pequena quiche de massa;
  • Empada Pastizzi;
  • Tarde de peixe maltesa Tal-Lampuki;
  • Stuffat tal-fenek, ensopado de carne de coelho.

Os dados estão lançados. Este ano, faça check em Malta e encontre um paraíso no Mediterrâneo a três horas de distância.

Palavras-chave:

O incidente no debate setorial com o ministro das Infraestruturas e Habitação começou com uma intervenção do líder do Chega, André Ventura, que, ao questionar os dez anos previstos para a construção do novo aeroporto, disse o seguinte: “Podemos ser muito melhores que os turcos, que os chineses, que os albaneses, vamos ter um aeroporto em cinco anos”.

De imediato, o líder parlamentar do BE, Fabian Figueiredo, pediu a palavra para defender que “atribuir características e estereótipos a um povo não deve ter espaço no debate democrático da Assembleia da República”.

Na resposta, o presidente da Assembleia da República disse discordar desta visão.

“Não concordo, porque o debate democrático é cada um poder exprimir-se exatamente como quer fazê-lo. Na opinião do presidente da Assembleia, os trabalhos estão a ser conduzidos assegurando a livre expressão de todos os deputados, não tem a ver com o que penso pessoalmente, não serei eu o censor de nenhum dos deputados”, afirmou.

A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, pediu também a palavra para questionar “se uma determinada bancada disser que uma determinada raça ou etnia é mais burra ou preguiçosa também pode”.

“No meu entender, pode. A liberdade de expressão está constitucionalmente consagrada. A avaliação do discurso político que seja feita aqui nesta casa será feita pelo povo em eleições”, respondeu o presidente da Assembleia da República.

Aguiar-Branco propôs que “se houver alguém que acha que deve ser feita censura à intervenção dos deputados recorre da decisão do presidente da Assembleia”.

“E aí o plenário é que fará a censura, não serei eu”, disse.

Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar do Livre, pediu a palavra para sublinhar que “o racismo é crime” e que o que é dito no parlamento “tem consequência direta na vida das pessoas”.

“Não vou dar continuidade a este tema, a Assembleia tem inúmeros mecanismos regimentais para exprimir a sua opinião. Uma coisa pode ter a certeza, não serei eu nunca a cercear a liberdade de expressão”, disse Aguiar-Branco, numa intervenção aplaudida de pé pela bancada do Chega.

SMA // ACL

Lusa/fim

Palavras-chave:

A empatia nas organizações não é tão simples quanto pode parecer à primeira vista. E não deve funcionar apenas de cima para baixo, mas também no sentido inverso, segundo Margarita Álvarez. A diretora do Human Age Institute España by Manpower Group referiu, num dos painéis da III Conferência Girl Talk, que “muitas vezes falamos que a empatia é colocarmo-nos no lugar do outro e pensamos que isso é possível”. No entanto, sublinhou, isso “não é possível”. E deu um exemplo: “Trabalho com prisões e não posso colocar-me nos sapatos do que vivem e do que viveram as pessoas. O que posso é escutar, tentar entender, respeitar e apoiar”. 

Na gestão de talento, a empatia pode ser essencial. “Se conhecer melhor, posso apoiar”, considerou Margarita Álvarez. E isso começa em coisas tão simples como ver os funcionários como pessoas e não como empregados. Margarita Álvarez deu o exemplo de uma grande tecnológica espanhola que, durante a pandemia, num inquérito sobre o clima organizacional percebeu que os funcionários não estavam satisfeitos. Isto apesar de ter fornecido aos trabalhadores durante o confinamento computadores, ecrãs mais confortáveis para a vista e almofadas ergonómicas para as cadeiras.  

No entanto, nos inquéritos, os trabalhadores responderam: “Enviaram-me tudo para que trabalhasse mais, mas ninguém me chamou para perguntar ‘como estão os teus pais, os teus filhos, como estás?’. Isto seria preocupares-te com a pessoa e não com o empregado. Seria empatizar com o ser humano, mas isso custa porque muitas vezes o dia-dia vai roubando esta parte mais humana de aproximação e de sentir”, disse a especialista.

Outro exemplo foi o de um grande banco. “uma das coisas que tivemos de fazer nos protocolos das reuniões comerciais de segunda-feira foi colocar por escrito que as reuniões começam com um ‘olá, como estás?’. E que se deixa um espaço para que a pessoa responda”. A conclusão não é que os gestores dessas organizações sejam más pessoas, mas sim que se “entra em dinâmicas em que não se dá conta da importância de perceber como está cada membro da minha equipa”.

Caminho da empatia não é só de cima para baixo

A discussão sobre empatia nas organizações costuma centrar-se no que os líderes podem fazer para a colocar em prática. Mas essa não é a única via. “Quando falamos de empatia, transparência e confiança pensamos sempre de cima para baixo, mas há um elemento que também é muito importante nas equipas que é o reconhecimento. E quando trabalhamos nisso nas equipas, muitos dizem: ‘O meu chefe não me reconhece’. E pergunto: ‘E tu? Quando foi a última vez que disse ao seu chefe que esteve bem?’ Nunca o dizemos, porque damos sempre por garantido que isto funciona de cima para baixo”. E acrescentou: “O posto de líder é muito solitário. É difícil e complicado. Essas pessoas também sofrem, separam-se, discutem…”

Margarita Álvarez defendeu que “um líder é aquele que te leva onde tu nunca chegarias sozinho, mas também tive de aprender pelo caminho que essa pessoa que me está a apoiar, que me está a empurrar, de vez em quando necessita algo de mim. Necessita que a escute, que a ouça. E essa parte é esquecida algumas vezes”. 

A III Conferência Girl Talk teve o patrocínio do Santander Portugal e o apoio da Van Zellers & Co.

“O calendário [da privatização da TAP] não está definido, mas deixe-me dizer-lhe senhora deputada: o processo está aberto, foi aberto pelo anterior Governo e este Governo não o fechou”, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na Assembleia da República, no debate sobre política setorial.

O governante respondia a questões da deputada da Iniciativa Liberal Mariana Leitão, sobre a calendarização do processo de privatização da TAP, realçando os 3.200 milhões de euros de ajuda de Estado que a companhia aérea recebeu quando entrou em dificuldades devido à pandemia de covid-19.

Miguel Pinto Luz disse que o processo se encontra numa fase de recato, sublinhando que “não é publicamente” que se trata da questão, lembrando a sua participação na privatização anterior levada a cabo pelo Governo liderado por Pedro Passos Coelho.

O ministro lembrou ainda que, entre as verbas destinadas à CP, Metro do Porto, entre outros, “são mais de 10.000 milhões de euros”. “Eu sei, a TAP é mais uma paixão, mas olhe que há outras paixões mais caras”, vincou.

O Estado detém a totalidade do capital da companhia aérea de bandeira portuguesa, depois de ter aumentado a sua participação quando a TAP entrou em dificuldades devido ao impacto da pandemia de covid-19.

O processo de reprivatização arrancou em setembro passado, quando o anterior Governo socialista aprovou as condições da venda, mas ficou em suspenso após a demissão do primeiro-ministro, António Costa, e a convocação de eleições antecipadas para 10 de março, que deu a vitória à Aliança Democrática (PSD/CDS-PP e PPM).

No Programa de Governo, entregue na Assembleia da República, o executivo de Luís Montenegro comprometeu-se a “lançar o processo de privatização do capital social da TAP”, sem avançar mais detalhes.

Os três grandes grupos de aviação europeus – Air France-KLM, o grupo hispano-britânico IAG e a alemã Lufthansa – manifestaram interesse na privatização.

MPE // JNM

Lusa/Fim

Palavras-chave:

“Neste momento já conseguimos confirmar que o pessoal auxiliar e administrativo na maioria dos hospitais está a cumprir serviços mínimos apenas”, afirmou o coordenador da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, acrescentando que, “nas repartições de finanças, há notícias de encerramentos também um pouco por todo o país”.

“Em Lisboa já confirmámos o encerramento da repartição 7 e 8”, detalhou.

Ainda sem dados relativamente ao funcionamento dos tribunais, o dirigente sindical precisou também que “o atendimento na sede da Segurança Social, em Lisboa, está encerrado e o mesmo se passa em Torres Vedras e Alhandra”.

“Na Área Metropolitana de Lisboa há muitas delegações da Segurança Social encerradas”, referiu.

De acordo com Sebastião Santana, os dados relativos à adesão à greve “ainda estão a chegar a conta-gotas”, mas, até ao momento, “o sinal é bastante positivo”.

Ao início da manhã, o coordenador da Frente Comum tinha já reportado à Lusa que a greve dos trabalhadores da administração pública, que teve início hoje às 07:00, levou ao encerramento de várias escolas de norte a sul do país.

Sebastião Santana disse esperar uma grande adesão ao protesto também na saúde e nos serviços centrais, nomeadamente tribunais, Segurança Social e repartições de finanças.

“Sabemos também que já há uma grande mobilização de trabalhadores que estão a deslocar-se para Lisboa para a jornada de luta para a concentração de hoje à tarde no Ministério das Finanças, em Lisboa”, disse, acrescentando que são esperados milhares de pessoas.

A concentração tem início previsto às 14:30, na Praça da Figueira, deslocando-se depois os participantes até ao ministério.

Os motivos para fazer greve e protestar aumentaram, segundo Sebastião Santana, com a chegada do novo Governo e o conteúdo do seu programa.

“No dia em que soubemos que a tutela da administração pública ia ficar no Ministério das Finanças entregámos o nosso caderno reivindicativo e até agora não tivemos qualquer resposta”, afirmou anteriormente à Lusa o dirigente sindical, referindo que uma das prioridades deste caderno é um aumento intercalar dos salários em pelo menos 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, “porque os trabalhadores não podem ficar sem qualquer aumento até 2025”.

Sebastião Santana precisou ainda que se, no final de outubro, aquando da aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) havia razões para os trabalhadores fazerem greve, estas razões são agora ainda maiores porque “os problemas só se agudizaram”.

A par dos aumentos salariais, em que inclui a subida, durante o ano de 2024, para os 1.000 do salário mínimo no Estado, a Frente Comum reivindica ainda mudanças nas carreiras e no sistema de avaliação de desempenho, bem como de medidas de reforço dos serviços públicos.

Para Sebastião Santana, “nos serviços públicos o que se perspetiva é de abertura de portas ao setor privado” em setores como a saúde e a Segurança Social, ou seja, um “desfigurar absoluto da administração pública” que os trabalhadores não podem aceitar.

PD (DD/LT) // CSJ

Lusa/Fim

Palavras-chave:

A Netflix revelou a intenção de se tornar uma empresa especializada também em publicidade digital, ao constituir equipas internas focadas nestes desenvolvimentos. A revelação foi feita durante uma apresentação pública, na qual a Netflix revelou que o plano de assinatura mais barato (sete dólares por mês, nos EUA; não está disponível em Portugal), que obrigado à visualização de anúncios, tem atualmente 40 milhões de utilizadores e que este plano é responsável por 40% dos novos clientes da plataforma.

Até aqui, a Netflix tinha uma parceria com a Microsoft para a publicidade e as vendas, mas agora parece ter decidido prosseguir a solo. A responsável de anúncios Amy Reinhard conta que esta estratégia “vai permitir-nos alimentar os anúncios com o mesmo nível de excelência que tornou a Netflix líder da tecnologia de streaming atualmente”, cita o Engadget.

Além do desenvolvimento interno e de a parceria com a Microsoft ser para manter, a Netflix vai estabelecer também novos acordos com a The Trade Desk e com a Display & Video 360 da Google.

Foi aos 30 anos que Paulo Ribeiro, agora com 53, começou a ter hipertensão arterial, doença crónica que contribui para a principal causa de morte em todo o mundo: as doenças cardio e cerebrovasculares, como o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).

“Tinha visão dupla, sentia-me muito agitado e muito irritado com a família”, conta o funcionário público. Consultou vários especialistas e tomou vários tipos de medicamentos, que eram substituídos por outros a cada 15 dias ou mês, mas nenhum deles teve o efeito pretendido.

“Era um gasto significativo de medicamentos que depois iam para o lixo, porque de facto não eram suficientes para eu estar bem”, diz Paulo Ribeiro. Pelo contrário, testou medicação que estava a ter um impacto negativo na sua saúde. “O pâncreas estava a ser afetado com pelo menos dois medicamentos. Sentia um stress praticamente constante causado pela hipertensão na minha vida, já que os sintomas colocavam-me numa situação insustentável e afetavam a minha qualidade de vida, no trabalho, em casa… andava sempre muito nervoso e a hipótese de estar bem era praticamente nula”, conta.

A vida de Paulo mudou quando o seu cardiologista lhe falou acerca de uma técnica, a desnervação renal, “um procedimento minimamente invasivo que consiste em “destruir” nervos que envolvem as artérias renais”, explica à VISÃO Vitória Cunha, membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) e especialista em Medicina Interna.

“É realizada através de um cateter inserido na veia femoral, que aplica radiofrequência, ou mais recentemente ultrassons, nas artérias renais de forma a reduzir os efeitos do sistema nervoso simpático no nosso organismo, que é um dos vários mecanismos envolvidos na hipertensão”, acrescenta a médica.

Para Paulo, este procedimento foi super eficaz, levando a uma redução da maioria da medicação que tomava para tentar controlar a doença. “Tomava 12 medicamentos e comecei a tomar três, um para a hipertensão, um para o coração e outro para os batimentos cardíacos”, diz. “O tratamento melhorou a minha vida em 99%”, acrescenta ainda.

A desnervação renal começou a ser aplicada de uma forma mais rudimentar nos anos 50, mas foi desenvolvida mais tarde e as publicações-piloto acerca da técnica aconteceram entre 2009 e 2010. “Houve um grande número de doentes submetidos a desnervação nos anos seguintes, mas entretanto saíram mais resultados que deixavam algumas dúvidas sobre a eficácia da técnica, pelo que esta foi abandonada durante vários anos”, diz Vitória Cunha, acrescentando que a prática só foi retomada mais recentemente, “depois de estudos mais sólidos com mais eficácia e segurança comprovadas”.

Em Portugal, esta técnica é realizada apenas em centros especializados, com cardiologistas treinados na técnica, explica a especialista. “Não pode, nem deve, ser realizada em qualquer pessoa com hipertensão arterial: está reservada para a pequena percentagem de pessoas com hipertensão verdadeiramente resistente”, defende a médica.

A doença pode afetar todas as artérias e causar problemas como insuficiência renal, alterações da visão, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica (das artérias dos membros inferiores), disfunção erétil e demência. “Estas doenças estão associadas não só a uma elevada taxa de mortalidade, mas também de morbilidade, ou seja, de incapacidade e possível dependência de terceiros para manter uma qualidade de vida razoável”, afirma a especialista.

Vitória Cunha alerta para o facto de que, embora contribua “para o controlo da hipertensão e, em vários casos”, reduza “a quantidade de medicação necessária para manter valores adequados”, esta técnica “não cura a doença e não é eficaz em todos os indivíduos, daí a necessidade de selecionar adequadamente quem a pode realizar”.

E apesar de não ser comparticipada pelo Estado, a grande maioria da medicação para a hipertensão é e a sua toma regular, acrescenta a especialista, “consegue promover o controlo da doença numa grande percentagem de pessoas, reduzindo a probabilidade de doença cardio e cerebrovascular”.

Apesar de a hipertensão ter algum componente genético, os principais fatores de risco são modificáveis: o excesso de consumo de sal, o excesso de consumo de gorduras (saturadas e trans) e reduzido consumo de frutas e legumes, o sedentarismo, o excesso de peso, o excesso de consumo de bebidas alcoólicas e o tabaco. O sal pode ser reduzido e substituído, por exemplo, por ervas aromáticas, limão e alho, que podem dar sabor à comida sem contribuir de forma nefasta para a saúde. As gorduras saturadas e trans podem ser substituídas por gorduras insaturadas e mais “saudáveis”(por exemplo, o azeite) e devem ser evitados alimentos processados e pré-cozinhados. Já o exercício físico não precisa de ser um ginásio intenso ou uma maratona. Uma caminhada regular de 20 minutos algumas vezes na semana pode ser um excelente começo. Também já se concluiu que a poluição sonora, a poluição ambiental, o stress e a ansiedade e uma má qualidade do sono são outros contributos importantes para a hipertensão e devem ser evitados.