Irão: o impasse que expõe o desgaste estratégico de Donald Trump
A condução errática da crise expõe fragilidades estruturais numa Casa Branca cada vez mais condicionada por limites que já não controla plenamente
Ormuz e o novo equilíbrio global: a geografia do poder
Teerão não precisa de fechar Ormuz para condicionar o sistema; basta tornar plausível essa hipótese. Esta forma de poder, assimétrica e calibrada, permite-lhe projetar influência muito para além dos seus meios convencionais
Hungria: a queda de Viktor Orbán e o fim de um ciclo de poder na Europa
A longevidade da direita radical expõe, no limite, a sua fragilidade estrutural
Trump entre a força e o recuo: a guerra que a narrativa já não controla
Entre ganhos táticos e impasse estratégico, o discurso do Presidente americano não anuncia uma vitória — expõe a necessidade política de a construir
Meloni travada. O referendo que expôs os limites das maiorias na Europa
Em Itália, o voto popular mostrou que governar tem limites — e que nem mesmo maiorias eleitas podem redesenhar, sem resistência, as regras do jogo
Fragmentação global: ameaças em escalada e uma ordem em colapso
Conflitos múltiplos, ameaças difusas e uma ordem internacional cada vez mais incapaz de impor limites. O mundo entrou numa tensão permanente — sem declaração formal, mas com efeitos já irreversíveis
A guerra que revela a fragilidade estratégica da Europa
Dividida entre prudência diplomática e dependência militar dos Estados Unidos, a Europa enfrenta um dilema estratégico que a escalada entre Israel e o Irão tornou impossível ignorar
A guerra no Médio Oriente e a transformação do equilíbrio global
Como o confronto entre Estados Unidos, Israel e Irão expõe os limites contemporâneos da primazia e reconfigura a ordem internacional
Quem segura o regime? O novo ciclo político depois das presidenciais
Entre a personalização do poder e a solidez das instituições, a Presidência enfrenta o desafio de conter a polarização e proteger a democracia social
Ucrânia, quatro anos depois: A guerra que se tornou uma época
A normalização do extraordinário — crianças que reconhecem o som de um míssil antes de aprenderem a geografia — tornou-se a herança mais cruel de um conflito que já ultrapassou o choque e entrou na rotina
Anexação como rutura: Israel, Cisjordânia e o colapso do direito internacional
Controlo territorial israelita desafia os pilares jurídicos do pós-guerra e testa o direito internacional. Na Cisjordânia, a anexação gradual ameaça a solução de dois Estados e redefine o aceitável global
Presidenciais, nova direita e crise climática: teste à democracia portuguesa
Estabilidade institucional passa a depender de negociação política contínua e da capacidade do Estado de responder a crises simultâneas
Seguro vence o grito e a bravata de Ventura
Portugal escolheu a normalidade democrática e travou a falácia do “candidato do povo”
Domingo decide-se mais do que um Presidente: a democracia portuguesa em jogo
Portugal enfrenta uma escolha entre estabilidade institucional e confronto permanente. Os sinais apontam para uma decisão consciente e madura
Tempestade Kristin: a fatura política da negligência
Entre a narrativa oficial e a experiência vivida, a tempestade expôs a distância do Estado — e o custo político da sua ausência
Belém não é um comício — quando o populismo testa os limites da democracia
O debate expôs os limites de André Ventura fora da lógica partidária e levantou dúvidas sobre a sua capacidade para exercer a Presidência como garante da estabilidade democrática
A diplomacia da distorção: Trump e o risco sistémico da política da ameaça
Ao substituir factos por bravatas e diplomacia por intimidação, Trump expõe os limites de uma política externa guiada pela força. O perigo maior reside na corrosão lenta das regras que sustentam a ordem global
A eleição que testa a democracia portuguesa
O discurso de Ventura assenta numa lógica de antagonismo permanente. A política é apresentada como um confronto moral entre “o povo” e um sistema corrupto e indiferenciado, onde tudo se confunde: partidos, tribunais, jornalistas, professores, funcionários públicos, minorias. Esta amálgama deliberada não é um acidente retórico; é uma estratégia
Venezuela e o novo neocolonialismo energético
Como Donald Trump pretende usar o petróleo venezuelano para controlar mercados e reconfigurar soberanias
Trump, petróleo e poder: a Venezuela e a erosão da ordem internacional
Como o sequestro de um chefe de Estado soberano marcou a rutura aberta com a ordem do pós-guerra, normalizou a coerção como política externa e expôs o petróleo como eixo estruturante da agressão norte-americana
Democracia sob pressão
O avanço silencioso do populismo e a fadiga do eleitor estão a redesenhar o jogo político nas sociedades contemporâneas