Imigrantes, entre o discurso fácil e a realidade que sustenta Portugal
Talvez a verdadeira questão não seja quantos imigrantes Portugal pode receber, mas sim se estamos preparados para reconhecer, com justiça e responsabilidade, o papel essencial que já desempenham na nossa economia, na nossa Segurança Social e, agora, na reconstrução de vidas afetadas pela tragédia
Uma escolha pela união e pela democracia
O Presidente da República não é um comentador permanente nem um ator partidário, é um árbitro, um garante da Constituição e um símbolo da unidade nacional
Num empate técnico, quem deve ir à segunda volta
Num empate técnico, escolher António José Seguro e João Cotrim Figueiredo como finalistas é escolher um debate de ideias e não um confronto de extremos. É escolher que a República continue a ser o espaço onde as diferenças se resolvem com regras, argumentos e responsabilidade e não com gritos
A Venezuela entre o autoritarismo interno e a violência externa
Reconhecer o fracasso da era de Maduro não equivale a validar a intervenção norte-americana. A operação ordenada por Donald Trump, conduzida sem mandato explícito das Nações Unidas e fora de um quadro jurídico internacional consensual, constitui uma violação clara da soberania venezuelana
A urgência de um serviço de urgência no hospital de Ovar
Para os mais idosos, para as famílias sem meios de transporte próprios e para quem trabalha por turnos, o acesso rápido a cuidados urgentes não é um luxo, é uma necessidade básica
Nova lei da nacionalidade, entre o controle e a exclusão
Criar obstáculos à nacionalidade de quem nasce, cresce e é socializado em Portugal não reforça a integração, pelo contrário, institucionaliza a exclusão
Gaza e o preço da nossa indiferença
A linguagem torna-se arma quando suaviza a violência, quando substitui “crianças mortas” por “danos colaterais”, quando trata zonas densamente povoadas como “infraestruturas terroristas” ou quando relativiza ataques a escolas e hospitais com explicações que mudam consoante a conveniência política
A inclusão é uma mentira que continuamos a contar
Ainda hoje, muitas pessoas com deficiência são tratadas como “casos especiais”, como exceções que obrigam a adaptações que se entendem como um favor, e não como um direito
Estamos a viver ou apenas a sobreviver?
A linha que separa dedicação de exaustão tornou-se tão ténue que basta um prolongado período de exigência para a ultrapassarmos sem perceber
Reforma laboral: Entre a flexibilidade e a precariedade
A verdadeira questão que se coloca é esta: qual é o modelo de sociedade que queremos construir? Um mercado laboral demasiado rígido pode estrangular a competitividade, mas um mercado excessivamente flexível pode fragilizar os trabalhadores e aprofundar desigualdades. A solução raramente está nos extremos
O empreendedorismo como motor da transformação em Portugal
O que está em causa não é apenas a criação de novas empresas, mas a construção de uma sociedade mais dinâmica, resiliente e preparada para o futuro
Salvar o SNS é salvar a confiança dos portugueses
Salvar o SNS é, em última análise, preservar a dignidade coletiva de um país que acredita na igualdade de oportunidades e na solidariedade. É garantir que ninguém fica para trás quando mais precisa. O tempo das medidas avulsas terminou, chegou a hora de reformar com visão, coragem e compromisso, antes que o orgulho nacional se transforme numa recordação do passado
Oportunismo disfarçado de independência
O oportunismo disfarçado de independência representa o que de pior há na política, a negociata e o terreno lamacento de que já estamos fartos
Quatro dias chegam. É tempo de repensar o trabalho
Durante décadas, para muitos de nós, “trabalhar” significou estar presente, horas de corpo, horas de mente, atrelados a um relógio que pouco questionava o seu próprio propósito, mas o mundo hoje já não tolera essa circunstância
A força que vem de fora
Durante décadas fomos nós os que chegámos a França, à Alemanha, à Suíça, ao Luxemburgo, ao Reino Unido. Fomos nós que procurámos oportunidades noutros países, muitas vezes enfrentando barreiras linguísticas, culturais e sociais. Essa memória deveria bastar para nos lembrar da importância de acolher com respeito e empatia quem hoje escolhe Portugal. Ao integrar os imigrantes, estamos também a honrar a nossa própria história, uma história de coragem e resiliência