Se ainda não conheces o IndieJúnior, está na hora de conhecer porque nesta edição serão exibidos mais de 40 filmes, de vários géneros, em muitos locais diferentes e para todas as idades. E, além de filmes, há outras atividades como oficinas, conversas com realizadores e uma festa que promete ser divertida.

As sessões para ti começam amanhã, sábado, dia 2, e acontecem este fim de semana e no próximo , dias 10 e 11. Mas também há sessões para escolas, por isso, se depois de leres este artigo achares uma boa ideia, podes desafiar o(s) teu(s) professor(es) para irem ao cinema em grupo. As sessões para as escolas realizam-se durante a semana.

Os filmes grandes ou longas-metragens

“Maya, dá-me um título”, de Michel Gondry

Em cinema, falamos em curtas e longas metragens, que são, respetivamente, os filmes de menor duração (alguns podem ter apenas 2 ou 3 minutos, por exemplo) e os mais longos (quando vais ao cinema são esqtes que habitualmente vês).

Na secção das longas metragens destacamos o filme “Maya, dá-me um título”, que tem a duração de 61 minutos. junta a animação de recortes e stop-motion, misturando um pouco de sequências no mundo não animado e real.

O realizador Gondry criou este filme inspirado num aspeto da sua vida: para manter a comunicação com a filha, Maya, que vive noutro continente, ele constrói filmes a partir de ideias que ela sugere, e em conjunto inventam filmes e histórias.
3 maio, sábado, 15h, Cinema São Jorge, Sala 3; 11 maio, domingo, 11h30, Cinema São Jorge, Sala Manoel de Oliveira

Um dia da mãe especial

Para celebrares este dia de uma maneira original, propomos-te as sessões “Cinema na Piscina”, que vão acontecer já este fim de semana, na Piscina da penha de França. Sim, e vai ser como estás a imaginar: em vez de cadeiras, o público vai sentar-se em bóias, dentro de água!

Nestas sessões, que se dirigem a pessoas com mais de 6 anos e têm uma duração de cerca 40 minutos, serão apresentadas várias curtas-metragens, como “A Mamã Tem Sempre Razão”, “Sonhar” e “Até ao Céu Leva Mais ao Menos 15 Minutos”.
3 maio, sábado, 16h30, 4 maio, domingo, 11h30 e 16h30, Piscina da Penha de França

Curtas-metragens

“A Gatinha Guardiã de Pantufas”

As sessões em que são exibidos as curtas-metragens estão divididas por faixas etárias. Ou seja, há sessões para pessoas com mais de 3 anos, mais de 8 e mais de 10 anos. Assim, sabes exatamente quais serão os filmes mais adequados para ti.

Acontecem aos fins de semana, dias 3 e 4 e 10 e 11, de forma a que possas assistir com a tua família sem teres de faltar à escola. Contudo, também há sessões destinadas a turmas, e essas estão divididas por ciclos de ensino. Podes conhecer todos os filmes aqui.

“Móbile”

No IndieJúnior nem sequer os teus irmãos bebés são esquecidos. Na secção “Cinema de Colo”, há filmes para bebés a partir dos 6 meses e até aos 3 anos. São filmes curtinhos, todos com menos de 6 minutos, que vão com certeza chamar a atenção dos mais pequeninos.
Dias 3, 4, 10 e 11 maio, vários horários, Cinema São Jorge

Para lá dos filmes…

Como dissemos acima, há várias atividades além dos filmes apresentados. Na oficina “Mutoscópios e Folioscópios Bordalianos”, podes animar desenhos bordalianos e transformá-los em flipbooks usando imagens de animais do universo de Bordalo Pinheiro. No final, cada participante leva para casa o seu trabalho.
3 maio, 10h00, Biblioteca do Palácio Galveias. Inscrição: servicoeducativo@museubordalopinheiro.pt

“Autocarro”

“Animar com uma Realizadora à séria!” é a oficina ideal para descobrires a magia de pôr desenhos, recortes, objectos, em pleno movimento. A realizadora de cinema de animação  Sylwia Szkiladz, orienta esta oficina e partilha algumas das suas técnicas e ideias para criar os seus filmes. Podes ver filme “Autocarro”, de Sylwia Szkiladz, na sessão Curtas +10 (dias 4 e 10 maio, Cinema São Jorge).
11 maio, 10h00, Biblioteca Palácio Galveias, 8/12 anos. Bilhetes à venda, €8,5

Para terminar em beleza, não te esqueças da Festa ao Ar Livre, em que todos são bem vindos. Entre todas as diversões da tarde destacamos um concerto de uma banda que toca pop rock português e um coro de miúdos como tu.

Na festa também vais encontrar a Biblioteca Itinerante da Câmara Municipal de Lisboa e poderás participar nas oficinas da editora Orfeu Negro, da Gleba Moagem e Padaria e do Museu Bordalo Pinheiro,
entre outras atividades.

Descobre todos os filmes, atividades e horários aqui.


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As listas provisórias de ordenação de candidatos foram publicadas esta semana, iniciando-se esta sexta-feira o período destinado a reclamações, que se prolonga até ao dia 8. A Fenprof saúda como positiva a data em que os dados são conhecidos este ano, face aos anteriores (23 de maio, em 2024, e 20 de junho, em 2023), mas considera que fica demonstrado que a falta de professores se arrastará pelo ano letivo 2025-2026.

Em comunicado, a federação lembra que “sem valorização da profissão e da carreira docente, os milhares que abandonaram não regressarão”.

O concurso, sublinhou a estrutura, conta com 33.050 candidaturas em concurso interno (docentes que já são dos quadros e pretendem mudança para outro quadro ou outro grupo de recrutamento) e 36. 328 candidaturas em concurso externo, “vinculação obrigatória de docentes contratados e outros candidatos com habilitação profissional”, estas últimas apresentadas por cerca de 25.500 candidatos.

No concurso interno, a Fenprof destacou como preocupante o número de docentes que pretende sair do 1º Ciclo, “mais de 1800”, assim como da Educação Especial (242), dois grupos em que a falta de professores é “muito significativa”.

“Sendo verdade que o 1.º Ciclo tem um elevado número de candidatos (acima de 7.000), também se sabe que estes candidatos são os que, em maior número, concorrem, simultaneamente, para grupos de outros níveis de ensino”, alertou a Fenprof.

Já na Educação Pré-Escolar, no concurso externo, regista-se “o maior número de candidatos de todos os grupos de recrutamento”, quase 7.900.

Para a Fenprof, o Governo está a promover “um erro tremendo”, ao não alargar a rede pública de jardins de infância, “apostando em contratos de associação com privados que têm cada vez maiores dificuldades em conseguir profissionais qualificados”.

No concurso externo, 7.646 docentes estão integrados na primeira prioridade, ou seja, são docentes abrangidos pela designada “norma travão” ou pela “vinculação dinâmica”, mecanismos previstos no regime de concursos aprovado em 2023.

Ainda segundo a análise da Fenprof, os novos candidatos, ou seja, docentes que não têm 365 dias de serviço nos últimos seis anos, são 20.996, para os quais “dificilmente haverá vaga para ingresso em quadro”.

Ao próximo Governo, a prioridade reivindicativa a apresentar pela Fenprof será a revisão do Estatuto da Carreira Docente, processo que, na opinião da federação sindical, “não poderá ser adiado para 2027 ou mais tarde ainda”.

A Joby Aviation deu mais um passo importante para o objetivo de lançar comercialmente táxis aéreos. A empresa norte-americana anunciou ter concluído com sucesso uma das manobras mais complexas no processo de certificação: a transição de voo vertical para voo horizontal, e de regresso, com um piloto a bordo.

O teste decorreu a 22 de abril, nas instalações da Joby em Marina, Califórnia, e foi conduzido por James “Buddy” Denham, piloto de testes-chefe da empresa e antigo engenheiro do programa do caça F-35B. Desta vez, no entanto, a missão não envolveu caças supersónicos, mas sim o N544JX — uma aeronave elétrica de descolagem e aterragem vertical (eVTOL), concebida para transportar até quatro passageiros a velocidades de cerca de 322 km/h, com um nível de ruído significativamente inferior ao de um helicóptero tradicional.

O feito marca um progresso importante na certificação da aeronave junto da Administração Federal de Aviação (FAA), a autoridade que regula a aviação civil nos Estados Unidos. A certificação da FAA é um processo exigente que assegura que qualquer aeronave cumpre todos os requisitos legais e técnicos para voar em segurança. Inclui diversas fases, como a certificação de tipo (que valida o projeto da aeronave) e a autorização para inspeção de tipo (TIA), na qual os próprios inspetores da FAA realizam voos a bordo para avaliar diretamente o desempenho e a fiabilidade do aparelho antes de este poder ser usado para transporte comercial de passageiros.

A Joby prevê concluir a fase de testes ainda em meados de 2025. A primeira operação comercial poderá arrancar no Médio Oriente, antes de chegar ao mercado dos EUA, de acordo com o site Gizmodo.

“Conceber e pilotar uma aeronave capaz de transitar perfeitamente entre voo vertical e voo de cruzeiro tem sido, há décadas, um dos maiores desafios da engenharia aeroespacial”, afirmou James Denham em comunicado. “A aeronave comportou-se exatamente como esperado, com excelente capacidade de manobra e baixa exigência para o piloto.”

Com mais de 64 mil quilómetros de testes de voo acumulados e centenas de transições bem-sucedidas entre modos de voo, a Joby continua a realizar voos com piloto a bordo para validar o desempenho do seu modelo. A empresa recebeu uma certificação inicial da FAA em 2022, mas só após completar os testes TIA é que poderá operar comercialmente.

Apesar de ainda restarem alguns obstáculos, incluindo testes adicionais no Médio Oriente, a Joby acredita estar perto de colocar os táxis aéreos elétricos a operar nos céus norte-americanos.

A partir da próxima segunda-feira, 5 de maio de 2025, o WhatsApp deixará de funcionar em iPhones que não tenham atualizado sistema operativo para a versão iOS 15.1 ou uma versão mais recente. A decisão afeta utilizadores de modelos mais antigos da Apple, como o iPhone 5s, iPhone 6 e iPhone 6 Plus que ficaram limitados a versões anteriores do sistema operativo, como o iOS 13 e 14.

A informação foi confirmada pela própria empresa na sua Central de Ajuda, onde se pode ler: “A partir de 5 de maio de 2025, só a versão 15.1 do sistema operativo iOS ou posteriores vão ser compatíveis”.

Quem utiliza um iPhone mais antigo e não tem possibilidade de atualizar para uma versão compatível deixará de conseguir aceder à aplicação. Para continuar a usar o WhatsApp, os utilizadores terão de atualizar o sistema operativo, caso o modelo do iPhone o permita, ou transferir a conta para um dispositivo mais recente.

Esta alteração insere-se na política habitual da empresa de encerrar gradualmente o suporte a versões mais antigas de sistemas operativos, com o objetivo de garantir maior segurança, desempenho e compatibilidade com novas funcionalidades.

O VOLT Live é um programa/podcast semanal sobre mobilidade elétrica feito em parceria com a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE).

No Centro de Produção Stellantis de Mangualde fabricam-se veículos comerciais ligeiros e de passageiros. Mais concretamente os modelos Peugeot Partner/Rifter, Citroën Berlingo/Berlingo Van, Opel Combo/Combo Cargo e o Fiat Doblò. Carros de grande sucesso comercial, já que é o grupo Stellantis que lidera o mercado neste segmento.

Além das versões com motor de combustão, que ainda representam a maioria da produção, esta unidade industrial produz as versões 100% elétricas dos modelos referidos: Citroën ë-Berlingo e ë-Berlingo Van, Fiat e-Doblò, Opel Combo-e e Peugeot E-Partner e E-Rifter. A produção das variantes 100% elétricas iniciou-se em outubro de 2024, depois de um investimento de 119 milhões de euros. O que tornou esta a primeira, e até agora única, fábrica em Portugal com produção em série de carros 100% elétricos.

Motivos mais que para comemorarmos o episódio 101 do podcast e videocast VOLT Live no Centro de Produção Stellantis de Mangualde, onde conversámos com Múcio Brasileiro, diretor geral da fábrica, e Rui Oliveira, diretor de montagem, que nos explicaram todos os pormenores e objetivos desta unidade, que planeia chegar ao carro número 2 milhões já em 2026.

Recorde-se que esta unidade de produção tem mais de 60 anos de história, começando por ser uma fábrica da Citroën. Aqui se produziram vários ícones da marca francesa, como o ‘boca-de-sapo’ (Citroën DS), o Citroën AMI original ou o Citroën Méhari. Outra curiosidade: foi da fábrica de Mangualde que saiu o último Citroën 2CV produzido pela marca francesa.

Por tudo isto, apesar de o VOLT Live ser, habitualmente, produzido como podcast, desta vez vale a pena ver e ouvir, ou seja, assistir a este episódio especial no formato Videocast.

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Em 2021, a juíza Rogers determinou que a Apple não podia manter um monopólio na App Store e que a empresa devia autorizar os programadores a direcionar os utilizadores para outros sistemas de pagamentos e dessa forma contornar as comissões de 30% que a Apple cobrava pelas compras feitas na loja de aplicações. No ano passado, a Epic abriu um caso nos tribunais acusando a Apple de não estar a cumprir a determinação da juíza e mostrou evidências de que a marca da ‘maçã’ ainda estava a cobrar 27% pelas compras feitas fora da App Store.

Para agravar o cenário para a Apple, a Epic revelou ainda ecrãs desenvolvidos para assustar os utilizadores com alertas de que realizar pagamentos fora da loja poderia não ser seguro. Os membros do programa iOS Small Business teriam comissões reduzidas, de 12%.

A juíza confirma agora novamente que a Apple não tem de cobrar qualquer taxa ou comissão e acusa a empresa de ter “mantido um fluxo de receitas de milhares de milhões num desafio direto à decisão deste tribunal”. Além da proibição da cobrança das taxas, a juíza determinou ainda que a Apple deve eliminar os ecrãs ‘assustadores’ e proíbe a criação de regras que impeçam os programadores de apresentar botões ou ligações para pagamentos externos.

A Apple já reagiu e um porta-voz revela que, apesar de a empresa começar a respeitar a determinação do tribunal, irá ser apresentado um recurso.

Nos documentos analisados agora, a juíza refere que o líder da App Store Phil Schiller defendeu o fim da cobrança das taxas num evento interno de 2023, mas que o responsável financeiro Luca Maestri convenceu Tim Cook a manter a cobrança. Sabe-se que o diretor executivo também pediu que fossem revistos os ecrãs ‘assustadores’. “A Apple sabia exatamente o que estava a fazer e escolheu a opção mais anti-competitiva”, escreve a juíza.

Como resposta a esta decisão, o CEO da Epic, Tim Sweeney, publicou na X que irá trazer o jogo Fortnite de volta para os utilizadores de iOS a partir da próxima semana e que, se a Apple se comprometer a manter um ecossistema livre de taxas em todo o mundo, está pronto para disponibilizar o Fortnite globalmente também.

Todos sabem o que aconteceu. Ninguém sabe o que aconteceu. Durante cerca de doze horas, Portugal (e não só) ficou sem energia elétrica e a maior parte dos portugueses não conseguiu aceder a comunicações. Muitos ficaram, como há muito não acontecia, incontactáveis. Em momentos como estes, qual é o papel da comunicação?

A causa concreta do apagão ainda ficou por saber e, apesar de todos querermos seguir em frente, com a nossa vida de comodidades elétricas e online, será necessário ter uma resposta. Para aqueles que não estavam ocupados com tarefas vitais, como os profissionais dos hospitais (obrigado!), foi um dia de ansiedade, mas de regresso a um velho, embora sempre fiável média: o rádio – o mesmo canal de comunicação a quem tantas vezes já foi apontada a possível morte, mas que sempre sobreviveu e se adaptou. Em dia de apagão, foi a principal forma de comunicação para muitos portugueses.

Se do ponto de vista técnico pouco (ou nada) posso acrescentar a não ser que me parece que, para a complexidade da situação conhecida, a solução foi rápida, do ponto de vista de comunicação, o que se deve fazer nos dias que se seguem a esta crise?

Os responsáveis, a começar pelo Governo, devem transmitir a tranquilidade que não foi possível quando as comunicações falharam e, sobretudo, transmitir um plano para que, numa próxima vez, tudo possa correr melhor. A oposição deve dar soluções concretas do que teria feito melhor, sem cair na tentação de aproveitar-se da situação e fazer críticas sem conteúdo.

E as empresas? Devem comunicar, claro. A agenda mediática continuará a ser marcada pelo tema e eventuais ângulos de comunicação devem ser explorados, desde que acrescentem valor à discussão pública. Cada empresa deve refletir sobre as mensagens que deve passar nesta fase. Se as suas atividades nada têm a ver com energia, então poderão comunicar na mesma, afinal nem só do apagão se fala, mas saberão que têm menos espaço do que o habitual. As que têm algo a ver com o tema, devem comunicar, mas num sentido construtivo, ou seja, acrescentar valor à discussão. As suas comunicações, em termos de publicidade, marketing ou comunicação devem ser cuidadas e, sobretudo, não devem ser forçadas nem fugir à voz habitual da marca.

Especialistas em transição energética desdobram-se em artigos de opinião ou em entrevistas e é natural que assim seja. Nestas alturas, queremos ouvir quem mais sabe e o aumento da notoriedade dos especialistas é positiva e natural. É normal que algumas marcas façam campanhas bem-humoradas com referência ao tema e é normal que outras tentem vender os seus produtos, desde que eles façam sentido, como lanternas, rádios ou até sistemas de abastecimento de energia.

O apagão foi-se. A comunicação ficou. Que seja bem feita, honesta e eficaz.

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Delgado Alves, que coordena o Grupo de Trabalho de Registo de Interesses, da Assembleia da República, confirmou ter consultado a declaração de Luís Montenegro, após ter sido notificado pela Entidade para a Transparência (EpT) de que tinha havido alterações.

O deputado do PS referiu que consultou essa declaração “nos termos em que se faz nestes casos” e tendo em conta que, no dia seguinte, iria haver uma reunião do Grupo de Trabalho de Registo de Interesses, que tem como função “aferir a existência de conflitos de interesses (possíveis impedimentos ou incompatibilidades) entre as atividades declaradas e o exercício do mandato” de titulares de cargos públicos.

“Na sequência disso, apenas falei com o deputado [do BE] Fabian Figueiredo (que é membro do grupo de trabalho) sobre as dúvidas que a declaração me suscitava, nomeadamente aparentavam estar ali entidades de que não se tinha qualquer referência anteriormente”, indicou Pedro Delgado Alves.

Questionado se recusa qualquer alegação de que terá partilhado essa informação com pessoas externas ao grupo de trabalho, Pedro Delgado Alves respondeu: “Precisamente.”

“E permita-me até lamentar que pessoas que conhecem muito claramente as regras alimentem desinformação sobre o procedimento – ou seja, a existência de notificação para que se possam consultar as declarações e assegurar transparência -, mas também sobre a natureza destas declarações: elas não são sigilosas, são públicas por obrigação legal, não são sequer reservadas”, referiu, numa alusão ao deputado do PSD Hugo Carneiro.

Na quarta-feira, o jornal Expresso noticiou que Luís Montenegro submeteu junto da Entidade para a Transparência uma nova declaração, na qual acrescentou sete novas empresas para as quais trabalhou na Spinumviva, empresa fundada pelo próprio e que passou recentemente para os seus filhos.

Essa informação foi conhecida pouco antes do debate com o do PS, Pedro Nuno Santos, na quarta-feira à noite, tendo este lançado a suspeita de que o próprio Luís Montenegro o fez feito com o propósito de influenciar o debate.

Montenegro disse não ter difundido nem promovido a difusão do documento e, esta quinta-feira, considerou haver indícios de que o PS “tem muito mais a ver” com a divulgação dos clientes da empresa Spinumviva.

Na sequência da divulgação de novos dados, o deputado do PSD Hugo Carneiro pediu ao Grupo de Trabalho do Registo de Interesses no Parlamento que peça à Entidade para a Transparência os registos de quem acedeu aos dados sobre o primeiro-ministro, de forma a descobrir quem partilhou a informação com a imprensa.

O PS, em conferência de imprensa na quinta-feira, rejeitou responsabilidades na divulgação dos clientes da Spinumviva e acusou o Governo de ter “um padrão de opacidade e falta de transparência”.

O custo ambiental da utilização de pensos higiénicos convencionais resulta, entre outras consequências, no despejo de mais de 220 mil toneladas de plástico nos oceanos. Agora, uma equipa de investigadores académicos propõe que estes sejam substituídos por pensos feitos à base de amido de milho, seguindo métodos de produção escaláveis e com um custo competitivo.

Os pensos tradicionais contêm cerca de 90% de plástico e a utilização de um material biodegradável chamado ácido poliláctico (PLA) feito a partir de amido de milho pode ajudar a minimizar drasticamente estas consequências. O uso de fontes renováveis e um processo de manufatura menos tóxico para a produção destes pensos mitiga o facto de ser necessário mais solo para os fabricar, explica o Interesting Enginnering.

Alice Medeiros de Lima, autora correspondente do estudo, realça que “a investigação em materiais sanitários sustentáveis mostrou consistentemente que, embora existam muitas alternativas aos produtos tradicionais, a chave para a adoção generalizada assenta na facilidade de produção, no preço e na escalabilidade. Dados os efeitos negativos dos produtos sanitários baseados em plástico no ambiente, a mudança para produtos à base de amido de milho pode reduzir significativamente os resíduos e constituir uma solução mais sustentável para o futuro”.

No estudo, estima-se que uma mulher menstruada utilize cerca de 120 quilogramas destes produtos ao longo da sua vida. Com a maior parte dos pensos a serem constituídos em grande medida por plástico, é fácil perceber que uma grande quantidade destes vá parar ao fundo dos oceanos. A desvantagem da transição para os pensos feitos de amido passa pela necessidade de mais solos para cultivar o milho. No entanto, a natureza renovável do material e um método de produção que emite menos gases poluentes acabam por compensar em grande parte esta desvantagem.

Nesta fase, os principais fabricantes deste tipo de produtos ainda têm de afinar a produção para conseguir escalar e manter a competitividade do custo. Com o milho a constituir-se como uma das maiores colheitas no mundo, usado para alimentação humana e animal, bem como na produção de biocombustível e materiais industriais, será uma questão de tempo até se conseguir construir e manter uma cadeia de funcionamento para abastecimento dos materiais brutos necessários para o PLA.

O estudo completo pode ser lido no Sustainability Science and Technology.

Os comportamentos das administrações do presidente D. Trump (USA) e V. Putin (Federação Russa) confirmam que estas seguem os mesmos princípios morais, ideológicos e políticos:

– o mais forte tem sempre razão,

– os mais fracos têm de se submeter aos mais fortes,

– a verdade e a lei, sou eu,

– embora o achem, isto não é nem normal, nem natural.

Nestes países, questionar os comportamentos do presidente e da sua administração é considerado absolutamente inaceitável e desencadeia de imediato irritação, agressão e um enorme desejo de vingança por parte do Estado, contra quem não o segue.

Quando os princípios basilares da democracia (e da saúde mental) tais como o Estado de Direito Democrático, a Liberdade de Pensamento e de Expressão e a Liberdade de Escolha lhe são sonegados pelos homens mais poderosos do mundo, o cidadão, atónito, sente-se ameaçado e despojado da sua dignidade. O cidadão experiencia um ambiente social totalmente anormal e extremamente agressivo, quase irreal. As pessoas sentem-se desorientadas, envergonhadas e interrogam-se: como lidar com uma situação que tira todo o sentido à nossa existência?

Tudo é encenado e manipulado, mas a maldade é genuína e inabalável

As políticas internacionais destas duas administrações estão em sintonia, completam-se e ajudam-se mutuamente, em particular no que diz respeito à guerra de agressão da Federação Russa contra a Ucrânia -um país membro da ONU:

– o agressor é bem tratado, apreciado e recompensado

– o agredido é humilhado, ridicularizado e canibalizado

Estas duas administrações não reconhecem a ordem estabelecida, desprezam as fronteiras de países independentes, o Direito Internacional, a Organização das Nações Unidas e o Tribunal Penal Internacional na Haia. A Federação Russa há muito que anexa -através de ações militares- regiões de países independentes como por exemplo no caso da Geórgia e da Ucrânia. Os Estados Unidos informam o mundo que querem o Canadá, o Panamá e a Gronelândia (Dinamarca). Estes dois presidentes, D. Trump e V. Putin, consideram perfeitamente normal e legítimo apoderarem-se das riquezas e dos territórios de países independentes, inclusivamente dos seus habitantes, aos quais negam a sua identidade e dignidade. Estes dois presidentes colocam a humanidade em estado de choque, causam-nos enorme angústia e sofrimento e consideram-se absolutamente extraordinários em tudo o que fazem. O disfuncionamento- continuado- emocional, comportamental e cognitivo provoca, frequentemente, gravíssimos problemas e incidentes a quem lida ou se encontra ao alcance destas pessoas.

Comportamentos perturbadores, anormais, padronizados. A maldade institucionalizada e o desconhecimento de como líder com estas situações.

No âmbito da NATO, a administração dos Estados Unidos da América do Norte, para além de querer anexar dois países membros e de se recusar a participar na defesa comum, como estipula o Tratado que assinou em 1949, negoceia -unilateralmente- com a Federação Russa o fim da agressão desta à Ucrânia. Fá-lo sem qualquer mandato, enquanto manifesta uma enorme admiração e simpatia pelo agressor. Este ameaça frequentemente utilizar as suas armas nucleares contra quem a incomodar e manifesta o seu desejo de continuar a marchar até ao Mediterrâneo. A guerra de conquista da Federação Russa -que se identifica e alinha com a ex-URSS- já começou. A Ucrânia e os ucranianos, são, de facto, a primeira linha de defesa da Europa (democrática).

Precisamos de aprender a nos protegermos, a ajudar e a amar.

Neste contexto, o que significa a NATO do ponto de vista moral, ético e militar? Perante a invasão da Europa por parte da administração russa, apoiada militarmente pela pelo Irão e pela Coreia do Norte -com a China na retaguarda- o que propõe o secretário-geral da NATO, aos 650 milhões de cidadãos europeus, aos 340 milhões de americanos, aos 40 milhões de canadianos e aos 140 milhões de russos? O que vão, ou o que vamos fazer se as duas administrações obrigarem a Ucrânia e os ucranianos a renderem-se e a entregarem o que é deles, de direito? Como nos protegemos da insanidade e como vamos preservar a nossa humanidade e humanismo? Como está a sociedade civil dos países europeus? Os cidadãos estão alerta, ativos e disponíveis para criarem um pacto social, global, de defesa e ajuda?

Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.