Os novos veleiros da prova maior da vela mundial alcançam 50 quilómetros por hora, em cima de água. Cento e vinte engenheiros e construtores navais gastaram 36 mil horas de trabalho ao longo de sete meses para fabricar as embarcações que em competição levam oito tripulantes, à exceção da equipa feminina que leva 11, por uma questão de equilíbrio de peso. Mais durável, mais leve, menos comprido e largo do que o Volvo Open 70.
Os 19 quilómetros de frente ribeirinha de Lisboa são, seguramente, um dos principais atrativos para a competição mais importante do mundo de vela fazer escala, pela segunda vez, na Doca de Pedrouços, em Algés.
Iniciada em Alicante (Espanha), em outubro, e depois de já ter passado pela Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), Itajaí (Brasil) e Newport (EUA), a sétima etapa da Volvo Ocean Race chegará a Portugal entre 23 e 27 de maio, dependendo dos ventos. Para completar as 38 739 milhas náuticas da prova, ficam a faltar as paragens em Lorient (França) e Gotemburgo (Suécia).
Esta regata à vela que passa pelos quatro oceanos e pelos cinco continentes atraiu a Lisboa, em 2012, mais de 200 mil pessoas, tendo a cidade beneficiado de um impacto económico entre os 29,2 e os 34,4 milhões de euros, segundo um estudo da PriceWaterhouseCoopers. Trazer a Volvo Ocean Race a Lisboa, custou, este ano, cerca de 3,5 milhões de euros, repartidos pela Associação de Turismo de Lisboa e Porto de Lisboa (€1 milhão) e o promotor Urban Wind (€2,5 milhões). Nesta edição, de um dos cinco maiores eventos desportivos mundiais (a par dos Jogos Olímpicos, dos campeonatos do Mundo e da Europa de futebol e da Ryder Cup em golfe), a principal novidade passa por um barco igual para todas as equipas. “Esta resolução além de reduzir custos de produção dos barcos faz com que o fator humano seja decisor, explica Rodrigo Moreira Rato, responsável pela comunicação da etapa portuguesa. “Será a destreza e a ousadia dos velejadores a fazer a diferença e não quem tem o melhor barco.”
Equipas em destaque
Das sete equipas participantes, duas estreitaram a sua relação com Portugal. No verão passado, a Abu Dhabi Ocean Racing escolheu o nosso país como base de treino, tendo gasto por cá um milhão e 250 mil euros. A espanhola Mapfre conta com Renato Conde na sua equipa de terra. Restam os coletivos Alvimedica (metade turco, metade americano), Brunel (Holanda), Dong Feng (China), SCA (primeira equipa feminina com velejadoras inglesas, americanas, belgas e suíças) e Vestas Wind (Dinamarca).
Aventura oceânica
Um barco comum e uma equipa feminina são as novidades da Volvo Ocean Race, cuja rota passará, em maio, por Lisboa
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20,37 m – Comprimento
5,6 m – Largura
4,78 m – Calado
30,30 m – Mastro
12 500 kg – Peso total
163 m2 – Área de vela mestra
133 m2 – Área vélica da buja
578 m2 – Área vélica no vento de popa