Ao longo dos últimos dias deves ter ouvido falar bastante dos atentados terroristas em Paris.
Os alunos do Agrupamento de Escolas Nuno Alvares de Castelo Branco lembraram-se de prestar uma homenagem às vítimas e realizaram os desenhos que podes ver na nossa galeria de imagens.
A iniciativa surgiu de Carlos Matos, um professor da disciplina de Educação Visual, que desafiou os alunos do 4º ano, turmas A e B, a desenharem o que sentiam no dia imediatamente a seguir ao início dos atentados em Paris.
O professor contou aos alunos como tudo aconteceu, explicou-lhes quais são as principais motivações religiosas podem levar algumas pessoas a cometer este tipo de crimes, conversou com os alunos sobre a importância da liberdade de imprensa. A criatividade dos desenhos levou Carlos Matos a partilhar as imagens no Facebook e os elogios foram muitos.
A história dos atentados de Paris
Quando dois homens fortemente armados invadiram a redação do jornal francês Charlie Hebdo, na capital francesa, matando 12 pessoas, incluindo o diretor e os principais cartoonistas, o Mundo ficou chocado. O ataque aconteceu no passado dia 7 de Janeiro.
Dois irmãos de apelido Kouachi, foram apontados como autores do ataque. Os suspeitos do atentado fugiram e acabaram por ser cercados no dia seguinte pela polícia em Dammartin-en-Goële, a norte de Paris, no interior de uma gráfica, onde se refugiaram depois de uma troca de tiros com a polícia e fizeram um refém. O impasse terminou com o assalto das forças especiais francesas que mataram os dois suspeitos. Ouviram-se várias explosões e fumo a sair do edifício. O refém foi libertado ileso.
Em simultâneo, a polícia avançou também sobre o supermercado judaico em Porte de Vincennes, onde um sequestrador identificado como Amedi Coulibaly, igualmente abatido, mantinha cinco reféns. Horas antes, a polícia tinha confirmado que o sequestrador era o mesmo que tinha matado a mulher-polícia no dia 8 de Janeiro de manhã, em Montrouge, e que tinha ligações aos irmãos Kouachi. A agente da polícia municipal e outro agente da brigada de trânsito foram atingidos a tiro, na sequência de um aparente acidente de trânsito, no dia seguinte ao massacre do Charlie Hebdo.