Vários moradores da capital japonesa, a cerca de 300 quilómetros da central nuclear de Fukushima, que tem registado vários problemas nos reatores, estão a abandonar a cidade. Várias empresas já evacuaram os seus funcionários e são várias as companhias aéreas a cancelar voos para Tóquio. Também turistas e muitos jornalistas estrangeiros estão a deixar a cidade, de 12 milhões de habitantes.
No principal aeroporto da cidade, centenas de pessoas tentam conseguir voos para sair do país.
Os que optam por ficar vão tentando abastecer-se para o caso de a nuvem de materiais radioativos, anunciada pela embaixada francesa, esta manhã, chegar mesmo à capital nipónica. Uma tarefa cada vez mais difícil, já que as prateleiras dos supermercados e lojas estão a ficar vazias.Arroz é um dos bens já em falta, mas rádios, lanternas e velas também já estão esgotados em alguns estabelecimentos.
No meio do pânico que se instalou na cidade, alguns tentam acalmar a população. É o caso de Koji Yamazaki, professor da Escola de Eiência Ambiental da Universidade de Hokkaido, que tentar explicar que ainda que o material radioativo chegue a Tóquio será “inofensivo” para a saúde humana, uma vez que se terá dissipado ao chegar à cidade. “Se o vento ficar mais forte, o material radioativo voará mais depressa, mas também se dispersará ainda mais no ar”, garante.