Diz-se que havia um padeiro que morava numa terra de Portugal e que distribuía pão a toda a população da aldeia. Ele era muito gordo, baixo e com um bigode gigante. Todas as manhãs, salvava as pessoas. Era um bom homem, tinha bom coração.
Havia uma criança em apuros, ele ajudava…havia alguém ou alguma coisa em apuros… e ele ajudava.
De manhã, ajudava tudo e todos, mas à hora do almoço só pregava partidas às pessoas. Houve um dia em que ele mandou dentro de um embrulho um rato em vez de pão!
À tarde ele ia ter com bombeiros de todo país e começava a dançar folclore com todos, cantava fado, conversava, metia-se com eles. Eram grandes viagens!
Algumas vezes, o padeiro, como os bombeiros não gostavam, e ficavam chateados com ele, o padeiro tinha que se disfarçar. Vestia-se de mulher, de criança…Ele era louco!
À noite, a partir das vinte e três horas e trinta minutos, ele punha-se nos bancos da rua, deitado com cartões por cima e fazia-se passar por mendigo e quando as pessoas passavam por ele, o padeiro assustava-as muito facilmente. Até que um dia, a mãe do tio dele desmaiou!
Diz a lenda que o padeiro era assim porque tinha quatro personalidades: a boa, a má, a louca e a assustadora!