Era uma vez uma pequena aldeia chamada aldeia “Bela”, que era rodeada por uma grande montanha com uns lindos rochedos no cimo. Era muito pobre e os seus habitantes tinham que cultivar tudo nas suas terras para poderem sobreviver.
Era tão bela, tão bela pelos seus lindos campos que parecia uma imagem tirada de um livro de conto de fadas.
As pessoas que lá habitavam eram pobres, mas felizes; conheciam-se todos muito bem e quando algo de diferente acontecia a uma delas todas as outras ajudavam da forma que podiam.
Maria era uma menina de 10 anos que vivia nessa aldeia. Era muito alegre e amiga de todos, e todos os dias corria pelos lindos campos verdes, colhendo umas pequenas flores selvagens de cor amarela que nasciam à beira do rio, que depois oferecia a quem por ela passava.
Maria gostava tanto da sua aldeia que, sempre que podia, subia à montanha que abraçava a aldeia Bela e ficava horas a admirar a sua beleza…
Certo dia chegou a notícia à aldeia de que iriam fazer uma barragem no rio que atravessava a aldeia, o que entristeceu os seus habitantes, pois a sua aldeia iria perder o seu encanto, a sua beleza natural.
A Maria ficou tão triste, tão triste, tão triste com essa notícia que não parava de chorar. E resolveu subir ao cimo da montanha para se atirar dos rochedos a baixo por não querer ver a sua aldeia morrer.
Foi então que, quando ela começou a cair, apareceu um lindo cavalo branco com umas lindas asas e a agarrou, deixando quatro marcas nos rochedos…
Desde esse dia nunca mais a Maria foi vista na sua bela aldeia.
Mas há quem diga que ela vive num lindo vale com um rio e que o cavalo branco das lindas asas é que a transporta para visitar a sua bela aldeia onde nasceu, sem que ninguém a veja…
Depois desse dia, muitas pessoas visitam aquela montanha para ver as quatro marcas das patas do cavalo branco feitas no rochedo, e dali podem também avistar a aldeia “Bela” da Maria.
E, ou por vontade da Maria, ou do lendário cavalo branco, nunca a barragem foi construída na aldeia “Bela”.