Ao contrário do que é comum à maioria dos festivais, no Meo Kalorama vai ser improvável ver as habituais filas para brindes, muitos dos quais acabam invariavelmente no lixo ou, pior ainda, no chão, depois dos concertos. Fiel a uma política de sustentabilidade, implementada em 2022, aquando da primeira edição do festival, a promotora Last Tour Portugal instruiu os parceiros e patrocinadores não só a “avaliar criteriosamente os brindes” como “a necessidade de distribuição” dos mesmos, sendo que “a opção deve ser sempre não recorrer a brindes”. É ainda proibida a distribuição de flyers, ou seja papéis que, além de serem materiais de divulgação, não têm outra utilidade. “Temos uma diretora para a área, cuja função passa, por exemplo, por pensar de forma antecipada o que fazer com os materiais efémeros usados durante o Meo Kalorama”, adianta à VISÃO Andreia Criner, a diretora de comunicação da Last Tour Portugal.
Os exemplos desta filosofia, explica Andreia, multiplicam-se pelas várias vertentes do festival: desde as mais de quatro mil refeições, doadas à Refood, com sobras dos caterings até à totalidade da relva sintética, doada a uma ONG, passando pelo “zero resíduos para aterro”, o que valeu ao Kalorama a distinção de Evento Eco pela Valorsul.
Outra vertente desta política é a inclusão da comunidade local, não só dos colaboradores (pagos) do festival mas também da comunidade artística de Chelas, um trabalho feito em parceria com a associação Chelas é o Sítio, da qual faz parte Sam The Kid. “Neste ano, vamos repetir a experiência em todos os palcos, incluindo no principal, onde no sábado vai atuar o Nexco”, refere a responsável.
Blur, The Prodigy, Arcade Fire e Florence & The Machine são alguns dos nomes fortes desta segunda edição, que vai contar com 62 artistas (40% do cartaz com 25 mulheres e representatividade LGBTQI) e novidades. Desta vez, haverá um quarto palco, o Panorama, dedicado à música eletrónica de dança, a funcionar desde a abertura de portas do recinto, às 14 horas, até à hora de encerramento (31 ago, qui 2h; 1-2 set, sex-sáb 1h).
Também a ligação ao universo da arte urbana, numa parceria com a plataforma Underdogs (de Vhils), promete ser mais ambiciosa. “Na primeira edição, tivemos quatro pontos de arte e nesta vamos ter seis, espalhados por vários pontos, entre os quais os dois palcos principais”, refere Andreia.
Sete concertos a não perder
Rita Vian > Palco Samsung, 31 ago, qui 18h40
Metronomy > Palco San Miguel, 31 ago, qui 20h55
Blur > Palco Meo, 31 ago, qui 22h
Eu.Clides > Palco San Miguel, 1 set, sex 15h30
Baxter Dury > Palco Samsung, 1 set, sex 22h
Dino D’Santiago > Palco San Miguel, 2 set, sáb 19h10
Arcade Fire > Palco Meo, 2 set, sáb 22h30
Meo Kalorama > Parque da Bela Vista, Lisboa > 31 ago-2 set, qui-sáb a partir das 14h > €65 a €160 (passe)