1. “Ideias para adiar o fim do mundo”
Partindo do título de um livro de Ailton Krenak, o Porto/Post/Doc construiu um programa multidisciplinar atento a questões ecológicas, em tempos em que o tema é cada vez mais urgente. Do programa fazem parte o Fórum do Real, com três painéis especialistas de diversas áreas a debater a questão do ponto de vista da Terra, da Comunidade e da Liberdade. E também um ciclo de filmes, que inclui títulos como A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, Ten Skies, de James Benning, e White Club, de Renzo Martens.
2. Theo Anthony

Um dos realizadores em foco é Theo Anthony. Apesar de ser ainda relativamente jovem, o realizador tem-se destacado pelos seus documentários onde propõe uma reflexão sobre o olhar e a tecnologia vídeo. No seu filme mais recente, All Light, Everywhere, mostra e debate a videovigilância e a utilização de câmaras pelas forças policiais nos Estados Unidos. O realizador estará presente no festival. Rivoli > 25 nov, qui 21h
3. Cinema para o ar entrar e circular
Na zona de fronteira situa-se a obra de Basir Mahmood, realizador que o festival nos convida a descobrir, que tanto pode ser visto no cinema como numa sala de exposições ou num museu. Atendendo a isso, o seu trabalho é exibido num formato especial, em que o espectador pode entrar e sair a qualquer momento. Mas vale bem a pena deixarmo-nos absorver pelas imagens do realizador paquistanês.
4. “Babi Yar”

Foi nos arredores de Kiev, na Ucrânia, na ravina de Babi Yar, que ocorreu um dos maiores massacres de judeus na II Guerra Mundial. Sergei Loznitsa, um dos grandes nomes do cinema europeu contemporâneo, mergulhou nos arquivos de imagens para nos dar o contexto deste horror. O massacre propriamente dito não foi filmado, mas vemos imagens de tudo em redor, da vida quotidiana dos ucranianos perante a ocupação nazi. O filme tem a sua estreia nacional na sessão competitiva do festival. Rivoli > 21 nov, dom 21h30 > Passos Manuel > 22 nov, seg 19h30
5. Sessões Planetário
Em vez de estrelas, galáxias e planetas, o teto côncavo do Planetário do Porto vai encher-se de imagens de outros filmes. Tirar o cinema dos cenários habituais é a filosofia destas sessões desafiantes, que nos obrigam a olhar para o cinema numa outra perspetiva. Passam filmes como Luces Recorren Mi Garganta, dos galegos Lois Patiño e Xabier Erkizia, ou Labyrinth, de Sergey Prokofyev.
6. “Moby Doc”

No início, Moby pergunta-se: “Porque haveria eu de querer fazer um documentário sobre mim próprio?” O músico vai-se explicando ao longo do filme autobiográfico, mostrando toda a complexidade da sua história de vida, desde o crescimento no seio de uma família hippie e pobre à extrema infelicidade que sentia quando atingiu o topo da fama. Moby Doc é uma poderosa reflexão sobre o sucesso e fala mais da vida do que da música. Inevitavelmente termina com a grande mensagem de Moby, enquanto ativista dos direitos dos animais. O filme integra a secção Transmission, uma das mais concorridas do festival. Passos Manuel > 28 nov 22h
7. “As Filhas do Fogo”

Já depois da entrega de prémios, o festival prolonga-se, para levar um momento único e memorável ao Coliseu do Porto. As Filhas do Fogo é um espetáculo interdisciplinar em que as imagens de Pedro Costa são acompanhadas, ao vivo, pelo grupo de música barroca Os Músicos do Tejo. O filme-espetáculo promete abrir novas portas e contextos para o universo do realizador, retratando três personagens na ilha do Fogo após a erupção do vulcão. Coliseu > 30 nov, ter 21h30
Festival Porto/Post/Doc > 20-30 nov > Rivoli, Passos Manuel, Planetário, Casa Comum, Sala Estúdio-Perpétuo, Porto > €5 (sessão), €12 (passe geral) > programa em portopostdoc.com