Mais do que um concerto retrospetivo ou de carreira, como é costume os músicos fazerem nos aniversários redondos, Sérgio Godinho prefere falar “em festa” e “em amigos”. Como afinal deve ser, quando se festejam 75 anos. “É mais um pretexto para voltarmos todos a estar juntos, os músicos e o público, num palco novo”, afirma à VISÃO, lembrando que o tal concerto retrospetivo está planeado, isso sim, para 2021, quando se assinalarem 50 anos sobre a edição do primeiro disco, Sobreviventes. “Aí sim, fará sentido celebrar as canções, agora é outra coisa”, que tem mais que ver com esse “prazer de voltar a estar com o público”. E não é de somenos, essa “outra coisa”.
Depois de meses de ausência, trata-se do regresso aos palcos, local que Sérgio Godinho considera o seu “território natural” e onde se sente realmente “em casa”. E haveria lá outro sítio melhor para o fazer do que na mesma sala onde, em 2007, deu cinco concertos esgotados, dos quais resultou o aclamado álbum ao vivo Nove e Meia no Maria Matos? “Desta vez começamos é um pouco mais cedo”, diz com humor o músico, que, recordando esse outro momento, batizou o espetáculo de 75 no Maria Matos.
Além dos concertos nesta segunda, 31, e terça, 1 de setembro, foram acrescentadas mais duas datas, 15 e 21 de setembro, devido à elevada procura de bilhetes. Quanto ao repertório, o músico promete “refrescá-lo um pouco”, com a inclusão de “algumas canções menos tocadas” e até “algumas nunca antes apresentadas ao vivo”, como o inédito Novo Normal, um tema escrito durante o confinamento que descreve como “um breve fresco” sobre a atual realidade do mundo. Pelo meio, claro, haverá também tempo para “aquelas de sempre”, que todos querem ouvir.
Sérgio Godinho > Teatro Maria Matos > Av. Frei Miguel Contreiras, 52, Lisboa > T. 21 362 1648 > 31 ago, 1, 15 e 21 set, seg, ter 21h > €20