
Corria o ano de 2008 quando este músico americano se apresentou pela primeira vez em Portugal, numa das primeiras edições do Mexefest, onde surpreendeu o público com o seu universo estético muito próprio. À época, José James era já uma estrela em ascensão, muito à custa do álbum de estreia The Dreamer, no qual o jazz servia de ponto de partida para uma música sem barreiras, cruzando-o com soul, R&B, hip-hop e Drum ‘n’ Bass.
Seguiram-se em 2010, os trabalhos Blackmagic e For All We Know, este em parceria com o pianista belga Jeff Neve, que lhe abriram as portas da prestigiada editora Blue Note, por quem editou os aclamados discos No Beginning No End (2013) e While You Were Sleeping (2014), confirmando-o de vez como um dos maiores nomes da nova geração do jazz de fusão, tanto enquanto líder de banda como em parceria com outros músicos e coletivos.
No ano passado, voltou novamente a surpreender com Yesterday I Had The Blues – The Music of Billie Holiday, um tributo à lendária cantora americana, por ocasião do centésimo aniversário do nascimento daquela que José James considera a sua “mãe musical”. Entretanto prepara-se para lançar mais um trabalho no início do próximo ano, Love in a Time of Madness, inspirado em novos artistas de hip-hop, como Frank Ocean ou Miguel, apresentado como um retrato dos tempos modernos, feito através da lente do amor. Antes disso, porém, apresenta-o já ao vivo no Misty Fest, num conjunto de concertos que têm tudo para ser um dos acontecimentos musicais do ano em Portugal.
Teatro José Lúcio da Silva > Av. Heróis de Angola, Leiria > T. 244 823 600 > 10 nov, qui 21h30 > €16 a €20
Centro Cultural de Belém > Pç. do Império, Lisboa > T. 21 361 2400 > 11 nov, sex 21h > €20 a €40
Theatro Circo > Av. da Liberdade, Braga > T. 253 203 800 > 12 nov, sáb 21h30 > €10