O Rolo Compressor e O Violino, 1961
A obra de um dos mais geniais realizadores da História do Cinema volta a ser exibida em sala, e com cópias restauradas, em mais um ciclo promovido pela Medeia Filmes e pela Leopardo Filmes. Vale a pena ver ou rever os filmes do russo Andrei Tarkovsky. Até porque são a chave para compreender parte do cinema contemporâneo. Se não tivesse visto Andrei Tarkovsky certamente que Alejandro González Iñárritu não teria filmado O Renascido da mesma maneira. Nem 2001: Odisseia do Espaço, de Stanley Kubrick, seria o mesmo sem Solaris.
No total serão exibidos oito filmes, em Lisboa, no Porto e, mais tarde, em extensões pelo resto do país. Algumas das obras serão mostradas pela primeira vez no nosso país. É o caso de O Rolo Compressor e O Violino, filme de final de curso de Tarkovsky, que deixa algumas pistas para a grandeza do seu cinema. Passam também A Infância de Ivan (1962), Andrey Rublev (1966), Solarys (1972), O Espelho (1974), Stalker (1979), Nostalgia (1983) e O Sacrifício (1986). Tudo obras basilares, que vão desde a ficção científica ao romance histórico, sempre com uma deslumbrante linguagem estética e narrativa.
Em complemento, está patente no espaço Espaço Nimas uma exposição com reproduções fac-símile de desenhos do guarda-roupa e fotografias inéditas de rodagem de filmes de Tarkovsky na década de 1970.

Solaris, 1972
Ciclo Cinema Russo – Andrei Tarkovsky > Espaço Nimas > Av. 5 de Outubro, Lisboa > T. 21 357 4362 > 11 fev-16 mar > Teatro Municipal Campo Alegre > R. das Estrelas, Porto > T. 22 606 3000 > 11 fev-2 mar