A 31 de outubro de 2025, a UNESCO reconheceu oficialmente essa identidade única ao atribuir a Matosinhos o título de Cidade Criativa da Gastronomia, integrando-a na restrita Rede Mundial de Cidades Criativas, apenas 56. Mais do que premiar a boa comida, a UNESCO valorizou a capacidade de Matosinhos unir tradição, sustentabilidade, ciência, educação, criatividade e inclusão social através da gastronomia. A candidatura envolveu mais de 500 participantes: pescadores, conserveiras, restaurantes, chefes de cozinha, escolas, universidades e instituições culturais, demonstrando que aqui o mar não é apenas paisagem, é identidade coletiva.
A costa de Matosinhos estende-se por praias de areia luminosa e com rochas formando piscinas, procuradas durante todo o ano por famílias, surfistas e amantes do Atlântico. Ao longo da marginal, sucedem-se restaurantes de peixe fresco, onde grelhar sardinhas na brasa continua a ser quase uma cerimónia sagrada. Na Rua Heróis de França, junto à doca, encontra-se uma das maiores concentrações de restaurantes de peixe do País. O cheiro do carvão e do peixe assado invade a rua inteira. Aqui, a sardinha, o robalo, o linguado e o polvo chegam frescos do mar diretamente para as grelhas. Entre os restaurantes históricos, destaca-se o Lage Senhor do Padrão, gerido por Maria, Cristina, Maria João e Jorge Lage.

