De há anos para cá que os Oscars perderam o drama ou, melhor, a alma. Parecia que já não havia surpresas. E a grande noite de Hollywood estava a transformar-se num ritual previsível, numa espécie de missa laica com vencedores anunciados semanas antes. É verdade que a sucessão de prémios da indústria, dos sindicatos e das associações profissionais, a começar pelos Globos de Ouro em janeiro, provoca um certo cansaço e tem tornado quase tudo demasiado antecipável. Mas as notícias, os prémios, os rumores e os comentários das últimas semanas sobre os Oscars 2026 vieram estragar essa narrativa. E ainda bem.

A 98ª edição dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas realiza-se no próximo domingo, 15, no Dolby Theatre, em Los Angeles. Começa às 16h na Califórnia, 19h em Nova Iorque e 23h em Portugal, prolongando-se pela madrugada dentro para quem gosta de sofrer com glamour. Ainda assim, já não é preciso passar a noite em claro: se tudo correr dentro do horário habitual, por volta das três da manhã poderemos ir para a cama, pelo menos os que não tiverem de escrever para o online. A cerimónia volta a ser apresentada por Conan O’Brien – que, curiosamente, interpreta um terapeuta em Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé, filme que valeu a Rose Byrne uma nomeação para Melhor Atriz –, regressando depois da estreia no ano passado, que terá sido um sucesso nas audiências. Nos EUA, a transmissão é assegurada pela ABC e também pelo Hulu; em Portugal, a emissão está garantida na RTP1, com comentários de Mário Augusto, acompanhado pelo radialista César Nóbrega, e em simultâneo no Disney+. Para os puristas que preferem apenas o som ambiente, há sempre a via satélite alemã ou britânica. Mas a grande questão não é onde ver. É o que vamos ver e quem vai ganhar?
