Nos últimos anos – e de forma particularmente evidente em 2025 –, Portugal tem vindo a conquistar um lugar de destaque no que toca ao turismo. Melhor destino europeu, melhor destino de praia, melhor destino insular. São vários os prémios que distinguem cidades portuguesas pela qualidade de vida, sustentabilidade ou cultura. Estes reconhecimentos confirmam aquilo que muitos já sabem: Portugal é um ótimo país para visitar. Mas pode ser bem mais do que isso.
Em 2025, Portugal foi também destacado pela revista The Economist como a economia com melhor desempenho. Destacámo-nos por um forte crescimento do PIB e um mercado acionista dinâmico, com um aumento da procura e investimento. Mas esta transformação não acontece por acaso. Resulta de um conjunto de fatores que, nos últimos anos, têm posicionado Portugal como um país inovador e preparado para receber investimento, novas ideias e, mais importante, talento.
É um facto que a segurança, o clima, a hospitalidade ou o custo de vida competitivo continuam a ser características muito distintivas. Contudo, hoje esses fatores convivem com algo ainda mais determinante: um ecossistema económico e tecnológico em clara maturação.
Grande parte deste caminho tem sido impulsionado por iniciativas e empresas que têm vindo a apostar em nós. Segundo a Startup Portugal, em 2025 o número de startups ativas no País cresceu 8%, das quais 81% operam na área dos serviços tecnológicos. Estes números são um sinal claro de que o setor tecnológico se está a consolidar como um dos principais motores da economia nacional e como um fator decisivo para a atratividade do País a longo prazo, tendência que se continuará a sentir em 2026.
Neste contexto, é importante reconhecer que a verdadeira inovação não nasce de esforços isolados. De facto, aquilo que mais distingue o ecossistema português – e nomeadamente o do Norte do País – é a colaboração efetiva que existe entre empresas, academia e entidades públicas. Quando estes três pilares trabalham em conjunto, ajudam a formar, integrar e potenciar o melhor talento, tornando o País mais competitivo, inovador e resiliente. Num contexto global marcado pela rápida evolução tecnológica e pela crescente competição pelos profissionais mais qualificados, simplificar processos e delinear estratégias concretas são passos centrais para os próximos anos.
Os prémios que celebramos são, hoje, um reflexo evidente de um país que se tem vindo a reinventar. Contudo, o verdadeiro desafio passa por garantir que esta distinção positiva se traduz numa proposta real e consistente para quem escolhe Portugal, não apenas para passar férias, mas para construir uma carreira, uma empresa ou uma solução com impacto global. Se conseguirmos alinhar esta ambição a um ambiente colaborativo, podemos afirmar-nos como um país onde vale a pena ficar e crescer de forma sustentável no futuro.
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