Cada vez mais os treinadores e os comentadores, que analisam os jogos de futebol, têm referido várias vezes que as equipas têm que se preocupar com os momentos do jogo, as transições defensivas e/ou ofensivas da outra equipa.
Quais são esses momentos do jogo?
São momentos que são treinados durante as sessões de treino e condicionam os jogadores a desempenharem tarefas defensivas ou ofensivas e a criar padrões de comportamento, com ou sem bola, que irão determinar um modelo de jogo implementado pelo seu treinador.
Para que estes padrões de comportamento sejam postos em prática, as equipas treinam-nos, por vezes, em demasia, com intuito de que o jogador assimile essas rotinas e assim minimizar o erro, ou seja não correrem o risco de se tornarem vulneráveis.
O futebol está demasiado padronizado e muito igual de processos, pois as equipas dentro do seu seio não têm jogadores, ou os treinadores não deixam, que os mesmos rompam estes momentos do jogo e que os transformem em jogo com momentos, tal como fez Mezut Ozil no seu golo contra o Ludogoretes, na última jornada da Champions League.
Esses momentos do jogo, que só os jogadores mais criativos conseguem interpretar possuindo essa capacidade de ver o que sucede no terreno de jogo, tornando o jogo com momentos, passes que deixam de os ser e transformam-se em assitências, transições ofensivas que passam a ser o que uma vez o comentador Víctor Hugo Morales disse sobre o Golo de Maradona contra a Inglaterra no Mundial de 1986 no México, “Maradona tem a bola, marcado por dois. Pisa na bola Maradona, arranca pela direita o gênio do futebol mundial… Deixa os adversários pra trás e vai tocar para Burruchaga… Sempre Maradona! Gênio! Gênio! Gênio!… tá-tá-tá-tá… Goooool! Me perdoem, quero chorar! Deus santo! Viva o futebol! Golaço! Maradona em uma corrida memorável, na jogada de todos os tempos! Serpente cósmica, de qual planeta você veio] Para deixar tantos ingleses pelo caminho? Para que o país em um só punho apertado esteja gritando pela Argentina! Graças a Deus pelo Futebol. Graças a Deus por essas lágrimas. Graças a Deus por Argentina 2 Inglaterra 0.“
São esses jogos com momentos, que fazem os adeptos irem aos estádios e saírem deliciados e agradecidos a jogadores que os façam passar por momentos que perdurem na memória.
São esses os momentos que devem ser referência para atribuição de melhor jogador do mundo, o exemplo de Mezut Ozil é exemplo disso com as suas 200 assistências na carreira que proporcionaram a tantos jogadores brilharem e valorizarem aquilo que de melhor tem o futebol, a criação de momentos de espetáculo e delírio.