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Mueda, Moçambique, 15 jun (Lusa) — A palmatória em pau continua lá, a sede da administração colonial de Mueda que a usava para castigar populações negras também, bem como a memória pesada de um massacre que conduziu milhares de jovens ao levantamento armado no norte de Moçambique.
Da sede da administração colonial se fez um museu reproduzindo os aspetos da humilhação associada ao colonialismo, logo começando na sinistra “sala da palmatória”, no largo fronteiro tremula uma bandeira de Moçambique, mais o seu escudo com uma arma AKM, simbolizando a guerra empreendida para expulsar a dominação portuguesa, e um monumento presta homenagem aos que caíram naquela tarde de 16 de junho de 1960.