
1- Logo após o arranque, comece por premir Del, F1, F2 ou Esc (conforme o caso) para aceder ao BIOS da máquina onde deseja implementar a função de WoL. Procure o menu de gestão de energia, habitualmente designado pelo separador Power Management

2- Neste caso trata-se de uma motherboard com duas portas de rede geridas por um controlador onboard, pelo que basta escolher a ligação Ethernet que é usada e configurá-la de modo a que possa ficar “à escuta” enquanto o computador está desligado. Guarde tudo e reinicie.

3- Nos sistemas mais antigos poderá ser também necessário usar um cabo de três pinos para que a função de WoL seja devidamente comunicada da placa de rede para a motherboard. Se este cabo não tiver sido fornecido de série, terá de o adquirir separadamente.

4- Terá ainda de dar a indicação ao controlador de rede no sistema que deve aceitar os pedidos de WoL. Vá a Painel de Controlo > Gestor de dispositivos > Placas de rede, clique no respetivo controlador e abra o separador Avançadas. Procure a opção Wake on LAN, Wake Up Cababilities ou Wake on Magic Packet (como é o nosso caso) e faça a ativação.

5- Abra a Linha de comandos e escreva ipconfig/all. Anote alguns elementos que estão abaixo de Adaptador Ethernet Ligação de Área Local e que vão ser necessários mais tarde, nomeadamente: Endereço físico (Mac Address), Endereço IPv4 e Máscara de sub-rede.

6- Para permitir que os pacotes WoL sejam enviados pela Internet, resta configurar o router. Nesta matéria, convém usar o sistema de DHCP estático, pois desta forma será mais fácil ao router saber todos os dados da máquina de destino.

7- Um pormenor muito importante, e sem o qual o WoL não funciona quando enviado através da Internet: Configurar o re-encaminhamento de portas. Neste caso, vamos dar a indicação à firewall do router para definir a porta 7 especificamente para a aplicação de WoL que vamos usar.

8- Está na altura de descarregar o software necessário para aceder à máquina com o WoL ativado. Vamos usar o Depicus Wol, disponível para Windows, Mac, iPhone e Android. Vá a www.depicus.com e terá várias ferramentas à escolha, desde a mais recente plataforma dotnet até à mais arcaica Windows 3.1. Descarreguemos a gui (interface gráfica), mais simples e prática de usar.

9- Guarde o pequeno ficheiro executável e use-o sempre que precisar de ativar um computador remotamente através do Windows. Recupere os elementos anotados no passo 5, introduza-os nos respetivos campos. Defina o valor 7 em Remote Port Number e clique em Wake Me Up.

10- Como já dissemos, o software da Depicus pode ser usado através de plataformas móveis. No entanto, e ao contrário do que é praticado para Windows e Mac, as ferramentas de acesso para Android e iPhone têm um custo, respetivamente, de 1,44 euros e de 1,59 euros.
Seguramente que a expressão Wake on LAN (WoL) não lhe será de todo estranha. Reclamada há anos por duas empresas bem conhecidas no mercado das tecnologias – AMD e IBM (dispostas por ordem alfabética) –, esta funcionalidade veio facilitar bastante a vida de muitos utilizadores de informática, permitindo-lhes ativar remotamente um determinado computador, desde que este esteja ligado a uma rede local (LAN) ou, numa escala maior, à Internet.
Na sua base encontra-se uma mistura tecnológica de hardware e de software que permite a ativação remota de qualquer computador compatível com o padrão Advanced Configuration and Power Interface (ACPI), norma que prevê a configuração de dispositivos e a gestão energética por parte do sistema operativo.
Na prática, o computador liga-se automaticamente mediante um determinado sinal enviado a partir de outra máquina. Através do WoL, é enviado um pacote de dados especial (conhecido como magic packet, ou pacote mágico) através da rede para todos os destinatários que dela façam parte, mas só o terminal que corresponder aos dados específicos desse pacote é que será efetivamente ligado.
Para que esta funcionalidade possa ser explorada, a máquina para onde o pacote é enviado deverá ter uma motherboard e uma placa de rede que suportem WoL. No caso dos sistemas em que a ligação à rede é feita através da placa onboard integrada, essa questão não levanta quaisquer problemas, já que basta dar a devida indicação no BIOS para que a gestão seja feita automaticamente.
O mesmo acontece nos sistemas onde a entrada da rede é feita através de uma placa de rede ligada a uma das slots de expansão da motherboard, mas aqui também poderá será necessário ligar um cabo de três pinos (ou de dois, nos modelos mais antigos) à ficha correspondente na placa mãe. Nalgumas situações poderá ser ainda necessário atualizar os controladores de rede ou até o próprio BIOS para que o WoL funcione, apesar de esta não ser felizmente a regra.
À escuta
Para que um computador fique disponível a um pedido para “acordar”, será necessário que a máquina se mantenha atenta a essa eventualidade. Desta forma, quando se configura devidamente o WoL no BIOS e no sistema, e quando se dá a ordem para desligar, o computador na realidade não se desliga totalmente, passando a reservar sempre uma margem de energia para alimentar a placa de rede, que assim fica em standby à espera de receber o pacote especial. Recebida a informação, esta é depois passada à motherboard para que se ligue o computador. Convém também referir que, uma vez ligado um sistema em WoL, não se deverá desligar esse computador através do botão habitual.
É claro que esta situação também pode parecer paradoxal. Se uma das vantagens de ter um sistema sempre disponível para “acordar” é poupar energia, por que razão se há de configurar uma máquina para que fique todo o dia a consumir eletricidade, à espera de ser ligada? A justificação é simples. Tendo em conta a ínfima quantidade de energia que é necessária para deixar a placa de rede em standby, poupa-se mais assim que deixando o PC ligado o dia todo para ser acedido apenas ocasionalmente. É sobretudo uma questão de equilíbrio e de compromisso, que na esmagadora maioria das situações terá na WoL a resposta óbvia.
Será também útil deixar a máquina em modo WoL caso esteja longe de casa, precise de se ligar remotamente ao computador e não tenha ninguém em casa para o ajudar. Melhor ainda, poderá fazê-lo a partir de um moderno dispositivo de computação móvel, nomeadamente um smartphone ou um tablet.
Finalmente, mas não menos importante, o WoL levanta uma outra questão muito importante: A segurança. Convém sublinhar que estamos a falar de acesso remoto ao computador e de abrir portas na firewall para que os pedidos possam ter sucesso quando feitos via Internet. Uma forma de diminuir essa exposição passa por minimizar o tempo que está ligado remotamente, bem como por atribuir um nome de utilizador e uma palavra-chave ao sistema alvo de WoL. E quanto mais segura – ou seja, complexa – for essa palavra-chave, melhor.