“Infelizmente, com a segunda ronda de sanções dos EUA, os nossos produtores só aceitaram encomendas até 15 de maio. A produção vai encerrar a 15 de setembro”, afirmou Richard Yu, o diretor executivo da unidade de consumo da Huawei. Yu referiu-se à proibição imposta pelos EUA às empresas para negociar com a Huawei, na sequência de acusações de que a fabricante chinesa está a construir ‘portas dos fundos’ que transformam os equipamentos e infraestruturas em dispositivos de escuta para o governo chinês.
Apesar de a Huawei ter sempre desmentido estas acusações, a empresa e outras 114 afiliadas foram colocadas numa lista de entidades em maio de 2019 que obriga as empresas dos EUA a obter aprovação explícita do governo americano para poderem continuar a vender-lhes tecnologia. Esta proibição, recorde-se, impede a Google de disponibilizar licenças Android e acesso às apps à Huawei.
Agora, a proibição foi estendida até maio de 2021 e o Departamento de Comércio dos EUA emitiu uma adenda a condicionar a aquisição e fornecimento de semicondutores por parte da Huawei, noticia o The Verge. Ao abrigo desta adenda, os fabricantes estrangeiros de semicondutores que usem tecnologia e software dos EUA nas operações têm de conseguir uma aprovação das autoridades norte-americanas para continuar a fornecer a gigante chinesa. Sabe-se que, por exemplo, a TSMC parou de fornecer a unidade HiSilicon em maio devido a esta política.
A Qualcomm terá já pedido oficialmente à administração Trump para aliviar as restrições e para lhe dar autorização para vender chips para a Huawei usar nos smartphones 5G.