Bob Diachenko, investigador de segurança informática, e a Comparitech alertaram a Microsoft a 29 de dezembro para uma vulnerabilidade que estava a deixar expostos registos de mais de 250 milhões de clientes. A empresa de Redmond sanou a falha em dois dias e admite agora que a exposição aconteceu devido a uma «má configuração» de uma das suas bases de dados internas de apoio ao cliente.
Para acalmar os ânimos, a Microsoft adianta que não encontrou evidências de «uso malicioso» desta informação, noticia o Engadget. Ainda na mensagem de reconhecimento desta situação, os responsáveis da Microsoft explicam que a maior parte dos dados expostos estavam codificados, embora o Comparitech alerte que alguma informação como os endereços de email ou de IP estavam armazenados em texto simples. O servidor em causa tem registos de conversações de clientes com funcionários da Microsoft ou das linhas de apoio ao cliente desde 2005 e não estava protegido por password. Os clientes afetados estão a ser informados pela Microsoft.
«Queremos sinceramente pedir desculpa e assegurar aos nossos clientes que estamos a encarar a situação com seriedade e a trabalhar diligentemente nas ações para evitar que estas se repitam», afirma o comunicado de Redmond. A empresa explica que vai efetuar auditorias às suas práticas de segurança internas, implementar mais ferramentas para codificar ou censurar os dados de forma automática e expandir a alarmística que alerte as equipas quando há alguma configuração errada.
Em abril de 2019, um grupo de hackers tinha usado as credenciais de um funcionário de apoio ao cliente para aceder às contas de email de alguns utilizadores, pelo que esta é a segunda quebra deste género no espaço de um ano.