A Tesla teve 6,35 mil milhões de dólares em receitas no segundo trimestre do ano, acima dos 4,5 mil milhões do trimestre anterior. Ainda assim, e no período de três meses em que bateu o recorde de entregas, a empresa teve prejuízos de 408 milhões de dólares, valor que fica abaixo do que foi feito no primeiro trimestre do ano. Os mercados não reagiram bem à divulgação do relatório financeiro da Tesla e as ações chegaram a cair 10%.
A Tesla já tinha partilhado no trimestre passado que esperava apresentar um cash flow positivo ainda em 2019. O facto de já estar a conseguir entregar veículos aos clientes na China e Europa é um sinal a caminho da recuperação. Por outro lado, a empresa liderada por Elon Musk pretende entregar entre 360 mil e 400 mil carros até ao final do ano. Recorde-se que o Model 3 vai começar a ser preparado também na China, o que irá ajudar a alcançar este volume.
Um fator que não irá ajudar a Tesla é o corte nos incentivos fiscais nos EUA para quem quer comprar um modelo da marca. Outro obstáculo no caminho para o lucro na Tesla passa pela realidade de que o modelo mais popular é o Model 3, o mais barato e também o que dá menos margens para a empresa de Musk. As opções Model S e Model X darão mais dinheiro para os cofres, mas têm tecnologias de bateria mais antigas e são mais caras. Elon Musk já veio a público confirmar que não há planos de atualizar as características e componentes destes modelos.
Um dos homens que ajudou a criar as baterias destes carros, o até agora diretor de tecnologia da Tesla, JB Straubel, está de saída da empresa, noticia o Engadget. O anúncio da decisão foi feito durante a divulgação dos resultados financeiros e Straubel é um dos executivos com mais antiguidade na empresa, sendo-lhe creditada a ajuda para criar a tecnologia das baterias e de ter colaborado em programas como o Tesla Energy ou a rede de Superchargers. Durante a comunicação, Straubel reforçou que a saída não se deveu a qualquer «falta de confiança na empresa, na equipa ou algo semelhante».