Este é um assunto que se arrasta há bastante tempo na Europa e nos Estados Unidos. Por um lado, as entidades governamentais e de segurança exigem a descodificação das comunicações e dos dados contidos em equipamentos eletrónicos. Do outro, empresas como operadores de telecomunicações e, entre muitos outros, a Facebook, a Google e a Microsoft; defendem o direito de privacidade dos utilizadores e recusam-se a dar acesso aos dados.
Ontem, falando numa conferência de imprensa na Comissão Europeia, os ministros do interior da Alemanha e da França explicaram que pediram à Comissão Europeia que mude a lei que protege as comunicações e os dados codificados, forma a que as forças de segurança possam aceder de forma mais célere a essas informações.
O alemão Thomas de Maizière e o seu congénere francês, Bernard Cazeneuve, querem ver estas propostas discutidas já no próximo mês numa reunião a decorrer na Comissão Europeia.
Ambos os países foram alvo de ataques terroristas no último ano o que justifica esta iniciativa para acelerar o acesso a essas informações. Aliás, o Whatsapp terá sido uma das plataformas de comunicação utilizada pelos terroristas que efetuaram o ataque num bar de Paris e nos dias que se seguiram ao atentado
Na conferência de imprensa foi referido que os acessos a estes dados serão sempre no âmbito de investigações criminais. Esta não é a primeira vez que a Comissão Europeia exerce pressão sobre as empresas do setor para um acesso mais facilitado a dados codificados.