Há seis anos que um tribunal neo-zelandês determinou que Kim Dotcom devia ser extraditado para ser julgado nos EUA. No entanto, foram sendo interpostos vários recursos que só agora foram devidamente apreciados e o ministro da Justiça daquele país assinou ontem a ordem de extradição do ‘rebelde’ da internet que deu que falar na década de 2010, noticia a Reuters.
Kim Dotcom criou o Megaupload, uma plataforma de distribuição de conteúdos pela internet, que chegou a ser o 13º site mais visitado. No entanto, esta plataforma também era uma das formas mais populares de armazenamento e distribuição de conteúdos pirateados. Em 2012, ele e mais seis pessoas foram acusados, nos EUA, por extorsão, violação de direitos de autor, lavagem de dinheiro e distribuição de material protegido, com as autoridades a pedirem uma indemnização de 500 milhões de dólares para os detentores de direitos lesados. Na altura, Dotcom terá faturado mais de 175 milhões de dólares em anúncios e subscrições premium do serviço Megaupload.
Em 2012, a polícia efetua uma busca na suamansão de Auckland, Austrália, onde Kim Dotcom se barrica, ativa várias fechaduras eletrónicas e dificulta ao máximo a sua detenção, enquanto aguarda numa sala de pânico. O executivo já antes tinha sido detido e extraditado, desta feita para a Alemanha, em 2002, onde foi acusado de ter efetuado o maior caso de trading com base em informação privilegiada.
O ministro da justiça australiano assinou a ordem esta semana e Kim Dotcom tem agora alguns dias para refletir e pedir conselhos, mas já escreveu no X que “a obediente colónia dos EUA no Pacífico Sul decidiu extraditar-me por causa dos conteúdos que os utilizadores carregaram no Megaupload”.