A Hayabusa2 foi lançada em 2014 e chegou às imediações do asteroide Ryugu em 2018. Desde então, tem estado a colecionar amostras do asteroide para trazer de volta para a Terra, com diferentes estratégias. A mais recente envolveu detonar uma bomba à superfície, para criar uma cratera de 10 metros e recolher os detritos que daí vieram. O pacote de explosivos tinha a forma de um cone e foi enviado para a superfície, tendo a detonação ocorrido dentro do tempo previsto. Depois do lançamento, a sonda foi colocada a uma distância de segurança.
Outra abordagem feita pela sonda envolveu o envio de robôs de diferentes formas para a superfície do Ryugu e que recolheram amostras e imagens. Em fevereiro, foi disparado um projétil com formato de uma bala e que levantou também vestígios que foram recolhidos.
Quando chegou a estar a menos de três quilómetros, a Haybusa2 enviou uma câmara para recolha de imagens da exposão, observar a criação da cratera e o lixo espacial que foi originado.
A equipa vai deixar agora os vestígios assentarem e tomar a decisão sobre se as amostras a recolher virão desta cratera cirada pela explosão ou se será mais seguro recolher elementos de uma cratera já existente. A primeira opção será a ideal, uma vez que o material recolhido não terá estado exposto ao espaço durante anos, mas poderá ser também a mais perigosa.