A equipa do Elephant Listening Project aliou-se à startup Conservation Metrics para usar ferramentas de AI para analisar terabytes de dados gerados todos os meses sobre a movimentação de elefantes em África. A análise desta informação (7 GB produzidos a cada três meses) tem demorado várias semanas, o que tem impacto no tempo de resposta que os investigadores conseguem dar e afeta a capacidade de enfrentar a ameaça da caça furtiva.
A startup pretende empregar soluções de AI para monitorizar e interpretar os dados de áudio captados durante as movimentações dos elefantes e diminuir o tempo necessário entre a recolha e a análise. «Um aspeto essencial desta colaboração é que vai acelerar todo o processo, assim poderemos enviar informação relevante a quem gere o parque nacional», explica Peter Wrege, diretor da iniciativa, citado pelo Engadget.
A Conservation Metrics conseguiu analisar em apenas 22 dias os dados recolhidos num trimestre e a empresa acredita que ainda consegue reduzir mais este período.
O número de elefantes nas florestas da África Central ronda os 40 mil, o que representa uma quebra de 60% na última década. A caça furtiva será a principal ameaça, responsável por dizimar 25 mil elefantes entre 2004 e 2014 no Gabão.