É sabido que o mercado imobiliário não sofreu os efeitos do confinamento como o esperado, pelo contrário, mostrou resiliência e apresentou bons resultados de atividade. No verão deste ano tínhamos notícias que o Clooney ia ser o novo vizinho de quem vive na Comporta, o ano passado a novidade era que a moradia do designer Louboutin em Melides já estava a ser construída, há uns anos foi o ator Michael Fassbender que se mudou para Alfama e até a Madonna já morou na capital.
Quando temos notícias de figuras públicas internacionais a viver no nosso país percebemos que, de facto, Portugal está na moda e é notório que estamos no mapa do imobiliário de luxo. É visível o crescimento deste segmento e a sua consolidação nos dias de hoje, posicionando Portugal num dos melhores países para se investir, especialmente a longo prazo. Entre os critérios de escolha dos compradores e investidores está o preço, até porque Lisboa continua a ser uma das capitais europeias com valores abaixo de muitas outras. Segurança, boas condições atmosféricas, incentivos fiscais e, ainda, a geografia são os principais elementos que ‘jogam’ a nosso favor no momento de decidir comprar.
Como vimos acima, os clientes de topo que chegam a Portugal estão habituados a investir em propriedades com localizações estratégicas e zonas de referência, mas também valorizam a construção e os materiais de excelência, bem como os imóveis com boas áreas. Facilidades como estacionamento privado, piscina ou ginásio são outras particularidades que são obrigatórias para este público premium.
Com a pandemia, existiu um aumento do interesse em investir em casas de qualidade superior, porque, a verdade é que, um momento de crise traduz-se também num maior potencial de revalorização da propriedade a longo prazo, à partida.
Os clientes de topo que chegam a Portugal estão habituados a investir em propriedades com localizações estratégicas e zonas de referência, mas também valorizam a construção e os materiais de excelência, bem como os imóveis com boas áreas.
Este segmento não está ao alcance de todos, sendo a origem do investimento maioritariamente estrangeira, no entanto a percentagem de portugueses também tem crescido no que diz respeito a este nicho. Hoje em dia, o mercado está mais aberto e diversificado, com o investimento no segmento imobiliário premium liderado pelos franceses, britânicos, brasileiros e chineses, estando estas últimas três nacionalidades a registar os valores mais elevados nas transações em Portugal, segundo um estudo feito com base em dados do INE, Eurostat e OCDE.
Nos próximos tempos, estas tendências vão-se manter, assim como os investimentos avultados e as múltiplas transações neste nicho, especialmente agora, em que temos os investidores de regresso às viagens, não restando dúvidas: o imobiliário premium resiste a qualquer crise, torna-se mais apetecível e ainda mais relevante para impulsionar a retoma económica de Portugal e do Mundo.