Isak Andic morreu ao final da manhã de 14 de dezembro de 2024, um sábado sem nuvens, no fundo de um precipício tão alto como um prédio de 30 andares. Os peritos da polícia catalã que analisaram o seu corpo não encontraram ferimentos nem marcas de derrapagem nas palmas das mãos. O fundador da marca de moda Mango, então com 71 anos, caiu como se estivesse num escorrega, determinaram, de pés primeiro. E aparentemente sem reação. Desamparado.
Num dos seus depoimentos, Jonathan Andic contou que estava a caminhar três ou quatro metros à frente do pai, ouviu um barulho de pedras e, quando se virou, ele não estava no trilho de terra batida. Noutra ocasião, afirmou que ainda o viu cair. Certo é que não lhe ligou para o telemóvel.

