As campainhas de alarme começaram a soar no final do verão do ano passado, quando já não era possível desver a violência dos agentes federais do ICE a prenderem imigrantes um pouco por todos os EUA, a mando do Presidente. As redes sociais tinham sido inundadas de vídeos que revelavam um modus operandi assustador: homens vestidos à civil e de balaclava ou de lenço a esconder-lhes grande parte da cara abordavam agressivamente pessoas na rua e manietavam-nas antes de as enfiarem à força em carrinhas descaracterizadas.
“Donald Trump está a criar uma força paramilitar pessoal. O Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas tornou-se uma espécie de polícia armada”, escrevia nesse início de setembro a jornalista, advogada e autora Jill Filipovic, que habitualmente analisa a política norte-americana na revista britânica New Statesman.

