É fascinante e ao mesmo tempo assustador pensar que, como escreve, somos governados por algo que não vemos. A primeira impressão é de que tudo isto é inevitável.
Escrevi este livro porque nos habituámos a tratar as nossas emoções como defeitos de personalidade. Até se costuma dizer: “Ah, fulano reage sempre de forma emotiva.” Quase toma um cariz pejorativo, o que é um erro profundo porque, biologicamente, são sinais. E não é inevitável. Na verdade, está mais nas nossas mãos do que pensamos, porque quando vemos que são sinais e não defeitos, isso muda tudo.
Então, já não podemos dizer: “Não sou eu, é a química”!
(Risos) Os mecanismos estão sempre um bocadinho sob o nosso controlo. No livro, tento indicar como é que esta química é sujeita, até certo ponto, a fatores externos. São coisas que nós podemos, de facto, mudar.
